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17 de julho de 2002
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NEGÓCIOS

A superbanca

O dia-a-dia da Laselva de Congonhas,
a maior loja de jornais e revistas da cidade

Marcella Centofanti


Fotos Renato Chaui
Fotos Renato Chaui
A jogadora de vôlei Érika Coimbra: "Dá vontade de comprar tudo"

Em 1947, o imigrante italiano Onofrio Laselva montou no saguão do então acanhado Aeroporto de Congonhas uma pequena banca de madeira para vender jornais. Hoje dirigida por três netos do fundador, a banquinha transformou-se numa rede de 39 lojas espalhadas por shoppings e aeroportos de todo o país. O ponto pioneiro, que atualmente ocupa 220 metros quadrados e passou a se chamar Laselva Bookstore, é um campeão da cidade. À frente de outras megalojas, como a Super News do Terminal Rodoviário do Tietê, a Siciliano da Ponte Cidade Jardim e a Fnac, em Pinheiros, a Laselva oferece em suas prateleiras 1.325 títulos de revistas e jornais brasileiros e internacionais. É a recordista de vendas em São Paulo. Embora Congonhas não opere de madrugada, ela fica aberta 24 horas, 365 dias por ano. A cada mês, vende – só nessa unidade principal – 57.000 exemplares de revistas. Ou uma a cada 45 segundos. Vende também, mensalmente, 17.000 jornais e 18.400 livros.

No mês passado, os proprietários começaram uma nova reforma para tentar melhorar ainda mais seu desempenho. Alargaram os corredores, para que os clientes possam circular com carrinhos de bagagem, e trouxeram os livros que ficavam no mezanino para o térreo. Até o fim de julho, o caixa, localizado na frente da loja, será transferido para a lateral, o que irá desobstruir a entrada. Ao pé da letra, não se pode chamar uma loja como essa de banca de jornais, designação que se aplica aos quiosques de alumínio que ficam nas calçadas. Trata-se de uma espécie de revistaria, onde se encontram livros, artigos de charutaria, cafés, sorvetes e um mix variado de conveniência. "Ela está no mesmo nível das melhores lojas do mundo, mas eu lembro o tempo em que era uma banquinha de nada", diz o publicitário Mauro Salles, que vai lá há cinqüenta anos e chega a passar três vezes por semana por Congonhas. Graças ao movimento da ponte aérea, políticos, artistas e esportistas vivem circulando por ali. O deputado Ulysses Guimarães foi freguês durante décadas. A atriz Luana Piovani costuma comprar revistas de moda e as que trazem seu rosto na capa. O ator Antonio Fagundes adora publicações sobre mergulho. Na terça-feira passada, enquanto aguardava um vôo para Curitiba, a jogadora da Seleção Brasileira de Vôlei Érika Kelly Coimbra procurava conter o impulso para não sair de lá carregada de livros e revistas. "Aqui tenho vontade de comprar tudo o que vejo", dizia.


Quanto eles vendem

Uma revista a cada 45 segundos
Um livro a cada dois minutos e vinte segundos
Um jornal a cada dois minutos e meio


         
     
   
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