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10 de dezembro de 2003
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BEBIDA

Loirinha do verão

Cerveja feita com malte de trigo
vira sensação nos bares da cidade

Fabio Wright

Cada vez mais presente nos cardápios da cidade, uma loirinha nascida na Baviera, região sul da Alemanha, promete ser uma das bebidas deste verão. Quando começou a fincar o pé no Brasil, com a chegada da marca alemã Erdinger, em 2001, a cerveja de trigo era conhecida apenas pelos entendidos no assunto. Na época, atraía a atenção com seu copaço em forma de vaso. Hoje, figura no menu de mais de 200 bares e restaurantes. Apesar do preço elevado (a garrafa de 500 mililitros custa entre 8 e 12 reais nesses locais), pode ser encontrada tanto em pés-sujos, como o Bar do Giba, em Moema, quanto em locais mais sofisticados, a exemplo do pub All Black, nos Jardins. "Ela é produzida com maltes de trigo e de cevada, diferentemente da cerveja tipo pilsen (a mais consumida no país), feita apenas com malte de cevada", explica o especialista em gastronomia e bebidas Ennio Federico. "Além disso, apresenta aspecto turvo, por não ser filtrada, e paladar neutro, bem ao gosto do brasileiro." Sua graduação alcoólica é, em média, de 5,5%, ligeiramente acima da pilsen.

Fotos Mario Rodrigues
Samanta e Paula: "O copo dá um charme à bebida"


No mês passado, a gigante Ambev também fez uma aposta no segmento. Lançou, em edição limitada, a Bohemia Weiss. Assim como as concorrentes européias, a marca brasileira chega à mesa acompanhada de um copo longo personalizado, mais largo na parte de cima. "Há uma maneira correta de servir", afirma Gabriel Galembeck, mestre-cervejeiro da empresa. "O primeiro passo é colocar lentamente dois terços do líquido no copo. Em seguida, agita-se a garrafa para misturar o fermento que fica no fundo e completa-se a taça com a espuma formada." De acordo com o mestre-cervejeiro, a tradição ensina que o brinde deve ser feito com a parte inferior do copo.

As advogadas Samanta Serpa, 27 anos, e Paula Luciana, 25, experimentaram a cerveja no bar Leporace, no Campo Belo. "Vimos a garrafa em outras mesas e resolvemos pedir", contam. "O copo dá um charme à bebida." Aos poucos, outras cervejas alemãs de trigo ganham espaço nos freezers da cidade. No ano passado aterrissou por aqui a Ustersbacher, fabricada desde 1605 em uma vila próxima a Munique. Da mesma região germânica chega neste mês a Franziskaner, que será vendida nas versões de 330 e 500 mililitros. Em algumas casas, como o Frangó, a clientela pode provar o chope de trigo, novidade da Erdinger. "Ele já representa 50% do consumo de chope na casa", revela Norberto D'Oliveira, um dos sócios.

         
     
 
 
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