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12 de outubro de 2005
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Megabadalação GLS

Novas casas dedicadas ao público gay têm capacidade para receber até 4 500 pessoas

Alvaro Leme

 
Fotos Marcelo Barabani
Pista da Lust: boate ocupa dois andares do Edifício Joelma

Domingo, dia 2, 1 da manhã. Cerca de 200 mulheres soltam gritinhos ao ouvir os primeiros acordes da canção Girls Just Want to Have Fun, na voz de Cyndi Lauper. Enquanto dançam, trocam beijos, abraços e carícias. Esse encontro animado acontece toda semana na Seven Night, que ocupa a pista do bar Nimitz, no Campo Belo. "São lugares assim, cheios de mulheres bonitas, que fazem a noite paulistana tão bacana", afirma a atriz Amanda Constanza. Loira, alta, 21 anos, rosto delicado e corpo atlético, ela é uma freqüentadora assídua de espaços dedicados ao público gay. Nos últimos meses, suas opções de programa aumentaram ainda mais. Pelo menos três novas casas, com capacidade para receber de 800 a 3.000 pessoas, surgiram desde julho na cidade. Além da Seven, foram inauguradas a Lust Club, em dois andares do Edifício Joelma, no centro, e a ReDJ, na Vila Olímpia.

Com abertura prevista para novembro, o Central Club, novo empreendimento do empresário Sérgio Kalil, vai engrossar a lista. Dono de lugares que viraram mania, como os extintos B.A.S.E. e Level, Kalil espera 4.500 baladeiros por noite nos 6.800 metros quadrados do antigo Cine Paissandu, reformado para abrigar sua boate. "Depois dos 2 milhões de pessoas que participaram da Parada Gay, na Avenida Paulista, todo mundo passou a querer uma fatia desse mercado", diz Rodrigo Zanardi, consultor da Lust. Contratado para tornar o lugar mais atraente, ele deu palpites na iluminação, na decoração e no comportamento dos funcionários. É sua também a missão de convidar gente bacana para o camarote VIP.

 

ReDJ, na Vila Olímpia: o rótulo gay friendly dá lugar ao straight friendly

"São Paulo comporta, no máximo, dois megaclubes", acredita André Almada, proprietário da concorrida The Week, que reúne 3.000 pessoas aos sábados. Para manter sua clientela fiel, ele vem diversificando os serviços. Em um lounge recém-inaugurado na casa, Almada passou a servir café-da-manhã para quem se esbalda madrugada adentro. Outro tradicional endereço gay, o Ultralounge também vem se reinventando. Desde domingo (2), acolhe um projeto só para lésbicas, o Ultra Girls.

 

Amanda (à esq.), Mel Araújo e Priscila Pereira: ferveção na Seven

Essas casas procuram agora cativar o S (simpatizantes) da sigla GLS. As meninas freqüentariam os espaços ao lado de amigos homossexuais, atraídas pelo ambiente, digamos, bastante liberado. Já os rapazes estariam de olho nelas – e na concorrência menor. Por trás dessa idéia, o rótulo gay friendly, usado por estabelecimentos onde os homossexuais são bem-vindos, já começa a dar lugar à denominação straight friendly, lugares gays em que héteros (straight, em inglês) têm vez. "Nossa proposta é ser uma casa mix", afirma Denise Lada, gerente da ReDJ.

 

Os endereços do agito

Lust Club. Avenida 9 de Julho, 225, centro, 3167-6664. 0h/último cliente (sáb.). Entrada: R$ 35,00. www.lustclub.com.br.

ReDJ. Rua Gomes de Carvalho, 560, Vila Olímpia, 3845-4847. 0h/último cliente (qui. a sáb.). Entrada: R$ 25,00. www.redj.com.br.

Seven Night. Bar Nimitz. Avenida Vereador José Diniz, 3832, Campo Belo, 8321-7790. 23h/último cliente (sáb.). Entrada: R$ 20,00. ww.athosgls.com.br.

The Week. Rua Guaicurus, 324, Lapa, 3872-9966. 0h/último cliente (sáb.). Entrada: R$ 30,00 a R$ 40,00. www.theweek.com.br.  

Ultra Girls. Ultralounge. Rua da Consolação, 3031, Jardim Paulista, 3082-9682. 22h/5h (dom.). Entrada: R$ 20,00

     
   
 
 
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