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NOITE
Megabadalação GLS Novas casas dedicadas ao
público gay têm capacidade para receber até 4 500 pessoas
Alvaro Leme Fotos
Marcelo Barabani
 | | Pista
da Lust: boate ocupa dois andares
do Edifício Joelma |
Domingo, dia 2, 1 da manhã. Cerca de 200 mulheres soltam gritinhos ao ouvir
os primeiros acordes da canção Girls Just Want to Have Fun,
na voz de Cyndi Lauper. Enquanto dançam, trocam beijos, abraços
e carícias. Esse encontro animado acontece toda semana na Seven Night,
que ocupa a pista do bar Nimitz, no Campo Belo. "São lugares assim, cheios
de mulheres bonitas, que fazem a noite paulistana tão bacana", afirma a
atriz Amanda Constanza. Loira, alta, 21 anos, rosto delicado e corpo atlético,
ela é uma freqüentadora assídua de espaços dedicados
ao público gay. Nos últimos meses, suas opções de
programa aumentaram ainda mais. Pelo menos três novas casas, com capacidade
para receber de 800 a 3.000 pessoas, surgiram desde julho na cidade. Além
da Seven, foram inauguradas a Lust Club, em dois andares do Edifício Joelma,
no centro, e a ReDJ, na Vila Olímpia. Com
abertura prevista para novembro, o Central Club, novo empreendimento do empresário
Sérgio Kalil, vai engrossar a lista. Dono de lugares que viraram mania,
como os extintos B.A.S.E. e Level, Kalil espera 4.500 baladeiros por noite nos
6.800 metros quadrados do antigo Cine Paissandu, reformado para abrigar sua boate.
"Depois dos 2 milhões de pessoas que participaram da Parada Gay, na Avenida
Paulista, todo mundo passou a querer uma fatia desse mercado", diz Rodrigo Zanardi,
consultor da Lust. Contratado para tornar o lugar mais atraente, ele deu palpites
na iluminação, na decoração e no comportamento dos
funcionários. É sua também a missão de convidar gente
bacana para o camarote VIP.  | | ReDJ,
na Vila Olímpia: o rótulo gay friendly dá lugar ao straight friendly
|
"São Paulo comporta,
no máximo, dois megaclubes", acredita André Almada, proprietário
da concorrida The Week, que reúne 3.000 pessoas aos sábados. Para
manter sua clientela fiel, ele vem diversificando os serviços. Em um lounge
recém-inaugurado na casa, Almada passou a servir café-da-manhã
para quem se esbalda madrugada adentro. Outro tradicional endereço gay,
o Ultralounge também vem se reinventando. Desde domingo (2), acolhe um
projeto só para lésbicas, o Ultra Girls.  | | Amanda
(à esq.), Mel Araújo e Priscila Pereira: ferveção na Seven |
Essas casas procuram agora cativar o S (simpatizantes) da sigla GLS. As meninas
freqüentariam os espaços ao lado de amigos homossexuais, atraídas
pelo ambiente, digamos, bastante liberado. Já os rapazes estariam de olho
nelas e na concorrência menor. Por trás dessa idéia,
o rótulo gay friendly, usado por estabelecimentos onde os homossexuais
são bem-vindos, já começa a dar lugar à denominação
straight friendly, lugares gays em que héteros (straight,
em inglês) têm vez. "Nossa proposta é ser uma casa mix", afirma
Denise Lada, gerente da ReDJ. Os
endereços do agito • Lust Club. Avenida
9 de Julho, 225, centro,
3167-6664. 0h/último cliente (sáb.). Entrada: R$ 35,00. www.lustclub.com.br.
• ReDJ. Rua Gomes de Carvalho, 560, Vila
Olímpia,
3845-4847. 0h/último cliente (qui. a sáb.). Entrada: R$ 25,00. www.redj.com.br.
• Seven Night. Bar Nimitz. Avenida Vereador
José Diniz, 3832, Campo Belo,
8321-7790. 23h/último cliente (sáb.). Entrada: R$ 20,00. ww.athosgls.com.br.
• The Week. Rua Guaicurus, 324, Lapa, 3872-9966.
0h/último cliente (sáb.). Entrada: R$ 30,00 a R$ 40,00. www.theweek.com.br.
• Ultra Girls. Ultralounge. Rua da
Consolação, 3031, Jardim Paulista, 3082-9682.
22h/5h (dom.). Entrada: R$ 20,00 |
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