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VALE A VIAGEM
Parque
da bicharada
Programa
de férias, zôo de
Itatiba tem animais exóticos
e novos filhotes na
maternidade
Silvana
Azevedo
Fotos Leo Feltran
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| Os
pássaros guarás, no Aviário da Alegria,
e a Savana Africana: ambientes reproduzem o habitat |
Pouca
gente conhece o siamang. É um macaco do Sudeste Asiático,
muito ágil, que, assim como Tarzan, costuma gritar enquanto
salta de galho em galho pendurado nos cipós. E quem já
ouviu falar em casuar-de-capacete, calau, parauacu, zogue-zogue,
colhereiro? Todos são bichos uns muito exóticos,
outros ameaçados de extinção que podem
ser observados num passeio ao Zôo Parque, em Itatiba, cidade
localizada a 91 quilômetros da capital. Lá, os visitantes
percorrem 3 quilômetros de trilhas na Mata Atlântica
e vêem bem de pertinho cerca de 1 200 animais. São
140 espécies, instaladas em ambientes que procuram reproduzir
o habitat de cada uma. Na chamada Savana Africana, por exemplo,
ficam antílopes, zebras e avestruzes. Para o casal de harpias,
foi construída uma pequena floresta com 8 metros de altura.
A harpia, também conhecida como águia-real, chega
a ter 2 metros de envergadura e é uma das maiores aves de
rapina da América do Sul.
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| Calau-de-chifre-duplo,
macaco parauacu e pomba-goura: espécies raramente encontradas
em outros zoológicos |
Durante
a visita, é difícil não se encantar com um
imponente pavão branco desfilando livre, leve e solto pelas
alamedas do parque. As coloridas araras dão um show de beleza
por entre as árvores. Garças-brancas migratórias
aproveitam o cenário e ficam por lá até o mês
de março, quando a temperatura começa a baixar. Mas
o maior atrativo são as aves raras que nem o zoológico
paulistano possui entre seus 3.200 animais. Uma delas é a
pomba-goura. Originária da Nova Guiné, tem penas azuladas,
olhos vermelhinhos e o tamanho de uma galinha. Muito mansa, mora
no Aviário da Alegria, junto com guarás, colhereiros,
quero-queros e cardeais. Vivem praticamente soltos, em um gaiolão
de 1.200 metros quadrados. O diferencial é que os visitantes
podem entrar no viveiro e passear em meio a seus 600 pássaros.
Há banquinhos para sentar e olhar tudo com calma. "Nossa
intenção é proporcionar um contato direto entre
os animais e as pessoas", diz o suíço Hans Furrer,
um dos dois sócios do zôo.
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| Hans
Furrer: mamadeira para o filhote de jaguatirica |
Outro
sucesso de público são as sete espécies de
calau, ave da Malásia dificilmente encontrada em outros zoológicos.
Aberta em 2002, a maternidade batizada de Caçulinhas do Brasil
reserva diversas surpresas. O mais novo hóspede chama-se
Félix, um bebê jaguatirica nascido no parque há
um mês e rejeitado pela mãe. Com sorte, pode-se vê-lo
numa de suas seis sessões de mamadeira por dia. Existem ainda
filhotes de coruja, jacaré, jabuti, furão, ouriço,
iguana, tatu-galinha e casuar-de-capacete, ave parecida com o avestruz,
que corre a uma velocidade de 40 quilômetros por hora e pode
atacar com chutes quem tenta uma aproximação. Todos
os bichos recebem a atenção especial de um biólogo
e dois tratadores. O zôo dispõe de restaurante e lanchonete,
que abrem diariamente com cardápio variado. Aos sábados
e domingos, o almoço é em bufê, ao preço
de 16 a 18 reais o quilo.
Zôo
Parque O Mundo dos Animais. Rodovia Dom Pedro I,
quilômetro 95,5, Itatiba,
4538-7389 e 4594-6016. 9h/17h. R$ 5,00 (crianças de 3
a 12 anos), R$ 7,00 (pessoas com mais de 60 anos) e R$ 10,00.
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