Publicidade
 

 
 
 


16 de abril de 2003
TRANSPORTE
PERFIL
DIVERSÃO
CIDADE
NOITE
COMPORTAMENTO
MISTÉRIOS DA CIDADE
TERRAÇO PAULISTANO
AS BOAS COMPRAS
A OPINIÃO DO LEITOR
CRÔNICA
   

COMPORTAMENTO

Mania circense

Com mais de dez variedades, malabarismo
vira moda entre os jovens da cidade

Marcella Centofanti

Fotos Heudes Regis
egis
Maria João: contratos para exibição em público Thiago, com seu flower stick: sucesso nas baladas


Veja também
Os modelos mais comuns

O estudante Thiago Lopes, de 16 anos, começou a jogar bastões para o alto apenas para passar o tempo. Com algumas horinhas de prática, já consegue executar pequenas manobras com o flower stick, espécie de malabar que utiliza duas baquetas. Hoje, carrega o brinquedo para todo canto, da escola às noitadas. "É divertido e bom para impressionar as meninas, que ficam admiradas com minha habilidade", gaba-se. Cada vez mais, adolescentes como Thiago se interessam pelo jogo. A moda saiu da Inglaterra, com as raves. As festas eletrônicas se popularizaram por aqui e, com elas, os malabares. "Antigamente, eu era contratada para me apresentar com bolinhas e claves nas baladas", diz Maria João Abujamra, malabarista há oito anos. "Agora os convites diminuíram porque os próprios freqüentadores levam seus modelos."

Além de terem virado mania nas festas, os brinquedos são vistos nos colégios, parques e em alguns dos cruzamentos mais movimentados da cidade. Existem mais de dez versões diferentes. As mais conhecidas, as claves e as bolinhas, são consideradas difíceis de manusear. Para começar, muitos jogadores preferem os sticks. Outro muito procurado, principalmente por garotas, é o swing de fita, que possui duas tiras, cada uma com mais de 1 metro de comprimento, usadas para fazer movimentos circulares, normalmente enquanto se dança. Há, também, os modelos com fogo – estes somente para veteranos. "Não importa o modelo escolhido", diz o malabarista Eliseo Domingos Junior. "Qualquer um deles trabalha a musculatura do corpo, os reflexos, a respiração e a coordenação. Além de ser uma ótima terapia."

         
     
 
 
VEJA on-line | Veja São Paulo | VEJA Noite São Paulo
copyright © 2002 . Editora Abril S.A. . todos os direitos reservados