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16 de junho de 2004
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Circuito das malhas

Boas ofertas de roupas de inverno a
menos de 200 quilômetros da capital



Alexandre Schneider
Malharia Tânia Collection, em Monte Sião: 2 000 peças vendidas por mês


Próximas da divisa entre São Paulo e Minas Gerais, as cidades podem ser alcançadas por dois caminhos: a Rodovia Fernão Dias ou a Via Anhangüera.

Nas últimas duas semanas, com os termômetros da cidade marcando neste fim de outono temperaturas cada vez mais baixas, o paulistano começa a revirar o guarda-roupa atrás de casacos e blusas de lã esquecidos desde o fim do inverno passado. É nesta época também que muitos aproveitam para ir às compras. Para quem quer gastar pouco, pegar a estrada rumo ao interior pode ser uma boa opção. No chamado Circuito das Malhas, formado pelas cidades de Socorro e Serra Negra, em São Paulo, e Monte Sião e Jacutinga, no sul de Minas Gerais, o visitante encontra lojas de fábrica com preços bem acessíveis. Atenção: nem sempre os modelitos impressionam pela qualidade e criatividade. Mas, com disposição para garimpar, podem-se encontrar coisas interessantes.

O mercado mais forte fica em Monte Sião, a 185 quilômetros da capital. A Praça Prefeito Mário Zucato e a Avenida Getúlio Vargas são os principais pontos de compras. Por ali, é possível achar desde luvinhas infantis feitas a mão (5 reais) até blusas de lã com decote em V (25 reais). Os cerca de 700 comerciantes, evidentemente, fazem a festa. "Entre março e julho, chegamos a vender 2.000 peças por mês", calcula Tânia Labegalini, da Malharia Tânia Collection.


Fotos Alexandre Schneider
ider
Com vinte lojas, a Rua dos Chalés é um dos principais atrativos de Jacutinga: na Revoian Malhas (chalé número 9), a blusa listrada da foto ao lado sai por 20 reais

Andando apenas mais 25 quilômetros, chega-se a Jacutinga. Blusas entre 11 e 15 reais recheiam as vinte lojas de fábrica da Rua dos Chalés. Só pedestres podem circular por ela. Na Feirinha das Malhas, há cerca de sessenta barracas com produtos mais baratos ainda. Um cachecol, por exemplo, custa 6 reais. "A cidade fica lotada nos fins de semana", diz Maria Angélica Raffaelli, proprietária do Chalé da Criança, loja especializada em roupas de recém-nascidos. "O sábado, portanto, é o melhor dia para as compras."


Fotos Alexandre Schneider
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Na estância de Serra Negra, uma lojinha é colada na outra: na Casa Malu, na Rua Coronel Pedro Penteado, a blusa feminina de lã custa 23 reais

Socorro e Serra Negra ficam mais perto de São Paulo (veja o mapa no início da matéria). Na Rua Coronel Pedro Penteado, a principal de Serra Negra, lojas praticamente enfileiradas anunciam malhas, gorros, luvas e cachecóis com preços que variam de 5 a 60 reais. Depois das compras, muitos turistas aproveitam para passear no teleférico de 750 metros de extensão. Quando se chega ao mirante do Parque do Cristo, dá para observar a cidade do alto, ao lado de uma réplica da estátua do Cristo Redentor, erguida em comemoração ao cinqüentenário da inauguração do monumento no Rio de Janeiro. Em Socorro, as melhores peças estão nas 100 lojas da Feira Permanente de Malhas e do Moda Shopping. Um pulôver, em várias delas, é vendido entre 27 e 35 reais. São pechinchas quentinhas como essa que levam cerca de 80.000 pessoas por ano à cidade.


Fotos Alexandre Schneider
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A Feira Permanente de Malhas, no shopping de Socorro: a Bassi Kids, uma de suas 53 lojas, vende gorro infantil de elastano (5 reais) e gorro de lã feito a mão (6 reais)

 

         
     
 
 
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