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CULTURA
O
mundo das letras
A
18ª Bienal Internacional do Livro
apresenta 2000 novos títulos, reúne
mais de 300 escritores e ainda oferece
boas promoções aos visitantes
Mônica
Santos e Ricardo Moreno
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Veja também |
Programação |
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Imagine
160 edifícios da altura do Itália feitos de livros.
A comparação dá uma idéia da grandiosidade
da 18ª Bienal Internacional do Livro, que começa na
quinta (15) com números impressionantes. A feira nasceu timidamente
em 1970, em barraquinhas espalhadas na Praça da República.
Neste ano será realizada por onze dias consecutivos no Centro
de Exposições Imigrantes, próximo à
Avenida dos Bandeirantes. São 2.000
lançamentos (300 mais que na edição anterior)
e 150.000 títulos à venda,
num total de 1,3 milhão de exemplares. "A limitação
de espaço físico nos impede de querer crescer mais",
diz Armando Antongini, diretor executivo da Câmara Brasileira
do Livro. "Esta Bienal prioriza a qualidade dos eventos e o conforto
dos visitantes." O público esperado é de 600.000
pessoas.
Para
percorrer toda a feira é preciso tempo e muita disposição
o percurso pelos 320 estandes (oito deles estrangeiros) tem
2,5 quilômetros. Sem contar as 330 sessões de autógrafos
agendadas. Pode ser Ignácio de Loyola Brandão distribuindo
assinaturas em um novo livro de crônicas, Tom Zé com
seu Tropicalista Lenta Luta, o senador Cristovam Buarque
no lançamento do romance Astrícia, ou Bradley
Trevor Greive, aquele australiano que faz fortuna com livros que
conjugam fotos de bichinhos e frases motivacionais. Os escritores
também protagonizam duas outras atividades gratuitas. O Salão
de Idéias incentiva a interatividade do público em
assuntos que vão do terrorismo ao mundo de duendes e gnomos.
O Café Paulicéia foca os 450 anos da cidade. Num espaço
com mesinhas e cafeteria, personalidades como o cineasta Ugo Giorgetti,
o bibliófilo José Mindlin e os irmãos cartunistas
Paulo e Chico Caruso falam de sua relação com a metrópole.
A
criançada recebe atenção especial em uma área
lúdica de 240 metros quadrados. A porta de entrada reproduz
um livro gigante. Lá dentro, na companhia de monitores, os
pequenos conhecem a cultura de imigrantes que vivem no Brasil, além
dos costumes dos indígenas e dos migrantes nordestinos, uma
forte presença em São Paulo. Teatro, pocket shows
e oficinas complementam a programação do espaço.
Do lado de fora, as editoras infantis não poupam esforços
para seduzir os leitores mirins. Ziraldo, o pai do Menino Maluquinho,
comparece com novos lançamentos e Mauricio de Sousa dá
o ar da graça acompanhado da Mônica, do Cebolinha e
do resto da turma.
Como
atrativo para todas as idades, a Bienal oferece bons descontos.
Na promoção Livro do Dia, cada um dos 830 selos em
exposição pode eleger até cinco títulos
que serão vendidos com até 30% de desconto. Além
disso, a cada compra o visitante recebe o cheque-livro um
cupom de desconto equivalente a 10% do valor da compra, para ser
usado posteriormente em qualquer livraria do país. Localizado
no quilômetro 1,5 da Rodovia dos Imigrantes, o pavilhão
da Bienal conta com duas entradas: a da própria Imigrantes
e outra na Avenida Miguel Stéfano. No local há estacionamento
para 5 200 veículos. O acesso também é garantido
por ônibus gratuitos que saem de cinco em cinco minutos, entre
8h30 e 21h30, da Estação Jabaquara do metrô.
Tudo para facilitar o embarque do paulistano no mundo das letras.
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Pode-se
dizer que o nova-iorquino Nick McDonell,
de 20 anos, é uma espécie de Eminem da literatura.
Assim como o ídolo do rap, McDonell gosta de provocar.
Ele chega ao Brasil para lançar seu primeiro romance,
Doze, traduzido para dez idiomas. McDonell criou um retrato
cruel da juventude americana, no qual a relação
degradante com a família, as drogas e o dinheiro serve
de combustível para a trama. No dia 19, às 20h30,
ele fala sobre "Geração desencontrada", no Salão
de Idéias. Depois disso, às 21h30, promove uma
sessão de autógrafos no estande da Geração
Editorial. |
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Representantes
da nova geração de escritores do Brasil e de
Portugal, Adriana Lisboa
e Rui Zink participam do
Salão de Idéias no sábado (17), às
17h, ao lado das portuguesas Margarida Rebelo Pinto e Filipa
Melo e da brasileira Marilene Felinto. A discussão
gira em torno da ficção produzida nos dois países.
