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Playground
cultural
Novos
endereços e atrações nos fins de
semana fazem a garotada lotar as livrarias
Lúcia
Monteiro
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Rogério Montenegro
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| Cultura
(à esq.) e a recém-inaugurada Aquarela,
nos Jardins: prateleiras baixas e contadores de histórias
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A advogada
Helena Ferraz lê todas as noites para os filhos Felipe,
5 anos, e João, 3. O mais velho adora fuçar
prateleiras cheias de figuras coloridas. "Ele gosta de capas
assustadoras e de histórias interativas", diz a mãe.
O caçula prefere livros com dobraduras e coisas para
apertar. Na semana passada, Helena comprou oito livrinhos
da Aquarela, inaugurada em novembro no Jardim Paulista. Até
agora, a Aquarela era a única livraria exclusivamente
infantil da Grande São Paulo, com 1.000
títulos, alguns deles em espanhol e inglês, além
de CDs-ROM e fitas de vídeo. No sábado 9, os
pequenos moradores de Alphaville ganham a Serelepe, que promove
oficinas de massinhas, sessões de filminhos e contrata
contadores de histórias. "Quando as crianças
vêm junto, os pais acabam gastando muito mais", afirma
a proprietária da Aquarela, Patrícia Caleiro
da Costa.
Por esse
motivo, as megastores também resolveram caprichar nos
espaços para a molecada. É o caso da Siciliano,
Saraiva, Cultura e Livraria da Vila. Nesses lugares há
almofadas, bancos e prateleiras baixas para que todos fiquem
à vontade por horas, sem a presença obrigatória
dos pais. Na Livraria da Vila, a seção tem 10.000
títulos e os atendentes deixam os pequenos mexer em
tudo, sem dar palpite. Aos sábados, cerca de 200 crianças
são recebidas ali com pipoca e refrigerante. É
uma das campeãs de vendas, com 8.000
livros por mês. "O conceito de livraria infantil mudou",
diz Breno Lerner, diretor-geral da Melhoramentos, cuja linha
para crianças representa mais da metade do catálogo.
"Só tarde de autógrafos hoje em dia é
pouco." Para promover O Menino Maluquinho, de Ziraldo,
a editora leva Tuca Diogo, uma professora de verdade que se
fantasia de Professora Maluquinha. Ela atrai em média
100 pessoas por evento e colaborou para que o livro alcançasse,
no ano passado, o recorde nacional de 2 milhões de
exemplares vendidos. É uma prova de que as crianças
fazem parte de uma fatia lucrativa do mercado. Nada mais justo
que tratá-las muito bem.
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