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EXPOSIÇÕES
Belezas
raras
Paulistanos
podem conhecer obras
do Museu Nacional de Belas Artes
nunca vistas por aqui
Orlando
Margarido
Zé Deboni/Museu Nacional de Belas Artes
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| Primeira
Missa no Brasil, de Vitor Meireles: transporte com guindaste
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Foi
preciso um guindaste, um caminhão climatizado e uma noite
inteira de viagem para que chegasse intacta a São Paulo a
principal atração da mostra Imagem e Identidade
Um Olhar sobre a História na Coleção
do Museu de Belas Artes. Valeu a pena. A tela Primeira Missa
no Brasil, criada em 1860, por Vitor Meireles, nunca havia sido
exposta fora do Rio de Janeiro. Tanto pelas portentosas dimensões
3,56 metros de comprimento por 2,68 de largura quanto
pela conservação delicada, o quadro teve seu empréstimo
negado pelo menos cinco vezes à cidade, inclusive para a
Mostra do Redescobrimento. O aval só foi dado agora porque
o Instituto Cultural Banco Santos, organizador do evento, se responsabilizou
pelo restauro da peça, cuja moldura, sozinha, pesa 480 quilos.
O
óleo de Meireles é uma preciosidade, embora não
a única do Museu de Belas Artes, que teve sua origem no período
do Império. De um acervo de 15.000
obras, o mais importante e representativo do século XIX no
país, foram pinçados 130 exemplares, na maioria pinturas
brasileiras e estrangeiras. Um dos grupos mais atraentes é
o dos artistas-viajantes liderado por Frans Post. O holandês,
que passou por aqui no século XVII, está representado
por seis óleos sobre tela, o mesmo número de obras
do impressionista francês Louis-Eugène Boudin. Há
tesouros da escola flamenga, caso de Brueghel e Joos van Cleve,
e da italiana, com um festejado Tiepolo. Os maiores destaques, no
entanto, são mesmo os acadêmicos brasileiros, entre
os quais Almeida Júnior, Eliseu Visconti e Pedro Américo.
Suas pinturas não precisaram sair pela janela do museu, como
a de Vitor Meireles. Mas são igualmente representativas e
justificam uma visita à exposição.
Imagem
e Identidade Um Olhar sobre a História na Coleção
do Museu de Belas Artes. Instituto
Cultural Banco Santos. Rua Hungria, 1100, Jardim Paulistano,
3818-9591.
Terça a sexta, 10h às 18h; sábado e domingo,
10h às 17h. Grátis. Até 2 de março.
A partir de quarta (11). |
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