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Um
dia de Tarzan
Com
caminhadas em cordas e pontes a até 10 metros
de altura, o
"arvorismo" é a nova atração de Brotas
Lúcia
Monteiro
Renato Chaui
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| A
etapa dos estribos, uma das mais difíceis: só 20% dos
visitantes completam as 36 atividades do circuito
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Oito
pessoas com capacete e equipamentos de escalada na cintura
fazem fila num gramado. A primeira tenta prender o mosquetão
(elo de ferro) em um cabo de aço. Em seguida, caminha
até um tablado de madeira e dá um salto. O aquecimento
para quem pretende aventurar-se no Verticália, circuito
construído em Brotas, a 169 quilômetros da capital,
começa assim. Criado pelo francês Jean-Claude
Razel e por sua mulher, Vivian da Cunha, o parque tem postes
feitos com troncos de eucalipto interligados por cabos de
aço, redes e pontes suspensas. O casal investiu 80
000 reais no cenário, que interage com a mata local.
São 36 atividades, todas bem mais emocionantes do que
sugere o treinamento inicial. O percurso dura cerca de três
horas (40 reais por pessoa), e a dificuldade aumenta a cada
etapa.
Chamado de "arvorismo", o esporte é praticado na França,
na Costa Rica e na Nova Zelândia. Em Brotas, a novidade
chegou há apenas dois meses. Existem outros circuitos
em Analândia, em Dourado e no acampamento Rancho Ranieri,
todos no interior paulista. São operados pela agência
Saga Trek e utilizam árvores de verdade e não
apenas os troncos. No Verticália, alguns candidatos
a Tarzan empacam logo na tirolesa, com medo de passar, pendurados
no cabo de aço, de um tronco a outro, a 10 metros de
altura. Um monitor espera o aventureiro do outro lado e o
ajuda a equilibrar-se na plataforma. Nas demais atrações,
os guias dão as instruções do chão.
Cada um é responsável pela própria segurança:
aprende a maneira correta de prender-se aos cabos, manusear
a polia e colocar o "trava-quedas", uma espécie de
cinto de segurança que impede tombos ao subir as escadas.
"Achei
que fosse brincadeirinha", conta o engenheiro mecânico
Edson Facchinatto, que foi a Brotas com os dois filhos. "Não
tinha a menor idéia do nível de aventura e desafio
do arvorismo." William, o caçula de 11 anos, parou
na terceira etapa, cansado por causa do calor. Renan, de 16,
desistiu no final, exatamente na travessia dos estribos que
aparecem nesta foto. Empolgado e com mais fôlego, Facchinatto
deu exemplo aos filhos e foi um dos oitenta participantes,
entre os 400 que já passaram por ali, a conseguir terminar
o percurso.
Verticália: entrada
pelo quilômetro 127,5 da SP 225 para Brotas,
(14) 653-4113, www.alaya.com.br.
Saga
Trek (Analândia, Dourado e Rancho Ranieri):
3023-4757.
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