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COMPORTAMENTO
Mania
circense
Com
mais de dez variedades, malabarismo
vira
moda entre os jovens da cidade
Marcella
Centofanti
Fotos Heudes Regis
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egis
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| Maria
João: contratos para exibição em público |
Thiago,
com seu flower stick: sucesso nas baladas |
O estudante
Thiago Lopes, de 16 anos, começou a jogar bastões
para o alto apenas para passar o tempo. Com algumas horinhas de
prática, já consegue executar pequenas manobras com
o flower stick, espécie de malabar que utiliza duas baquetas.
Hoje, carrega o brinquedo para todo canto, da escola às noitadas.
"É divertido e bom para impressionar as meninas, que ficam
admiradas com minha habilidade", gaba-se. Cada vez mais, adolescentes
como Thiago se interessam pelo jogo. A moda saiu da Inglaterra,
com as raves. As festas eletrônicas se popularizaram por aqui
e, com elas, os malabares. "Antigamente, eu era contratada para
me apresentar com bolinhas e claves nas baladas", diz Maria João
Abujamra, malabarista há oito anos. "Agora os convites diminuíram
porque os próprios freqüentadores levam seus modelos."
Além
de terem virado mania nas festas, os brinquedos são vistos
nos colégios, parques e em alguns dos cruzamentos mais movimentados
da cidade. Existem mais de dez versões diferentes. As mais
conhecidas, as claves e as bolinhas, são consideradas difíceis
de manusear. Para começar, muitos jogadores preferem os sticks.
Outro muito procurado, principalmente por garotas, é o swing
de fita, que possui duas tiras, cada uma com mais de 1 metro de
comprimento, usadas para fazer movimentos circulares, normalmente
enquanto se dança. Há, também, os modelos com
fogo estes somente para veteranos. "Não importa o modelo
escolhido", diz o malabarista Eliseo Domingos Junior. "Qualquer
um deles trabalha a musculatura do corpo, os reflexos, a respiração
e a coordenação. Além de ser uma ótima
terapia."
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