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MISTÉRIOS
DA CIDADE
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Sabe
onde fica?
Mario Rodrigues
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Este corredor em forma de ogiva gerou polêmica na época
da inauguração, em 1884. Argumentava-se que
o estilo gótico projetado por Luiz Pucci não
era muito adequado para o lugar. Na época da Revolução
Constitucionalista de 1932, o prédio abrigou dezenas
de combatentes paulistas feridos. Alguns de seus capacetes
ainda podem ser vistos por lá. Por dia, a Santa Casa
de Misericórdia atende cerca de 5.000 pessoas.
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Daniela Picoral
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O pavio da vela acabou? Há quem o recupere
Muita gente tem velas decoradas mas não gosta de acendê-las
com medo de perder o enfeite. Afinal, depois que o pavio acaba,
resta apenas o casco com um buraco no meio. A loja Luz de Velas,
no Brooklin, resolve esse problema completando com parafina peças
que pareciam perdidas. O serviço custa em torno de 7 reais
para velas de até 1 quilo.
Perdeu o RG? Talvez ele esteja esperando por você nos Correios...
Todos os meses, os Correios recolhem cerca de 8 000 documentos
perdidos pela capital. Eles ficam na instituição por
sessenta dias e depois são encaminhados para o órgão
emissor. Apenas 6% voltam para os donos. Quase um terço são
carteiras de identidade. Se você perdeu seu RG, pode ligar
para
0800-5700100.
Por que há placas alertando para o risco de atropelar animais
silvestres na Marginal?
Apesar de as placas estarem voltadas para a pista, não
servem para avisar os motoristas, mas os funcionários que
trabalham no alargamento da calha do Tietê. O cuidado é
necessário porque muitos caminhões circulam na margem
do rio, o que coloca em risco a vida das capivaras que freqüentam
o local.
Ricardo Correa
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Qual o bairro onde mais se constroem prédios em São
Paulo?
O campeão em lançamentos imobiliários
é Moema. Depois vêm Vila Suzana, Jardim Vitória-Régia
e Chácara Itaim, segundo dados da Escopo Geomarketing. No
ano passado, foram lançados 515 edifícios residenciais
na cidade, sendo catorze deles em Moema.
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A
mágica do churrasco grego
Samuel Chaves
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O cheiro e o preço baixo atraem uma fila de interessados.
Cerca de 100 são vendidos em cada barraca por dia.
O churrasco grego, aquele bloco de pedaços de carne
bovina de segunda comercializado no centro da cidade, é
um símbolo trash paulistano. Com suco, custa apenas
70 centavos. Como? Veja a conta:
| Pão
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R$
0,11 |
| Carne
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R$
0,20 |
| Legumes |
R$
0,03 |
| Suco |
R$
0,07 |
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| Total |
R$
0,41 |
| Lucro |
R$
0,29 |
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Pechincha
park
Mario Rodrigues
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Acostumados a pagar até 5 reais por hora para deixar
o carro em um estacionamento, alguns motoristas se surpreendem
quando chegam ao Unipare, recém-aberto na Rua Voluntários
da Pátria. Localizado em Santana, cobra 1,99 pelo período
de doze horas. No terreno de 50 000 metros quadrados, recebe
diariamente a média de 1 000 veículos. "Lucramos
com a rotatividade", diz o supervisor Alfredo de Souza. "Agora
a concorrência começou a baixar os preços
também."
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Memória
paulistana
MIS
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A
cena mais parece saída de um álbum de lembranças
da II Guerra Mundial. Mas aconteceu no centro da capital.
"És paulista? Ah! Então tu me compreendes! Trazes,
como eu, o luto na tua alma e lâminas de fel no coração",
dizia o poema distribuído nas ruas. Para lutar contra
Getúlio Vargas, mais de 40 000 pessoas se mobilizaram.
Após três meses de conflito e mais de 600 baixas,
os rebeldes acabaram se rendendo. E a chamada Revolução
Constitucionalista de 1932 entrou para a história como
um dos períodos mais conturbados da cidade.
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Quem
foi Anália
Franco?
Divulgação
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Essa senhora magra e altiva travou uma batalha incansável
por lugares onde pudesse montar escolas, creches, albergues
e outros centros filantrópicos. Em 1911, aos 58 anos,
a educadora nascida em Resende, no Rio, finalmente conseguiu
um espaço na Chácara Paraíso. Era uma
antiga propriedade do padre Diogo Antônio Feijó,
regente do Império antes da maioridade de d. Pedro
II. Idealizadora de um orfanato que até hoje se destaca
na paisagem da Zona Leste, ela deu nome e origem ao bairro
Jardim Anália Franco.
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