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VEJA SÃO PAULO RECOMENDA
CONCERTO Fotos
divulgação
 | | Kremer
à frente da Kremerata: no Ibirapuera |
GIDON
KREMER E KREMERATA BALTICA. Desde 1997, o violinista Gidon Kremer, nascido
na Letônia, dedica a maior parte do tempo à Kremerata Baltica. Com
seu grupo de câmara, ele não só ajuda a revelar jovens instrumentistas
como tira inspiração para ousados projetos. Os concertos do músico,
agora perto dos 60 anos, nunca são tediosos. Uma amostra grátis
de seu bem elaborado trabalho será oferecida no domingo (17), às
17h30, ao ar livre, no Ibirapuera. Antes de se apresentar na Sala São Paulo
(nos dias 18 e 19), ele vai ao parque com seus 27 pupilos para um programa misto,
que começa em Beethoven e passa por Piazzolla. Kremer sola na Serenata
Noturna Nº 6 em Ré Maior K. 239, de Mozart, e num tema do minimalista
Michael Nyman para o filme Afogando em Números. Parque
do Auditório (15.000 pessoas). Parque do Ibirapuera, portão
2,
5908-4299. Domingo (17), 17h30. Grátis. Estão agendadas outras
apresentações para os dias 18 e 19, na Sala São Paulo.
DANÇA
 | | Dínamo:
pedido da Fifa |
CIA. DEBORAH COLKER.
Em 1995, um ano após surgir nos palcos, o grupo carioca cravou sua
marca no cenário da dança com Velox. Inspirada na energia
vital e contagiante dos atletas, a coreografia surpreendeu o público ao
mostrar performances executadas num palco vertical de quase 7 metros de altura.
Na sexta (15), Deborah Colker retorna à temática esportiva em temporada
de três semanas no Teatro Sérgio Cardoso. O espetáculo Dínamo
alia a incrível Velox à peça feita sob encomenda
para a Fifa e exibida na Alemanha de janeiro até o fim da Copa do Mundo,
originalmente intitulada Maracanã. Seus movimentos baseiam-se nos
passes, nos dribles e na ginga dos jogadores no gramado. Berna Ceppas e Sérgio
Mekler montaram a diversificada trilha, que une as harmonias de Villa-Lobos às
batidas do funk carioca. Teatro Sérgio
Cardoso Sala Sérgio Cardoso (862 lugares). Rua Rui Barbosa,
153, Bela Vista,
3288-0136. Sexta (15) e sábado (16), 21h; domingo (17), 18h. R$ 60,00.
Bilheteria: 12h/18h (seg. e ter.); 15h/20h (qua. e qui.); a partir das 15h (sex.
a dom.). IC. Televendas: Cia. dos Ingressos (
6163-5087). Até 1º de setembro. (85min, com intervalo). Livre.
EXPOSIÇÃO
 | | Obra
de Ferrari: abstração pouco divulgada |
ARNALDO
FERRARI. O paulistano Arnaldo Ferrari (1906-1974) sempre impôs seu espírito
independente, mesmo se unindo a grupos marcantes da arte brasileira. Foi assim
na década de 30, ao dividir ateliê com os pintores do Grupo Santa
Helena, como Volpi e Rebolo. Ele também integrou a turma do Guanabara,
da qual fazia parte Tomie Ohtake, quando realizou notáveis composições
de seqüências geométricas coloridas. Depois de experimentar
tendências artísticas variadas, ele só se fixou no construtivismo
e na abstração ao descobrir o pintor uruguaio Joaquín Torres-García.
É desse período entre os anos 50 e 60 que saem os
nove óleos sobre tela e os 34 desenhos em cartaz a partir de quarta (13)
na Galeria Berenice Arvani.
Galeria Berenice Arvani. Rua Oscar Freire, 540, Jardim Paulista,
3088-2843. Segunda a sexta, 10h às 19h. Até 13 de outubro. A
partir de quinta (14). Vernissage na quarta (13), 20h. R$
3.000,00 a R$ 30.000,00. |