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PARA
AS CRIANÇAS
Sustos
e risos
Com
imagens em 3D, Acampamento
Legal já
é a maior atração do teatro
infantil
na cidade
Silvana
Azevedo
Heloisa Bortz
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As
atrapalhadas bruxas e
o mordomo bonzinho Vira-Lobos, no castelo: uma produção
de 300 000 reais
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Óculos
tridimensionais nas mãos. Olhinhos brilhantes e curiosos.
É difícil ficar parado na cadeira. Soam, enfim, os
três toques da campainha. As luzes se apagam. Como num passe
de mágica, a meninada mergulha no mundo da fantasia de Acampamento
Legal em Terceira Dimensão As Bruxas Estão
Soltas. Em cartaz no Teatro Jardel Filho desde o dia 2, a peça
está entre as mais envolventes e caprichadas da temporada.
Com um orçamento na casa dos 300.000 reais, aposta em recursos
tecnológicos para contar as aventuras de uma turminha que,
durante as férias, vai parar num castelo habitado por bruxas.
No palco, um telão de 6 metros de comprimento por 4,5 de
altura exibe imagens em terceira dimensão. Morcegos saltam
da tela, pedras rolam sobre o público e bruxas voam em suas
vassouras, em meio a efeitos de luz e som, música e a interação
dos atores com cenas gravadas em 3D. Fascínio na platéia
mirim: durante uma hora, a criançada ri, leva sustos, torce
e se diverte para valer com as peripécias dos dezessete atores.
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| Óculos
tridimensionais: imagens fascinantes |
Dos
manjados contos de fadas a ousadas produções como
Acampamento Legal, escrita por Armando Liguori e dirigida
por Norival Rizzo, há cerca de trinta espetáculos
infantis nos palcos da cidade. Alguns são programa para a
família inteira. Outros, muito amadores, colocam os pais
em situações vexatórias. "Um dos erros é
a participação forçada da platéia",
diz Dib Carneiro Neto, crítico de teatro infantil do jornal
O Estado de S. Paulo. "Para interagir com o espetáculo,
uma criança não precisa gritar, berrar e sapatear.
Um bom texto dispensa esses recursos." Antes de sair de casa, é
bom levar em conta não só a sinopse da peça,
mas também a recomendação de idade, a direção
e o elenco. Afinal, ir com os filhos ao teatro nem sempre sai barato.
O ingresso custa, quase sempre, entre 10 e 30 reais. Em alguns casos,
o nome da companhia já garante o programa. Vale apostar,
por exemplo, nas trupes XPTO, Truks, Ventoforte, Articularte e Pia
Fraus. São grupos que estimulam a imaginação
e não subestimam a inteligência dos pequenos espectadores,
como é o caso de Acampamento Legal. "Consultamos uma
equipe de educadores e pedagogos", conta Armando Liguori, o autor,
que só chegou ao texto final depois de escrever seis versões.
Além das indicações no quadro abaixo, fique
atento às estréias de Bonequinha de Pano, de
Ziraldo, na sexta (15), seguida de Utopia Terra de Dragões,
do XPTO, no sábado (16). Há ainda o clássico
Cinderela, numa adaptação de José Wilker,
prometido para sábado (9).
Fábio Moreira Salles
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Efeitos
especiais: atores de verdade misturados a desenho animado
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Algumas
peças que valem o ingresso
Cinco
bons espetáculos
em cartaz
nos fins
de semana
Divulgação
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O
musical A Borboleta sem Asas, no TBC: sensibilidade
e sutileza para tratar de deficiência física
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| Chapeuzinho
Vermelho, no Teatro Folha: Alexandra Golik e Carla
Candiotto, as palhaças da Cia. Le Plat du Jour, apresentam
uma versão pouco convencional e muito criativa da popular
fábula de Perrault |
Heloisa Bortz
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Fotos divulgação
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Panos
e Lendas, no Teatro Bibi Ferreira: neste quase clássico,
os contadores de histórias da Cia. Pic e Nic relembram
brincadeiras do tempo da vovó, cantigas de roda e histórias
do folclore brasileiro
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Cosquinha,
a versão caçula do sucesso Cócegas, no Tom Brasil: traquinagens
de Ingrid Guimarães e Heloísa Périssé
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Trupe
Ventoforte em As Quatro Chaves, no TBC: o grupo
utiliza grandes painéis coloridos para mostrar os desejos
mais íntimos de quatro divertidos personagens, tudo
com uma simplicidade que agrada a pais e filhos
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