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17 de julho de 2002
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EXPOSIÇÃO

Aventura na floresta

Mostra interativa no Sesc Pompéia
desvenda
as belezas e os
problemas da Amazônia

Valéria França


Fotos Araquém Alcântara

Algumas das imagens de Araquém Alcântara que poderão ser vistas a partir de terça-feira: o mico-de-cheiro com seu filhote, o jacaré de soslaio e a onça com pinta de mansinha


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Programação completa da Mostra Amazônia BR

A partir desta semana, o paulistano pode conhecer, sem viajar milhares de quilômetros, o coração da floresta mais importante do mundo. Na terça-feira (16), começa no Sesc Pompéia uma megaexposição sobre as belezas naturais e os problemas da Amazônia. Um cenário interativo assinado pelo artista gráfico Gringo Cardia desvenda as particularidades geográficas e ambientais da região. O lago da área de convivência do Sesc, desenhado por Lina Bo Bardi, reproduz a Bacia do Rio Amazonas, margeada pelas comunidades ribeirinhas. Um grande labirinto de gravetos representa a floresta. Uma sala com as paredes pintadas de preto será o "arco do desmatamento". Esse é o nome dado à área que se estende de Rondônia à divisa do Maranhão com o Pará, cortando todo o norte de Mato Grosso, a região mais devastada da Amazônia. "Forramos o chão com toras de madeira, de onde sai fumaça, como se a mata estivesse pegando fogo", explica Cardia. Nas paredes estão expostos painéis com reproduções de reportagens que revelam dados alarmantes. Ali, fica-se sabendo, por exemplo, que o desmatamento da floresta já consumiu uma extensão correspondente à de um país como a França.


Casas típicas serão reproduzidas em tamanho natural: como na selva

Mas nem só de más notícias é feita a mostra. Araquém Alcântara, um dos mais importantes fotógrafos da fauna e da flora brasileiras, apresenta algumas de suas imagens colhidas na floresta. Quatro delas ilustram esta reportagem. Também são destacadas iniciativas bem-sucedidas de mais de 100 organizações não-governamentais que atuam na região. É o caso do Projeto Saúde e Alegria, criado pelo infectologista Eugênio Scannavino Netto, coordenador da exposição. "Diminuímos o índice de mortalidade infantil em dezessete comunidades ribeirinhas a um número próximo ao de grandes metrópoles", diz Scannavino Netto, que mora há quinze anos em Santarém, no Pará.

Representantes de ONGs como a de Scannavino Netto ficarão de plantão para cadastrar os interessados em colaborar com os trabalhos. Eles atenderão o público em cinco casas t& para cadastrar os interessados em colaborar com os trabalhos. Eles atenderão o público em cinco casas típicas, construídas de madeira e palha. Outra atração é a produção de artistas regionais. O estilista Alexandre Herchcovitch coordena o setor de moda, com looks de couro vegetal, e os designers Fernando e Humberto Campana expõem objetos confeccionados pelas comunidades com matéria-prima local. Haverá ainda oficinas, shows (a única atividade paga) e conferências com caciques, como o líder caiapó Raoni, aquele que encantou Sting em 1989, durante a excursão do cantor pelo Brasil.


Amazônia br Sesc Pompéia. Rua Clélia, 93, Pompéia, 3871-7700. Terça a sábado, das 10h às 22h; domingo, das 9h às 19h30. Grátis. Até 18 de agosto. A partir de terça (16).


 

         
     
 
 
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