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11 de dezembro de 2002
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Belezas raras

Paulistanos podem conhecer obras
do Museu Nacional de Belas Artes
nunca vistas por aqui

Orlando Margarido

Zé Deboni/Museu Nacional de Belas Artes
Primeira Missa no Brasil, de Vitor Meireles: transporte com guindaste

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Galeria de fotos com as obras

Foi preciso um guindaste, um caminhão climatizado e uma noite inteira de viagem para que chegasse intacta a São Paulo a principal atração da mostra Imagem e Identidade – Um Olhar sobre a História na Coleção do Museu de Belas Artes. Valeu a pena. A tela Primeira Missa no Brasil, criada em 1860, por Vitor Meireles, nunca havia sido exposta fora do Rio de Janeiro. Tanto pelas portentosas dimensões – 3,56 metros de comprimento por 2,68 de largura – quanto pela conservação delicada, o quadro teve seu empréstimo negado pelo menos cinco vezes à cidade, inclusive para a Mostra do Redescobrimento. O aval só foi dado agora porque o Instituto Cultural Banco Santos, organizador do evento, se responsabilizou pelo restauro da peça, cuja moldura, sozinha, pesa 480 quilos.

O óleo de Meireles é uma preciosidade, embora não a única do Museu de Belas Artes, que teve sua origem no período do Império. De um acervo de 15.000 obras, o mais importante e representativo do século XIX no país, foram pinçados 130 exemplares, na maioria pinturas brasileiras e estrangeiras. Um dos grupos mais atraentes é o dos artistas-viajantes liderado por Frans Post. O holandês, que passou por aqui no século XVII, está representado por seis óleos sobre tela, o mesmo número de obras do impressionista francês Louis-Eugène Boudin. Há tesouros da escola flamenga, caso de Brueghel e Joos van Cleve, e da italiana, com um festejado Tiepolo. Os maiores destaques, no entanto, são mesmo os acadêmicos brasileiros, entre os quais Almeida Júnior, Eliseu Visconti e Pedro Américo. Suas pinturas não precisaram sair pela janela do museu, como a de Vitor Meireles. Mas são igualmente representativas e justificam uma visita à exposição.

 
Imagem e Identidade – Um Olhar sobre a História na Coleção do Museu de Belas Artes. Instituto Cultural Banco Santos. Rua Hungria, 1100, Jardim Paulistano, 3818-9591. Terça a sexta, 10h às 18h; sábado e domingo, 10h às 17h. Grátis. Até 2 de março. A partir de quarta (11).

         
     
 
 
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