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MISTÉRIOS DA CIDADE
Sabe onde fica?
Mario Rodrigues
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Antes de ser "embrulhado", este prédio
de quatro andares passava despercebido. Agora, o edifício
chama atenção graças ao desenho geométrico
da lona que o recobre. Quando os painéis são balançados
pelo vento, os desenhos iludem o olhar e parecem mexer-se, bem ao
estilo do movimento artístico optical art, que se difundiu
na Europa e nos Estados Unidos nos anos 60. A idéia partiu
do arquiteto Washington Fiuza para seu novo escritório, localizado
na Avenida Nove de Julho.
O último Fusca da polícia
Mario Rodrigues
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O Fusquinha ao lado é o único
em atividade na polícia paulistana. Modelo 86, não
tem mais pique para perseguir bandidos, mas funciona muito bem em
trabalhos burocráticos. Está a serviço do Centro
de Execução de Cartas Precatórias, órgão
da Polícia Civil, que o utiliza na entrega de intimações
e ordens de serviço. Para permanecer na ativa, o carro foi
totalmente restaurado há dois anos.
Passagens à moda antiga
Antonio Augusto Fontes
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O tec-tec-tec causa estranheza a quem
passa pela ala internacional da Rodoviária do Tietê.
No balcão da empresa paraguaia Rapido Yguazu, as passagens
são preenchidas a mão e a lista de bordo é
datilografada. A era dos computadores ainda não chegou ali.
Vila Itororó ganha um socorro
SMC/Divulgação
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Mario Rodrigues
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A mais antiga vila da cidade, a Itororó,
construída nos anos 20 pelo imigrante português Francisco
de Castro, passa por maus bocados. Localizada na Bela Vista, ela
está degradada e se transformou em um cortiço que
abriga 37 famílias. Chamada de "vila surrealista" pelo escritor
Mário de Andrade, tem lá suas extravagâncias,
como carrancas femininas, esculturas de animais e colunas gregas.
Agora, a prefeitura declarou a área como de utilidade pública
e pretende recuperá-la. A idéia é que ali se
instalem oficinas artísticas, pequenas editoras, sebos, galerias
de arte e restaurantes típicos. Não há previsão
de quando as obras vão começar.
Êta cafezinho caro!
Xico Buny
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Uma xícara do mais caro café
do Brasil vai custar 9 reais. O Santo Grão arrematou por
16 288 reais uma das sacas vencedoras da última edição
da versão nacional do concurso Cup of Excellence. Trata-se
de um café superespecial, produzido na Fazenda Santa Inês,
no sul de Minas Gerais. No mercado, uma saca de café de qualidade
não sai por mais de 400 reais.
Memória paulistana
MilitãoAugusto de Azevedo/Cedido
pela Editora Capivara
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Na imagem acima, de 1862, estão
reunidas cerca de 300 pessoas. É a maior multidão
fotografada até então em São Paulo. Todos aqueles
paulistanos se concentraram no Largo do Palácio (atual Pátio
do Colégio) para assistir a um desfile da polícia
da província. A cidade contava na época com menos
de 25 000 habitantes e não tinha mais de 120 ruas. O autor
do registro histórico, Militão Augusto de Azevedo
(1837-1905), tornou-se fotógrafo depois de desistir de ser
cantor de ópera. Sua foto integra o livro Os Fotógrafos
do Império, de Bia e Pedro Corrêa do Lago, lançamento
da editora Capivara.
Como surgiu
este nome?
A via que liga o Largo do Arouche à
Rua da Consolação homenageia o padre, advogado e jornalista
paulistano Manoel Joaquim do Amaral Gurgel (1797-1864). Após
a independência do Brasil, ele publicou uma série de
artigos defendendo o ato de dom Pedro I. Aluno da primeira turma
do Curso Jurídico de São Paulo, atual Faculdade de
Direito da USP, tornou-se em 1858 diretor da instituição,
cargo que ocupou até o ano de sua morte. Foi deputado, conselheiro
de Estado e presidente interino da província de São
Paulo por quatro vezes entre 1859 e 1864.
Com reportagem de Edison
Veiga e Orlando Margarido
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para o e-mail misterios@abril.com.br
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