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MISTÉRIOS DA CIDADE
Sabe onde fica?
Mario Rodrigues  |
O edifício Comendador Yerchanik Kissajikian
ganhou fama nacional graças à atual novela das 8. Na trama da Rede
Globo, uma de suas entradas (Avenida Paulista, 901) representa a sede da Belíssima,
fábrica de lingerie da personagem Júlia, vivida por Glória
Pires. Já a outra fachada, na Alameda Santos, serviu para compor o cenário
da academia Physical, herdada por Vitória, personagem de Cláudia
Abreu. Fora das telinhas, o prédio de dezenove andares abriga empresas
como a Caixa Econômica Federal, a Fnac e a Petrobras. A
primeira catedral
Divulgação  |
Retratada em 1947 nesta pintura, a Igreja do Imaculado
Coração de Maria é considerada a primeira catedral da cidade.
Aberta em 1899, na Rua Jaguaribe, em Santa Cecília, tem vitrais coloridos
e adornos assinados por Arnaldo Mecozzi e por seu filho Vicente, ambos italianos.
A tela integra a retrospectiva de 61 trabalhos da pintora paulistana de origem
belga Renée Lefèvre (1905-1996), que a Pinacoteca do Estado inaugura
neste domingo (9) com o lançamento de um livro sobre a trajetória
da artista.
Quem foi?
Ricardo Corrêa  |
O advogado e banqueiro Mário Pimenta Camargo
(1929-1996) foi um apaixonado por antiguidades e obras de arte. Ainda estudante,
iniciou a que se tornaria uma das maiores coleções particulares
de quadros, móveis, prataria, porcelanas e livros do Brasil. O acervo,
com 4 000 peças, foi formado com sua mulher, Beatriz Pimenta Camargo, e
já rodou cerca de vinte países, como França, Itália,
Inglaterra, Bélgica, Portugal, Espanha e Argentina. Camargo dirigiu o Masp
e exerceu cargos em diversas outras instituições artísticas,
entre elas a Fundação Bienal de São Paulo e o Museu de Arte
Moderna de Nova York. Em homenagem póstuma, em dezembro de 1996 o Parque
do Povo, no Itaim Bibi, passou a ser chamado oficialmente de Mário Pimenta
Camargo. Só que até hoje nenhum prefeito se lembrou de mandar colocar
uma placa com seu nome no local.
Renatto Sousa  |
São Paulo no azulejo
A Estação da Luz, o Museu do Ipiranga e o prédio
do Banespa podem decorar paredes de residências e endereços comerciais.
Suas imagens fazem parte do Phototiles, um projeto do fotógrafo Renatto
Sousa em que azulejos formam diferentes mosaicos, sempre com cenas da cidade.
Cada peça custa entre 32 reais (20 centímetros de largura por 30
de altura) e 38 reais (25 centímetros de largura por 41 de altura). Informações
pelo
3825-5336. Não, não são bonecos
Fernando Moraes  |
Uma empresa de segurança decidiu inovar em sua
campanha publicitária: instalou três outdoors na cidade com uma plataforma
na qual modelos vivos simulam o trabalho de vigilância, 24 horas. Eles cumprem
jornada de doze horas, com intervalos a cada sessenta minutos. Os tais modelos
são seguranças de verdade e recebem, além do salário
normal, uma bonificação de 70 reais por dia em que atuam como garotos-propaganda.
Memória paulistana
Arquivo Casa Godinho  |
Era neste empório que o magnata da
imprensa Assis Chateaubriand, o governador Adhemar de Barros e o presidente Jânio
Quadros costumavam abastecer sua despensa. Inaugurada em 1888, na Praça
da Sé, a Casa Godinho é uma das lojas mais antigas de São
Paulo. Grande parte de sua fama se deve ao bacalhau. "Vendemos, em média,
200 quilos do peixe por mês", conta o atual proprietário, Miguel
Romano. "Mas na Semana Santa a procura é quinze vezes maior: chegamos a
comercializar 3 toneladas." Desde 1924, a Casa Godinho funciona na Rua Líbero
Badaró, 340, centro,
3104-1520. Na foto ao lado, clicada no início do século XX, é
possível ver o fundador, José Maria Godinho (no destaque).
| Quiz No século XIX,
os bairros abaixo eram propriedades rurais. Relacione-os ao antigo nome:
| Com
reportagem de Edison Veiga, Orlando Margarido e Regina Cazzamatta Mande suas
sugestões para o e-mail misterios@abril.com.br
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