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11 de dezembro de 2002
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CIDADE

Despejo em Congonhas

A Infraero quer tirar dois restaurantes do
aeroporto para ampliar sala de embarque

Lúcia Monteiro


Fotos Mário Rodrigues
rigues
Cia. de Pizza: prazo até o dia 16 para sair Aerochopp, lotado na happy hour: desde 1986 no saguão central

Como nunca sabem o que será servido a bordo, além de um sanduichinho frio e algum refrigerante em copo de plástico, muitos dos 27.000 passageiros que circulam diariamente pelo Aeroporto de Congonhas têm o hábito de fazer escala, antes do embarque, em um de seus cinco restaurantes e lanchonetes. Agora as opções dos viajantes em trânsito para um lanche rápido ou um drinque relaxante serão menores. A Infraero, empresa estatal que administra o aeroporto, decidiu despejar do local dois desses estabelecimentos, ali instalados há dezesseis anos. Um deles, a Cia. de Pizza, tem até o próximo dia 16 para se mudar. O outro, o Aerochopp, precisará sair 48 horas depois de receber a notificação de uma ação de reintegração de posse. Até quinta-feira passada, a notificação ainda não havia sido entregue. Os contratos de locação de ambos venceram em outubro e setembro, respectivamente.

A Infraero pretende desalojá-los para aumentar em 250 metros quadrados a área da sala de embarque número 3, que, como todo o aeroporto, se mostra congestionada. "Em vez de acabar com os restaurantes, freqüentados por tanta gente, deveriam tirar os estandes de vendas colocados no saguão", sugere o publicitário Mauro Salles, um dos mais assíduos usuários de Congonhas. Para a Infraero, a saída dos restaurantes é a melhor solução para desafogar o espaço enquanto não começam as obras de um novo terminal de passageiros, das passarelas de embarque e de um edifício-garagem anexo. "Todas as reformas que estão em andamento visam a atender com conforto os passageiros", informou a Infraero, através de um comunicado. A pizzaria e a choperia entraram com ações na Justiça para tentar reverter a situação.

         
     
 
 
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