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POLÍCIA
Noites
de terror
Arrastões
em três eventos musicais
em menos de um mês assustam paulistanos
Erika
Sallum
Samir Baptista/AE
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Playcenter
Rave E.Force
30 de abril
Mais de 50 vítimas
9 presos
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Há
duas semanas, o estudante Weslley de Oliveira participou pela primeira
vez de uma rave, aquelas festas de música eletrônica
que costumam varar a madrugada. Depois de ser agredido e roubado
quando chegava ao E.Force, megaevento realizado em 30 de abril no
Playcenter, ele afirma que nunca mais pretende repetir a experiência.
Na companhia de dois amigos, Oliveira parou o carro na Avenida Marquês
de São Vicente e, pouco antes de entrar no parque de diversões,
foi atacado por quinze homens. Dele, levaram a carteira. Dos amigos,
os tênis que calçavam. Todos receberam socos e chutes.
"Ainda me pediram que eu mostrasse a língua para ver se não
tinha piercing", conta. Além de ter perdido a festa, pela
qual pagou um ingresso de 25 reais, Oliveira ficou até de
manhã na delegacia. "Estou traumatizado." Medo semelhante
é sentido até hoje pela estudante Eliane Pousen, de
quem levaram o celular durante a apresentação da cantora
Ivete Sangalo, no dia 17, no Olympia. "Ser assaltada no meio da
rua já é terrível", diz ela, que desembolsou
35 reais para ver o show. "Mas como isso pode acontecer dentro de
uma casa tão conhecida?"
Renato Chaui
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Olympia
Show de Ivete Sangalo
17 de abril
13 vítimas
Nenhum preso
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Aos
dois fatos, juntam-se os mais de 100 carros arrombados nas imediações
do Rock & Reggae in Concert, que reuniu 9..800
pessoas, no dia 19, no Palco da Represa, na Via Anchieta. Para o
paulistano acostumado a sair à noite, a ocorrência
de três ataques como esses em menos de um mês é
preocupante. Mas isso não significa que uma onda de arrastões
venha atingindo a cidade. Nos cerca de setenta shows que acontecem
todas as semanas em São Paulo, eles são esporádicos.
"Devem-se mais à falta de estrutura de quem promove os eventos
que à ação de quadrilhas organizadas", afirma
o delegado César Camargo, do 23º Distrito Policial,
em Perdizes, onde foram detidos nove suspeitos de agir no Playcenter.
Só ali, acredita-se que tenham sido atacadas mais de cinqüenta
pessoas. A falta de estacionamentos nas proximidades o próprio
parque abriu apenas 250 de suas 600 vagas fez com que a maioria
dos freqüentadores parasse na rua. "Havia muitos pedestres,
e tivemos de tomar essa medida porque o portão de entrada
dos carros e do público é a mesma", diz a gerente-geral
Maria Aparecida Pinheiro. A Polícia Militar só foi
avisada do evento um dia antes.
Mario Rodrigues
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Oripedes Ribeiro/AE
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Palco
da Represa
Rock & Reggae in Concert
19 de abril
Mais de 100 carros arrombados
Nenhum preso
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No
caso do Olympia, os furtos aconteceram dentro do estabelecimento,
que ainda não sabe explicar como os ladrões entraram
e saíram sem ser identificados. "Classificamos o fato como
um incidente de insegurança pública", diz Marcelo
Saraiva Ribeiro, advogado do Olympia. Segundo o Procon, as casas
de shows são responsáveis pela segurança dos
clientes em suas dependências e devem ressarcir qualquer prejuízo.
Para evitar que a noite acabe mal, é recomendável
não levar objetos de valor, guardar bolsas nas chapelarias
(quando estas existirem) e andar apenas com cópias dos documentos.
Na hora de parar o carro, o ideal é deixá-lo em um
estacionamento.
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