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15 de março de 2006
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Leitura no bosque

Bibliotecas em parques começam
a atrair paulistanos

 

Alexandre Schneider
Espaço do Parque do Ibirapuera: 160 pessoas aos domingos


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Aos domingos, no Parque do Ibirapuera, enquanto 130.000 paulistanos correm, fazem exercícios, passeiam, andam de bicicleta e tomam sol, alguns visitantes aproveitam a tranqüilidade da área verde para ler. São os usuários do projeto Bosque da Leitura, que ali funciona em uma casinha próxima ao portão 7 equipada com livros, jornais e revistas para consulta. O do Ibirapuera, criado em 1993, hoje recebe em média 160 pessoas por domingo. Em 1999, o projeto foi expandido para o Parque Piqueri e no último domingo (5) chegou ao Parque do Carmo. A Secretaria Municipal de Cultura pretende levá-lo para o Parque da Luz até o fim do ano.

São Paulo tem 107 bibliotecas municipais e estaduais abertas ao público e cerca de 130 livrarias. "É um número pequeno se considerarmos outras metrópoles como Londres, Paris e Nova York", afirma Waldomiro Vergueiro, chefe do departamento de biblioteconomia da USP. "Sem contar que muitas das nossas bibliotecas estão concentradas na região central." Por isso, iniciativas como os bosques de leitura merecem aplausos e deveriam se multiplicar. O acervo das bibliotecas ao ar livre é formado com base em doações de empresas e dos próprios usuários. A casa do Ibirapuera conta com 1 141 livros. No Piqueri, esse número é de 1 104 exemplares e no Carmo, de 600, sendo 200 dedicados ao público infantil.

Não é permitido levar as obras por empréstimo para casa, o que provoca uma maior procura por leituras rápidas, como a de revistas e jornais, além de livros de crônicas e poesias. "É perfeito para relaxar", diz a advogada Sonia Maria Ribeiro. "Pena que só funcione aos domingos." Por estar em uma área aberta, não há controle rígido sobre a devolução dos livros e periódicos. "Existe uma relação de confiança com os leitores, que cuidam bem do acervo e entregam tudo direitinho", conta o coordenador João Aguiar. Como a leitura é feita ao ar livre, o bosque não funciona em dias de chuva. "Poderíamos usar uma área coberta para não ficarmos sem os livros", sugere o professor de línguas Dominique Lomba, que costuma passar de quatro a cinco horas no local todos os domingos.

Bosque da Leitura. Parques do Carmo, do Ibirapuera e Piqueri. Domingos, das 10h às 16h. Informações, 3334-0001, ramais 2408 e 2424.

     
   
 
 
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