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11 de junho de 2003
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MISTÉRIOS DA CIDADE

 

Sabe onde fica?


Mario Rodrigues


Este corredor em forma de ogiva gerou polêmica na época da inauguração, em 1884. Argumentava-se que o estilo gótico projetado por Luiz Pucci não era muito adequado para o lugar. Na época da Revolução Constitucionalista de 1932, o prédio abrigou dezenas de combatentes paulistas feridos. Alguns de seus capacetes ainda podem ser vistos por lá. Por dia, a Santa Casa de Misericórdia atende cerca de 5.000 pessoas.

 

Daniela Picoral


• O pavio da vela acabou? Há quem o recupere
Muita gente tem velas decoradas mas não gosta de acendê-las com medo de perder o enfeite. Afinal, depois que o pavio acaba, resta apenas o casco com um buraco no meio. A loja Luz de Velas, no Brooklin, resolve esse problema completando com parafina peças que pareciam perdidas. O serviço custa em torno de 7 reais para velas de até 1 quilo.

 

• Perdeu o RG? Talvez ele esteja esperando por você nos Correios...
Todos os meses, os Correios recolhem cerca de 8 000 documentos perdidos pela capital. Eles ficam na instituição por sessenta dias e depois são encaminhados para o órgão emissor. Apenas 6% voltam para os donos. Quase um terço são carteiras de identidade. Se você perdeu seu RG, pode ligar para 0800-5700100.

• Por que há placas alertando para o risco de atropelar animais silvestres na Marginal?
Apesar de as placas estarem voltadas para a pista, não servem para avisar os motoristas, mas os funcionários que trabalham no alargamento da calha do Tietê. O cuidado é necessário porque muitos caminhões circulam na margem do rio, o que coloca em risco a vida das capivaras que freqüentam o local.


Ricardo Correa


• Qual o bairro onde mais se constroem prédios em São Paulo?
O campeão em lançamentos imobiliários é Moema. Depois vêm Vila Suzana, Jardim Vitória-Régia e Chácara Itaim, segundo dados da Escopo Geomarketing. No ano passado, foram lançados 515 edifícios residenciais na cidade, sendo catorze deles em Moema.

 

 

A mágica do churrasco grego

Samuel Chaves


O cheiro e o preço baixo atraem uma fila de interessados. Cerca de 100 são vendidos em cada barraca por dia. O churrasco grego, aquele bloco de pedaços de carne bovina de segunda comercializado no centro da cidade, é um símbolo trash paulistano. Com suco, custa apenas 70 centavos. Como? Veja a conta:

 
Pão R$ 0,11
Carne R$ 0,20
Legumes R$ 0,03
Suco R$ 0,07
Total R$ 0,41
Lucro R$ 0,29

 

Pechincha park

Mario Rodrigues


Acostumados a pagar até 5 reais por hora para deixar o carro em um estacionamento, alguns motoristas se surpreendem quando chegam ao Unipare, recém-aberto na Rua Voluntários da Pátria. Localizado em Santana, cobra 1,99 pelo período de doze horas. No terreno de 50 000 metros quadrados, recebe diariamente a média de 1 000 veículos. "Lucramos com a rotatividade", diz o supervisor Alfredo de Souza. "Agora a concorrência começou a baixar os preços também."

 

Memória paulistana

 
MIS

A cena mais parece saída de um álbum de lembranças da II Guerra Mundial. Mas aconteceu no centro da capital. "És paulista? Ah! Então tu me compreendes! Trazes, como eu, o luto na tua alma e lâminas de fel no coração", dizia o poema distribuído nas ruas. Para lutar contra Getúlio Vargas, mais de 40 000 pessoas se mobilizaram. Após três meses de conflito e mais de 600 baixas, os rebeldes acabaram se rendendo. E a chamada Revolução Constitucionalista de 1932 entrou para a história como um dos períodos mais conturbados da cidade.

 

Quem foi Anália Franco?

Divulgação


Essa senhora magra e altiva travou uma batalha incansável por lugares onde pudesse montar escolas, creches, albergues e outros centros filantrópicos. Em 1911, aos 58 anos, a educadora nascida em Resende, no Rio, finalmente conseguiu um espaço na Chácara Paraíso. Era uma antiga propriedade do padre Diogo Antônio Feijó, regente do Império antes da maioridade de d. Pedro II. Idealizadora de um orfanato que até hoje se destaca na paisagem da Zona Leste, ela deu nome e origem ao bairro Jardim Anália Franco.

 

         
     
 
 
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