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14 de setembro de 2005
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Olivier Anquier
Padeiro, 46 anos

Lúcia Monteiro

Daniela Toviansky
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Casado há catorze anos com a atriz Débora Bloch, a quem chama de Débi, ele tem minipadarias na rede Pão de Açúcar, comanda um café na Praça Buenos Aires, em Higienópolis, e no mês passado estreou um quadro ao vivo no programa Tudo a Ver, da TV Record. Bonitão e com um grande fã-clube feminino, o padeiro francês Olivier Anquier – que detesta ser chamado de chef – se divide entre São Paulo, Rio de Janeiro e a Serra da Bocaina, onde nos fins de semana costuma se refugiar com a mulher e os dois filhos (Julia, de 11 anos, e Hugo, de 7).

Com tanto trabalho, como consegue manter o bronzeado?
É o forno. Cada vez que tiro uma fornada de pães, vem uma lufada de ar quente que me deixa assim. Brincadeira... Tenho pele morena. Ando o dia inteiro de moto, acabo pegando essa cor.

Você é vaidoso?
Não, nem me barbeei hoje. Uso pasta de dente, fio dental, xampu...

Nem filtro solar?
Vou passar a usar, por imposição da Débi. Estou começando a ter umas manchinhas, está vendo? E, como não pretendo ir ao dermatologista para dar uma arrumada geral, vou entrar nessa de filtro solar.

Quem compra suas roupas, você ou sua mulher?
Eu, claro. Mas sou completamente hermético à moda. Compro pouquíssima roupa. Só dou importância aos sapatos. Eles refletem bem minha personalidade. Mesmo assim, fico dois ou três anos sem um par novo. Os que estou usando nesta foto, tenho há dezoito anos. Comprei num brechó inglês em Paris.

O que não usaria nunca?
Mocassim com meia branca.

O que não entra na sua geladeira?
Esses venenos industrializados e supervitaminados que os americanos desenvolveram. Não gosto de nada disso: miojo, biscoitinho, batata chips, bolacha de água e sal... São cheios de gordura trans, engordam.

Sem trocadilho, você é pão-duro?
Não sou pão-duro, não. Mas, como não ligo para moda, não tenho essa doença de gastar, gastar, gastar. E adoro pechinchar. Agora, se vejo algo de que gosto muito, uma peça antiga, uma foto, aí, sim, eu gasto.

Por exemplo?
Acabei de comprar uma máquina fotográfica Rolleiflex, com todas as caixinhas, flashes, lentes. É modelo antigo, mas sem uso, tudo zero bala. Vou usar. Não é coisa de colecionador que não deixa ninguém colocar a mão.

Quanto custou?
Paguei uns 800 reais. Comparada a uma câmera digital nova, acho barato. Quando terei a chance de encontrar outra igual?

E esse sotaque? É puro charme?
Quando ouço meus conterrâneos que também têm 25 anos de Brasil, eu me acho bem. Diminuí o sotaque, mas ele aparece na construção de frases, nas minhas expressón, na entonação... Pode ser interpretado como charme.

Você tem três Fuscas antigos. Se eles falassem, o que diriam?
Levanta o pé!

Você se acha bonito na TV?
Para falar a verdade, não me vejo. Meu barato na televisón não é esse. Tenho necessidade de ser reconhecido, preciso seduzir. É algo que trago desde a infância. Talvez porque minha mãe nunca concordou com minhas escolhas e até hoje não reconhece o que faço.

     
   
 
 
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