| |
|
|
 |
|
VALE A VIAGEM
Circuito
das malhas
Boas
ofertas de roupas de inverno a
menos de 200 quilômetros da capital
Alexandre Schneider
 |
| Malharia Tânia Collection, em Monte
Sião: 2 000 peças vendidas por mês |
 |
| Próximas da divisa entre São
Paulo e Minas Gerais, as cidades podem ser alcançadas
por dois caminhos: a Rodovia Fernão Dias ou a Via Anhangüera.
|
Nas últimas duas semanas, com os termômetros
da cidade marcando neste fim de outono temperaturas cada vez mais
baixas, o paulistano começa a revirar o guarda-roupa atrás
de casacos e blusas de lã esquecidos desde o fim do inverno
passado. É nesta época também que muitos aproveitam
para ir às compras. Para quem quer gastar pouco, pegar a
estrada rumo ao interior pode ser uma boa opção. No
chamado Circuito das Malhas, formado pelas cidades de Socorro e
Serra Negra, em São Paulo, e Monte Sião e Jacutinga,
no sul de Minas Gerais, o visitante encontra lojas de fábrica
com preços bem acessíveis. Atenção:
nem sempre os modelitos impressionam pela qualidade e criatividade.
Mas, com disposição para garimpar, podem-se encontrar
coisas interessantes.
O mercado mais forte fica em Monte Sião,
a 185 quilômetros da capital. A Praça Prefeito Mário
Zucato e a Avenida Getúlio Vargas são os principais
pontos de compras. Por ali, é possível achar desde
luvinhas infantis feitas a mão (5 reais) até blusas
de lã com decote em V (25 reais). Os cerca de 700 comerciantes,
evidentemente, fazem a festa. "Entre março e julho, chegamos
a vender 2.000 peças por mês",
calcula Tânia Labegalini, da Malharia Tânia Collection.
Fotos Alexandre Schneider
 |
ider
 |
| Com vinte lojas, a Rua dos Chalés
é um dos principais atrativos de Jacutinga: na Revoian
Malhas (chalé número 9), a blusa listrada da foto
ao lado sai por 20 reais |
Andando apenas mais 25 quilômetros, chega-se
a Jacutinga. Blusas entre 11 e 15 reais recheiam as vinte lojas
de fábrica da Rua dos Chalés. Só pedestres
podem circular por ela. Na Feirinha das Malhas, há cerca
de sessenta barracas com produtos mais baratos ainda. Um cachecol,
por exemplo, custa 6 reais. "A cidade fica lotada nos fins de semana",
diz Maria Angélica Raffaelli, proprietária do Chalé
da Criança, loja especializada em roupas de recém-nascidos.
"O sábado, portanto, é o melhor dia para as compras."
Fotos Alexandre Schneider
 |
ider
 |
| Na estância de Serra Negra,
uma lojinha é colada na outra: na Casa Malu, na Rua Coronel
Pedro Penteado, a blusa feminina de lã custa 23 reais
|
Socorro e Serra Negra ficam mais perto de São
Paulo (veja o mapa no início da matéria). Na
Rua Coronel Pedro Penteado, a principal de Serra Negra, lojas praticamente
enfileiradas anunciam malhas, gorros, luvas e cachecóis com
preços que variam de 5 a 60 reais. Depois das compras, muitos
turistas aproveitam para passear no teleférico de 750 metros
de extensão. Quando se chega ao mirante do Parque do Cristo,
dá para observar a cidade do alto, ao lado de uma réplica
da estátua do Cristo Redentor, erguida em comemoração
ao cinqüentenário da inauguração do monumento
no Rio de Janeiro. Em Socorro, as melhores peças estão
nas 100 lojas da Feira Permanente de Malhas e do Moda Shopping.
Um pulôver, em várias delas, é vendido entre
27 e 35 reais. São pechinchas quentinhas como essa que levam
cerca de 80.000 pessoas por ano à
cidade.
Fotos Alexandre Schneider
 |
ider
 |
| A Feira Permanente de Malhas,
no shopping de Socorro: a Bassi Kids, uma de suas 53 lojas,
vende gorro infantil de elastano (5 reais) e gorro de lã feito
a mão (6 reais) |
|