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MEU ESTILO Olivier
Anquier Padeiro,
46 anos Lúcia
Monteiro
Daniela Toviansky  |
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Veja também |
Receitas |
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| Casado há catorze
anos com a atriz Débora Bloch, a quem chama de Débi, ele tem minipadarias
na rede Pão de Açúcar, comanda um café na Praça
Buenos Aires, em Higienópolis, e no mês passado estreou um quadro
ao vivo no programa Tudo a Ver, da TV Record. Bonitão e com um grande
fã-clube feminino, o padeiro francês Olivier Anquier que detesta
ser chamado de chef se divide entre São Paulo, Rio de Janeiro e
a Serra da Bocaina, onde nos fins de semana costuma se refugiar com a mulher e
os dois filhos (Julia, de 11 anos, e Hugo, de 7).
Com
tanto trabalho, como consegue manter o bronzeado? É o forno. Cada
vez que tiro uma fornada de pães, vem uma lufada de ar quente que me deixa
assim. Brincadeira... Tenho pele morena. Ando o dia inteiro de moto, acabo pegando
essa cor. Você é vaidoso?
Não, nem me barbeei hoje. Uso pasta de dente, fio dental, xampu...
Nem filtro solar? Vou passar a usar,
por imposição da Débi. Estou começando a ter umas
manchinhas, está vendo? E, como não pretendo ir ao dermatologista
para dar uma arrumada geral, vou entrar nessa de filtro solar. Quem
compra suas roupas, você ou sua mulher? Eu, claro. Mas sou completamente
hermético à moda. Compro pouquíssima roupa. Só dou
importância aos sapatos. Eles refletem bem minha personalidade. Mesmo assim,
fico dois ou três anos sem um par novo. Os que estou usando nesta foto,
tenho há dezoito anos. Comprei num brechó inglês em Paris.
O que não usaria nunca? Mocassim
com meia branca. O que não entra na
sua geladeira? Esses venenos industrializados e supervitaminados que os
americanos desenvolveram. Não gosto de nada disso: miojo, biscoitinho,
batata chips, bolacha de água e sal... São cheios de gordura trans,
engordam. Sem trocadilho, você é
pão-duro? Não sou pão-duro, não. Mas, como
não ligo para moda, não tenho essa doença de gastar, gastar,
gastar. E adoro pechinchar. Agora, se vejo algo de que gosto muito, uma peça
antiga, uma foto, aí, sim, eu gasto. Por
exemplo? Acabei de comprar uma máquina fotográfica Rolleiflex,
com todas as caixinhas, flashes, lentes. É modelo antigo, mas sem uso,
tudo zero bala. Vou usar. Não é coisa de colecionador que não
deixa ninguém colocar a mão. Quanto
custou? Paguei uns 800 reais. Comparada a uma câmera digital nova,
acho barato. Quando terei a chance de encontrar outra igual? E
esse sotaque? É puro charme? Quando ouço meus conterrâneos
que também têm 25 anos de Brasil, eu me acho bem. Diminuí
o sotaque, mas ele aparece na construção de frases, nas minhas expressón,
na entonação... Pode ser interpretado como charme. Você
tem três Fuscas antigos. Se eles falassem, o que diriam? Levanta
o pé! Você se acha bonito na TV?
Para falar a verdade, não me vejo. Meu barato na televisón
não é esse. Tenho necessidade de ser reconhecido, preciso seduzir.
É algo que trago desde a infância. Talvez porque minha mãe
nunca concordou com minhas escolhas e até hoje não reconhece o que
faço. |