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17 de agosto de 2005
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...e a cultura catalã

Exposição, futebol e culinária
aproximam São Paulo da Catalunha

Isabela Barros


Fotos divulgação
Figuras, de Pere Tort: um dos expoentes da vanguarda espanhola

A arte da Catalunha nunca esteve tão em evidência na cidade. Em cartaz no Conjunto Cultural da Caixa, a exposição L'Art Català do Brasil, organizada pelo Catalonia – Centro de Cultura Catalã, é a maior já vista por aqui sobre o tema. Catorze artistas – entre nascidos na região e descendentes – apresentam suas pinturas, esculturas, fotografias e objetos de design. O pintor Pere Tort, de 88 anos de idade, considerado um dos mais importantes representantes da pintura de vanguarda espanhola, irá participar com três telas. Antes de se mudar para São Paulo, em 1952, ele criou o grupo Els Blaus de Sarriá, ao lado do escultor Eduardo Yepes e do pintor Torres Garcia. "Tort faz arte abstrata com cores fortes, como aquelas usadas por Miró", diz o presidente do Catalonia, Màrius Vendrell, referindo-se ao célebre artista plástico catalão morto em 1983. Entre os descendentes de catalães, a artista plástica Inês Zaragoza exibe relicários produzidos em Tiradentes, cidade de Minas Gerais em que foi morar para estudar a obra dos santeiros. O paulistano Pascualet traz quadros inspirados em mandalas, alguns deles com animais da fauna brasileira.


Iniciação Wayana – Apalai, de Pascualet: as mandalas inspiraram os trabalhos de um paulistano filho de catalães

Mas a mostra não é o único sinal de que as tradições dessa comunidade autônoma espanhola se popularizam na cidade. O Catalonia, na Vila Mariana, oferece desde aulas de catalão até concorridas noites gastronômicas em que reinam soberanos o pão com tomate, ou pa amb tomàquet, e a paella. Abertos ao público, os jantares custam 25 reais (na noite do pão com tomate) e 35 reais (na da paella) por pessoa. Fãs de futebol montaram um clube dentro do centro para torcer pelo Barcelona, time do jogador Ronaldinho Gaúcho, considerado a seleção da comunidade. A Penya Barcelonista de São Paulo reúne 45 aficionados. Atualmente, existem mais de 1.600 desses grupos em todo o mundo. A Penya funciona dentro do Catalonia e os diretores pretendem organizar em breve eventos com a presença de jogadores e ex-craques do Barça na capital.


Caixa Preta, de Tony de Castro: o barcelonês foi diretor de arte de filmes nacionais como Estorvo, de Ruy Guerra

 
L'Art Català do Brasil. Conjunto Cultural da Caixa. Praça da Sé, 111, centro. Informações, 3107-0498. Até 4 de setembro. www.caixa.gov.br.
Catalonia – Centro de Cultura Catalã. Avenida Lins de Vasconcelos, 1807, Vila Mariana. Informações, 5549-3840. www.catalonia.com.br.

     
   
 
 
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