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EXPOSIÇÃO
Aventura
na floresta
Mostra
interativa no Sesc Pompéia
desvenda as belezas e os
problemas da Amazônia
Valéria
França
Fotos Araquém Alcântara
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| Algumas
das imagens
de Araquém Alcântara que poderão ser vistas
a partir de terça-feira: o mico-de-cheiro
com seu filhote, o jacaré de soslaio e a onça
com pinta de mansinha |
A
partir desta semana, o paulistano pode conhecer, sem viajar milhares
de quilômetros, o coração da floresta mais importante
do mundo. Na terça-feira (16), começa no Sesc Pompéia
uma megaexposição sobre as belezas naturais e os problemas
da Amazônia. Um cenário interativo assinado pelo artista
gráfico Gringo Cardia desvenda as particularidades geográficas
e ambientais da região. O lago da área de convivência
do Sesc, desenhado por Lina Bo Bardi, reproduz a Bacia do Rio Amazonas,
margeada pelas comunidades ribeirinhas. Um grande labirinto de gravetos
representa a floresta. Uma sala com as paredes pintadas de preto
será o "arco do desmatamento". Esse é o nome dado
à área que se estende de Rondônia à divisa
do Maranhão com o Pará, cortando todo o norte de Mato
Grosso, a região mais devastada da Amazônia. "Forramos
o chão com toras de madeira, de onde sai fumaça, como
se a mata estivesse pegando fogo", explica Cardia. Nas paredes estão
expostos painéis com reproduções de reportagens
que revelam dados alarmantes. Ali, fica-se sabendo, por exemplo,
que o desmatamento da floresta já consumiu uma extensão
correspondente à de um país como a França.
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| Casas
típicas serão reproduzidas em tamanho
natural: como na selva |
Mas
nem só de más notícias é feita a mostra.
Araquém Alcântara, um dos mais importantes fotógrafos
da fauna e da flora brasileiras, apresenta algumas de suas imagens
colhidas na floresta. Quatro delas ilustram esta reportagem. Também
são destacadas iniciativas bem-sucedidas de mais de 100 organizações
não-governamentais que atuam na região. É o
caso do Projeto Saúde e Alegria, criado pelo infectologista
Eugênio Scannavino Netto, coordenador da exposição.
"Diminuímos o índice de mortalidade infantil em dezessete
comunidades ribeirinhas a um número próximo ao de
grandes metrópoles", diz Scannavino Netto, que mora há
quinze anos em Santarém, no Pará.
Representantes
de ONGs como a de Scannavino Netto ficarão de plantão
para cadastrar os interessados em colaborar com os trabalhos. Eles
atenderão o público em cinco casas t&
para cadastrar os interessados em colaborar com os trabalhos. Eles
atenderão o público em cinco casas típicas,
construídas de madeira e palha. Outra atração
é a produção de artistas regionais. O estilista
Alexandre Herchcovitch coordena o setor de moda, com looks de couro
vegetal, e os designers Fernando e Humberto Campana expõem
objetos confeccionados pelas comunidades com matéria-prima
local. Haverá ainda oficinas, shows (a única atividade
paga) e conferências com caciques, como o líder caiapó
Raoni, aquele que encantou Sting em 1989, durante a excursão
do cantor pelo Brasil.
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Amazônia
br Sesc Pompéia.
Rua Clélia, 93, Pompéia,
3871-7700. Terça a sábado, das 10h às
22h; domingo, das 9h às 19h30. Grátis. Até
18 de agosto. A partir de terça (16).
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