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14 de setembro de 2005
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Clubes das luluzinhas

As academias onde mulheres
têm privacidade total e homens
não entram

Isabela Barros

 

Fotos Daniela Toviansky
Aula do TPM: exercícios em parques como Ibirapuera e Villa-Lobos


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Endereços das academias

Nada de rapazes sarados correndo na esteira ao lado, ajudando a carregar pesos ou se oferecendo para dar dicas sobre novos suplementos nutricionais. Um número cada vez maior de paulistanas malha em academias exclusivas para mulheres, onde a presença de homens é proibida. Mesmo entre os funcionários, a única concessão é para os seguranças (orientados a não passar da porta). Tudo para garantir a privacidade das alunas. A lista de cuidados para agradar às lulus envolve desde a ausência de espelhos nas salas até o uso de vasos de flores na decoração. "É ótimo não ter de agüentar os homens apostando minha idade só para vir puxar papo", afirma a estudante Helena Costa, 17 anos, aluna da Contours, franquia de uma rede americana. Lá, os equipamentos são adaptados e a estante onde ficam as revistas tem títulos como Playboy e Vip. "Elas adoram comentar as fotos das modelos", diz o proprietário da marca no Brasil, Cassiano Ximenes.

 

Helena Costa: fim das cantadas

Atualmente, São Paulo conta com pelo menos dezessete endereços desse tipo. Maior rede de academias femininas do país, a franquia americana Curves abriu suas portas na capital há um ano e meio e já dispõe de onze unidades. Outras cinco devem ser inauguradas até o fim do ano. "Aqui não há tanta preocupação com roupa ou se o penteado está impecável", diz a diretora de operações da Curves, Luciana Mankel. Todos os meses, as fotos das dez alunas que mais perderam peso são colocadas no "cantinho das perdedoras". Outro diferencial é o fato de essas redes trabalharem com a ginástica expressa, uma seqüência de meia hora de exercícios quase ininterruptos em torno de um circuito de aparelhos e plataformas para atividades no chão. "Muitas mulheres não suportam o clima de competição das academias convencionais", afirma o consultor em educação física Fábio Saba. "A segmentação dos serviços por perfis de público é uma tendência do mercado." Para se diferenciarem ainda mais, alguns grupos apostam no treinamento ao ar livre. "A ginástica outdoor ajuda a relaxar", diz Adriana Piacsek, sócia do Treinamento para Mulheres (TPM). "O emagrecimento é conseqüência." Sem sede, o TPM utiliza áreas de parques como o Ibirapuera e o Villa-Lobos.

     
   
 
 
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