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15 de fevereiro de 2006
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MISTÉRIOS DA CIDADE

Sabe onde fica?

Mario Rodrigues

Antes de ser "embrulhado", este prédio de quatro andares passava despercebido. Agora, o edifício chama atenção graças ao desenho geométrico da lona que o recobre. Quando os painéis são balançados pelo vento, os desenhos iludem o olhar e parecem mexer-se, bem ao estilo do movimento artístico optical art, que se difundiu na Europa e nos Estados Unidos nos anos 60. A idéia partiu do arquiteto Washington Fiuza para seu novo escritório, localizado na Avenida Nove de Julho.

 

O último Fusca da polícia

Mario Rodrigues

O Fusquinha ao lado é o único em atividade na polícia paulistana. Modelo 86, não tem mais pique para perseguir bandidos, mas funciona muito bem em trabalhos burocráticos. Está a serviço do Centro de Execução de Cartas Precatórias, órgão da Polícia Civil, que o utiliza na entrega de intimações e ordens de serviço. Para permanecer na ativa, o carro foi totalmente restaurado há dois anos.

 

Passagens à moda antiga

Antonio Augusto Fontes

O tec-tec-tec causa estranheza a quem passa pela ala internacional da Rodoviária do Tietê. No balcão da empresa paraguaia Rapido Yguazu, as passagens são preenchidas a mão e a lista de bordo é datilografada. A era dos computadores ainda não chegou ali.

 

Vila Itororó ganha um socorro

SMC/Divulgação
Mario Rodrigues

A mais antiga vila da cidade, a Itororó, construída nos anos 20 pelo imigrante português Francisco de Castro, passa por maus bocados. Localizada na Bela Vista, ela está degradada e se transformou em um cortiço que abriga 37 famílias. Chamada de "vila surrealista" pelo escritor Mário de Andrade, tem lá suas extravagâncias, como carrancas femininas, esculturas de animais e colunas gregas. Agora, a prefeitura declarou a área como de utilidade pública e pretende recuperá-la. A idéia é que ali se instalem oficinas artísticas, pequenas editoras, sebos, galerias de arte e restaurantes típicos. Não há previsão de quando as obras vão começar.

 

Êta cafezinho caro!

Xico Buny

Uma xícara do mais caro café do Brasil vai custar 9 reais. O Santo Grão arrematou por 16 288 reais uma das sacas vencedoras da última edição da versão nacional do concurso Cup of Excellence. Trata-se de um café superespecial, produzido na Fazenda Santa Inês, no sul de Minas Gerais. No mercado, uma saca de café de qualidade não sai por mais de 400 reais.

 

Memória paulistana

 
MilitãoAugusto de Azevedo/Cedido pela Editora Capivara

Na imagem acima, de 1862, estão reunidas cerca de 300 pessoas. É a maior multidão fotografada até então em São Paulo. Todos aqueles paulistanos se concentraram no Largo do Palácio (atual Pátio do Colégio) para assistir a um desfile da polícia da província. A cidade contava na época com menos de 25 000 habitantes e não tinha mais de 120 ruas. O autor do registro histórico, Militão Augusto de Azevedo (1837-1905), tornou-se fotógrafo depois de desistir de ser cantor de ópera. Sua foto integra o livro Os Fotógrafos do Império, de Bia e Pedro Corrêa do Lago, lançamento da editora Capivara.

 

Como surgiu este nome?

A via que liga o Largo do Arouche à Rua da Consolação homenageia o padre, advogado e jornalista paulistano Manoel Joaquim do Amaral Gurgel (1797-1864). Após a independência do Brasil, ele publicou uma série de artigos defendendo o ato de dom Pedro I. Aluno da primeira turma do Curso Jurídico de São Paulo, atual Faculdade de Direito da USP, tornou-se em 1858 diretor da instituição, cargo que ocupou até o ano de sua morte. Foi deputado, conselheiro de Estado e presidente interino da província de São Paulo por quatro vezes entre 1859 e 1864.

Com reportagem de Edison Veiga e Orlando Margarido
Mande suas sugestões para o e-mail misterios@abril.com.br

     
   
 
 
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