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LAZER
Leitura no bosque Bibliotecas em parques começam
a atrair paulistanos Alexandre
Schneider
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do Parque do Ibirapuera: 160 pessoas aos domingos |
Aos domingos, no
Parque do Ibirapuera, enquanto 130.000 paulistanos correm, fazem exercícios,
passeiam, andam de bicicleta e tomam sol, alguns visitantes aproveitam a tranqüilidade
da área verde para ler. São os usuários do projeto Bosque
da Leitura, que ali funciona em uma casinha próxima ao portão 7
equipada com livros, jornais e revistas para consulta. O do Ibirapuera, criado
em 1993, hoje recebe em média 160 pessoas por domingo. Em 1999, o projeto
foi expandido para o Parque Piqueri e no último domingo (5) chegou ao Parque
do Carmo. A Secretaria Municipal de Cultura pretende levá-lo para o Parque
da Luz até o fim do ano. São
Paulo tem 107 bibliotecas municipais e estaduais abertas ao público e cerca
de 130 livrarias. "É um número pequeno se considerarmos outras metrópoles
como Londres, Paris e Nova York", afirma Waldomiro Vergueiro, chefe do departamento
de biblioteconomia da USP. "Sem contar que muitas das nossas bibliotecas estão
concentradas na região central." Por isso, iniciativas como os bosques
de leitura merecem aplausos e deveriam se multiplicar. O acervo das bibliotecas
ao ar livre é formado com base em doações de empresas e dos
próprios usuários. A casa do Ibirapuera conta com 1 141 livros.
No Piqueri, esse número é de 1 104 exemplares e no Carmo, de 600,
sendo 200 dedicados ao público infantil.
Não é permitido levar as obras por empréstimo para casa,
o que provoca uma maior procura por leituras rápidas, como a de revistas
e jornais, além de livros de crônicas e poesias. "É perfeito
para relaxar", diz a advogada Sonia Maria Ribeiro. "Pena que só funcione
aos domingos." Por estar em uma área aberta, não há controle
rígido sobre a devolução dos livros e periódicos.
"Existe uma relação de confiança com os leitores, que cuidam
bem do acervo e entregam tudo direitinho", conta o coordenador João Aguiar.
Como a leitura é feita ao ar livre, o bosque não funciona em dias
de chuva. "Poderíamos usar uma área coberta para não ficarmos
sem os livros", sugere o professor de línguas Dominique Lomba, que costuma
passar de quatro a cinco horas no local todos os domingos.
• Bosque da Leitura. Parques do Carmo, do Ibirapuera e Piqueri. Domingos,
das 10h às 16h. Informações,
3334-0001, ramais 2408 e 2424. |