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MEU ESTILO Marisa
Monte Cantora, 38 anos José
Flávio Júnior
Selmy Yassuda  | | Com dois CDs
recém-lançados (Universo ao Meu Redor e Infinito Particular),
a cantora carioca Marisa Monte volta à cidade para uma série de
shows no Credicard Hall, a partir do dia 19. Sua última apresentação
por aqui havia sido em 2001. Marisa retorna aos palcos agora que seu filho, Mano
Wladimir, 3 anos, está "grandinho". Normalmente avessa a entrevistas, ela
conta que se diverte fazendo tricô, que não tem paciência para
comprar roupas e que prefere usar peças de brechó a modelitos de
grifes badaladas.
O que você
gosta de fazer em São Paulo? Gosto de ir a lojas de música,
a certos restaurantes e, principalmente, de visitar os amigos. Ir à casa
deles, bater papo, ver o que estão fazendo. São Paulo é uma
cidade maravilhosa para trabalhar e oferece muitas coisas para consumo cultural.
Seu filho viaja com você?
Um pouquinho. Ele já tem colégio, as suas coisas. Essa vida na estrada
não é para ele. Criança precisa de rotina. Mas, num fim de
semana ou outro... E não vou fazer tantos shows assim. Estou em outra fase
da minha vida. Se fizer 100 shows em um ano, está mais do que bom. Mas
100 shows em seis meses, como eu fazia antes, nunca mais.
Ainda se interessa por fotografia? Sim, fotografo.
É um hobby, não tenho nenhuma pretensão. A máquina
digital facilitou a vida da gente. Na época do filme, eu era do tipo que
tirava fotos e nunca mandava revelá-las. Hoje em dia, é uma loucura.
Nos meus shows, todo mundo fotografa. Do palco, às vezes vejo 2.000 luzinhas
vermelhinhas. Tem outros hobbies?
Gosto de ler, de ir ao cinema, de fazer tricô...
Tricô? Gosta de moda também? Não.
Eu faço de brincadeira. E corte e costura não têm a ver necessariamente
com moda. Mas já fiz vestidos para usar. Na adolescência, fazia direto.
Em casa, como você se veste?
Como gente normal. Chinelo, roupas confortáveis...
Considera-se vaidosa? Tenho vaidade com relação
ao meu trabalho, de fazê-lo bonito, bem tratado. Fora disso, acho que sou
normal, como qualquer moça por aí. Há
quem diga que várias cantoras copiam o seu estilo. Isso a deixa lisonjeada
ou irritada? Acho todo mundo diferente. Não vejo nenhum trabalho
que queira explicitamente parecer com o meu. Quando uma cantora está começando,
é natural que seja influenciada por outra. Com o tempo, isso se dilui.
Ouvi muito Elis, Gal, Bethânia, Rita Lee, Carmen Miranda, Elizeth Cardoso.
Elas foram importantes para a minha formação. Agora, quem eu influenciei,
não sei dizer. Você
tem personal stylist? Não. O que tenho é um figurinista,
o Marcelo Olinto, que cuida das roupas que eu e minha banda usamos nos shows.
No dia-a-dia, não tenho ninguém pensando nisso. É mais circunstancial.
Misturo muita coisa, não tenho uma grife preferida. Gosto de usar roupas
que foram da minha avó, da minha mãe. Vai
a brechó? Vou, mas também tenho uma costureira que vem em
casa. É um hábito que trago de família. Porque acho um porre
ter de sair para fazer compras. É muito trabalhoso. Gosto de achar. De
procurar, não gosto, não. |