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COMPORTAMENTO
Corte e costura no DNA Eles aprenderam a fazer moda em
casa, com os papais estilistas. E a brincadeira virou negócio Sandra
Soares Fotos
Mario Rodrigues
 | Carina
Duek Papai: o estilista Tufi Duek,
dono da Forum e da Triton O que ela faz: moda feminina de inspiração
romântica |
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Veja também |
Acompanhe
a cobertura on-line da São Paulo Fashion Week a partir de quarta (12) |
| | A loja de
Carina Duek, inaugurada há um mês e meio nos Jardins, reproduz os
ambientes de um lar, doce lar. Não à toa. Afinal, foi dentro de
casa que ela começou a inventar moda. Filha do estilista Tufi Duek, dono
da Forum e da Triton, Carina faz parte de uma jovem geração de designers
cujos pais são nomes consagrados das passarelas. Desde 2004, ela vende
suas criações a multimarcas como a Daslu e a Doc Dog cerca
de 2 000 peças por estação, com preços entre 140 e
600 reais. Com a abertura do espaço próprio pouco antes do início
da 21ª edição da São Paulo Fashion Week, que começa
na próxima quarta (12), Carina quer atender parte dos cerca de 2 000 compradores
de todo o país que virão à cidade participar do evento. Formada
em desenho de moda pela Faculdade Santa Marcelina, a primogênita de Tufi
tem 27 anos e um estilo bem diferente do dele. Enquanto ela desenha roupas românticas
e superfemininas, ele adora looks sexy. "No início, achei que a Carina
queria fazer moda só por minha causa e expliquei quanto a profissão
é desgastante", conta Tufi. De nada adiantou. Ela morou em Nova York por
um ano antes de abrir seu negócio, que agora enche o papai de orgulho.
"Longe, consegui encontrar minha personalidade", diz ela.  | Renata
Almeida Papai: o estilista Ricardo
Almeida O que ela faz: moda feminina com cara de brechó e roupas
masculinas infantis o irmão Ricardinho (foto) "trabalha"
como modelo para a marca |
Foi
assim também com Renata Almeida, de 25 anos, filha do estilista Ricardo
Almeida. Na hora de decidir que faculdade iria cursar, optou por administração
de empresas, entre outros motivos por ser fã de matemática. "Eu
já confeccionava acessórios, mas não via sentido em estudar
moda, tão presente em minha vida", lembra. Dois anos depois, abandonou
a escola e passou a dedicar-se à linha infantil da grife do pai. Com esse
trabalho, pôde combinar o interesse fashion e o gosto pelos números.
"Tirei as medidas de crianças de diferentes idades e criei moldes de diversos
tamanhos." Ainda neste ano, Renata pretende lançar no mercado sua própria
grife de roupas femininas. Atualmente, ela vende seus vestidos com cara de brechó
em bazares domésticos. Está à procura de um imóvel
para instalar seu ateliê, com o patrocínio de Ricardo Almeida. "Será
uma marca totalmente desvinculada da dele", garante.  | Pedro
Lourenço Papai e mamãe: os
estilistas Reinaldo Lourenço e Gloria Coelho O que ele faz: roupas
para mulheres "modernas e malhadas", como autodefine suas criações
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Na família Iódice,
os irmãos Alexandre, de 35 anos, Adriano, de 32, e Camila, de 28, tocam
juntos a grife Ioio, braço de moda jovem da Iódice. Prestam contas
ao estilista e empresário Valdemar Iódice, de quem são filhos.
Entre elas, a venda de um número predeterminado de peças a cada
estação (o mesmo acontece com Carina Duek, cuja marca faz parte
do grupo Forum). Alexandre e Camila, formados em moda, cuidam do estilo da Ioio,
que distribui roupas para 100 pontos-de-venda espalhados pelo Brasil. O economista
Adriano responde pela produção. "Aprendemos desde cedo a encarar
moda como negócio", diz ele. Na última coleção, a
grife vendeu 30 000 peças.  | Adriano
e Alexandre Iódice Papai:
o estilista Valdemar Iódice, dono da Iódice O que eles
fazem: trabalham na grife de moda jovem Ioio. Adriano (à esq.)
cuida da produção, e o irmão Alexandre (à dir.)
é o estilista da marca |
Habituados à egolatria do mundinho, os "fashion kids" são, no geral,
discretos. "Nem gosto de festas porque a energia é ruim", afirma o precoce
Pedro Lourenço, filho de Reinaldo Lourenço e Gloria Coelho. Pedro
vai mostrar na São Paulo Fashion Week sua quarta coleção.
Marcou sua apresentação para as 10 horas de quinta-feira. "De manhã,
aparecem apenas as pessoas realmente interessadas no seu trabalho", ensina ele,
aos 16 anos. Suas criações são consideradas mais sensuais
que as de seus pais. Agora ele está às voltas com o que chama de
"o novo sexy", seja lá o que isso signifique. O adolescente vende suas
roupas nas lojas da mãe, mas o que quer mesmo é trabalhar em uma
maison européia. "De preferência, em Paris." |