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NEGÓCIOS
A
superbanca
O
dia-a-dia da Laselva de Congonhas,
a maior loja de jornais e revistas da cidade
Marcella
Centofanti
Fotos Renato Chaui
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Fotos Renato Chaui
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| A
jogadora de vôlei Érika Coimbra: "Dá vontade de comprar tudo" |
Em
1947, o imigrante italiano Onofrio Laselva montou no saguão
do então acanhado Aeroporto de Congonhas uma pequena banca
de madeira para vender jornais. Hoje dirigida por três netos
do fundador, a banquinha transformou-se numa rede de 39 lojas espalhadas
por shoppings e aeroportos de todo o país. O ponto pioneiro,
que atualmente ocupa 220 metros quadrados e passou a se chamar Laselva
Bookstore, é um campeão da cidade. À frente
de outras megalojas, como a Super News do Terminal Rodoviário
do Tietê, a Siciliano da Ponte Cidade Jardim e a Fnac, em
Pinheiros, a Laselva oferece em suas prateleiras 1.325
títulos de revistas e jornais brasileiros e internacionais.
É a recordista de vendas em São Paulo. Embora Congonhas
não opere de madrugada, ela fica aberta 24 horas, 365 dias
por ano. A cada mês, vende só nessa unidade
principal 57.000 exemplares de
revistas. Ou uma a cada 45 segundos. Vende também, mensalmente,
17.000 jornais e 18.400
livros.
No
mês passado, os proprietários começaram uma
nova reforma para tentar melhorar ainda mais seu desempenho. Alargaram
os corredores, para que os clientes possam circular com carrinhos
de bagagem, e trouxeram os livros que ficavam no mezanino para o
térreo. Até o fim de julho, o caixa, localizado na
frente da loja, será transferido para a lateral, o que irá
desobstruir a entrada. Ao pé da letra, não se pode
chamar uma loja como essa de banca de jornais, designação
que se aplica aos quiosques de alumínio que ficam nas calçadas.
Trata-se de uma espécie de revistaria, onde se encontram
livros, artigos de charutaria, cafés, sorvetes e um mix variado
de conveniência. "Ela está no mesmo nível das
melhores lojas do mundo, mas eu lembro o tempo em que era uma banquinha
de nada", diz o publicitário Mauro Salles, que vai lá
há cinqüenta anos e chega a passar três vezes
por semana por Congonhas. Graças ao movimento da ponte aérea,
políticos, artistas e esportistas vivem circulando por ali.
O deputado Ulysses Guimarães foi freguês durante décadas.
A atriz Luana Piovani costuma comprar revistas de moda e as que
trazem seu rosto na capa. O ator Antonio Fagundes adora publicações
sobre mergulho. Na terça-feira passada, enquanto aguardava
um vôo para Curitiba, a jogadora da Seleção
Brasileira de Vôlei Érika Kelly Coimbra procurava conter
o impulso para não sair de lá carregada de livros
e revistas. "Aqui tenho vontade de comprar tudo o que vejo", dizia.
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Quanto
eles
vendem
Uma revista a cada 45 segundos
Um
livro a cada dois minutos e vinte segundos
Um
jornal a cada dois minutos e meio
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