Autora do romance Um Beijo de Colombina e ganhadora
do Prêmio José Saramago de Literatura em 2003,
a carioca Adriana Lisboa faz sessão de autógrafos
no espaço reservado à editora Rocco, às
18h30.
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divulgação
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Com
uma idéia aparentemente simples, o australiano Bradley
Trevor Greive fez fortuna. Ele é o responsável
por aquela coleção que combina fotos de animais
em graciosos momentos com frases de auto-estima. Com mais de
6 milhões de livros vendidos em 35 países
1,5 milhão somente no Brasil , Trevor Greive lança
e autografa O Amanhã, oitavo título da
série, dia 17, nos estandes das editoras Sextante, às
15h, e Siciliano, às 17h. |
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Romance
de estréia do jornalista Mario
Sabino, redator-chefe
de VEJA,
O Dia em que Matei
Meu Pai traz uma
narrativa provocante. Questão
crucial na
obra, o narcisismo é
o assunto que ele debate
com o psicanalista
Joel Birman,
no Salão de Idéias,
dia 22, às 19h. |
Mirian Monteiro/Strana
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| No
dia 18, entre 16h e 19h, no estande da Melhoramentos, o cartunista
Ziraldo e o poeta guatemalteco
Humberto Ak'Abal autografam o livro infanto-juvenil Os Meninos
Morenos. No dia seguinte, a partir das 18h, a dupla fala
de suas obras no Salão de Idéias. Ziraldo volta
à Bienal no dia 24 para lançar mais uma historinha
sobre seu mais famoso personagem: O Livro de Informática
do Menino Maluquinho. |
| O
escritor irlandês Eoin Colfer
chega à Bienal para falar do que mais entende: magia,
gnomos e duendes. Ele é o autor da trilogia que tem como
personagem principal o jovem Artemis Fowl, um mago mirim cuja
diversão é trapacear seres fabulosos como fadas
milionárias e elfos criminosos. Colfer participa do Salão
de Idéias, dia 21, às 15h. Em seguida, no estande
da Record, ele autografa o terceiro volume da série,
Artemis Fowl O Código Eterno, e também
distribui um conto inédito, O Sétimo Anão. |
divulgação
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Leo Feltran
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Jornalista
prolífico, o paulistano Marcelo
Duarte divide a mesa de debate com os comentaristas
esportivos Juca Kfouri e Paulo Vinícius Coelho mais a
ex-jogadora de vôlei Ana Moser. O assunto não poderia
ser outro: o mundo dos esportes. A partida acontece no Salão
de Idéias, dia 22, às 15h. |
| Os
livros de reflexões da gaúcha Lya
Luft são os que mais vendem no Brasil. Pensar
É Transgredir, sua 15ª obra, saiu da gráfica
com 40 000 cópias impressas. Um número respeitável
para os padrões brasileiros. Assunto recorrente em suas
obras, a felicidade e as desventuras da vida servem de base
para o Salão de Idéias de sábado (17),
às 18h. |
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Adi Leite

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Autor
do romance Feliz Ano Velho, um marco na literatura da
década de 80, o escritor, dramaturgo e jornalista paulistano
Marcelo Rubens Paiva traça
a relação de suas obras no teatro e na literatura
com a cidade de São Paulo. Recém-lançado,
seu sétimo livro, Malu de Bicicleta, conta a história
de um típico paulistano que se apaixona pela carioquíssima
Malu. O encontro está marcado para o dia 19, às
19h, no Café Paulicéia. |
Aos
71 anos, Lygia Bojunga é
uma das principais autoras do país na seara dos livros infantis.
Em mais de três décadas, publicou vinte títulos,
muitos deles traduzidos para outros idiomas. Três semanas
atrás, ela ganhou o Astrid Lindgren, um prêmio concedido
pela Suécia no valor de 670 000 dólares. O Salão
de Idéias de que ela participa, na sexta (16), às
11h, terá como tema a importância da literatura na
formação das pessoas.
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18ª
Bienal Internacional do Livro de São Paulo. Centro
de Exposições Imigrantes. Rodovia dos Imigrantes,
km 1,5,
5073-7799. De 15 a 25 de abril, das 10h às 22h. R$
4,00 (estudantes) e R$ 8,00. Grátis para crianças
menores de 12 anos, pessoas com mais de 65 e deficientes físicos.
Estac. R$ 12,00. www.bienaldolivrosp.com.br.
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