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BEBIDA
Loirinha do verão
Cerveja
feita com malte de trigo
vira
sensação nos bares da cidade
Fabio Wright
Cada
vez mais presente nos cardápios da cidade, uma loirinha nascida
na Baviera, região sul da Alemanha, promete ser uma das bebidas
deste verão. Quando começou a fincar o pé no
Brasil, com a chegada da marca alemã Erdinger, em 2001, a
cerveja de trigo era conhecida apenas pelos entendidos no assunto.
Na época, atraía a atenção com seu copaço
em forma de vaso. Hoje, figura no menu de mais de 200 bares e restaurantes.
Apesar do preço elevado (a garrafa de 500 mililitros custa
entre 8 e 12 reais nesses locais), pode ser encontrada tanto em
pés-sujos, como o Bar do Giba, em Moema, quanto em locais
mais sofisticados, a exemplo do pub All Black, nos Jardins. "Ela
é produzida com maltes de trigo e de cevada, diferentemente
da cerveja tipo pilsen (a mais consumida no país),
feita apenas com malte de cevada", explica o especialista em gastronomia
e bebidas Ennio Federico. "Além disso, apresenta aspecto
turvo, por não ser filtrada, e paladar neutro, bem ao gosto
do brasileiro." Sua graduação alcoólica é,
em média, de 5,5%, ligeiramente acima da pilsen.
Fotos Mario Rodrigues
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| Samanta
e Paula: "O copo dá um charme à bebida" |
No mês passado, a gigante Ambev também fez uma aposta
no segmento. Lançou, em edição limitada, a
Bohemia Weiss. Assim como as concorrentes européias, a marca
brasileira chega à mesa acompanhada de um copo longo personalizado,
mais largo na parte de cima. "Há uma maneira correta de servir",
afirma Gabriel Galembeck, mestre-cervejeiro da empresa. "O primeiro
passo é colocar lentamente dois terços do líquido
no copo. Em seguida, agita-se a garrafa para misturar o fermento
que fica no fundo e completa-se a taça com a espuma formada."
De acordo com o mestre-cervejeiro, a tradição ensina
que o brinde deve ser feito com a parte inferior do copo.
As advogadas Samanta Serpa, 27 anos, e Paula Luciana, 25, experimentaram
a cerveja no bar Leporace, no Campo Belo. "Vimos a garrafa em outras
mesas e resolvemos pedir", contam. "O copo dá um charme à
bebida." Aos poucos, outras cervejas alemãs de trigo ganham
espaço nos freezers da cidade. No ano passado aterrissou
por aqui a Ustersbacher, fabricada desde 1605 em uma vila próxima
a Munique. Da mesma região germânica chega neste mês
a Franziskaner, que será vendida nas versões de 330
e 500 mililitros. Em algumas casas, como o Frangó, a clientela
pode provar o chope de trigo, novidade da Erdinger. "Ele já
representa 50% do consumo de chope na casa", revela Norberto D'Oliveira,
um dos sócios.
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