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DIA DAS MÃES O
grande almoço Restaurantes paulistanos se preparam
para o domingo mais movimentado do ano Edison Veiga
Fotos
Fernando Moraes
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legítima mamma Rina De Rossi comanda as panelas da cantina Nello's: no
Dia das Mães, a expectativa é que o número de clientes dobre.
Comemoração? "Só na segunda-feira", garante ela, que tem
três filhos |
Além das
mães, quem recebe um presentão no segundo domingo de maio são
os donos de restaurantes paulistanos. Durante todo o ano, essa é a data
em que as casas ficam mais cheias. O almoço do Dia das Mães é
melhor até que o jantar do Dia dos Namorados, quando mesas para quatro
ou seis pessoas são ocupadas por um único casal. "As famílias
não têm pressa e consomem bem", afirma Joaquim Saraiva de Almeida,
presidente da seção paulista da Associação Brasileira
de Bares e Restaurantes. "Almoçar com calma faz parte do programa." A média
de permanência nos estabelecimentos é de 45 minutos. Em datas comemorativas,
os clientes se deliciam por até três horas. "Nesse tipo de ocasião,
o gasto com sobremesas e vinhos é maior", diz a gerente Luciana Bernardes,
da rede Ráscal. Afinal, quase ninguém consegue negar o pedido da
mamãe por um docinho a mais. No Famiglia
Mancini, a preparação para o grande almoço começa
nas compras. O restaurante utiliza 400 quilos de tomate diariamente para fazer
os molhos que acompanham as massas. No Dia das Mães, são 600. "A
casa fica ainda mais lotada e as filas crescem", conta o proprietário,
Walter Mancini. "O grande presente que os filhos dão às mães
é a distância da boca do fogão." A rotina do próprio
Mancini se altera. Ele chega ao restaurante por volta das 7h30, uma hora antes
do horário de praxe. Checa se há o suficiente de cada ingrediente
na cozinha e organiza a equipe (que aumenta de nove para onze cozinheiros e de
22 para 28 garçons e ajudantes). A clientela igualmente se antecipa. Por
volta das 11 horas já começa a chegar. É um dia em que cerca
de 1 500 pessoas comem ali, em vez das 1 000 dos outros dias. No corre-corre,
Mancini reserva um tempinho para comemorar com a família. "Vou para casa,
depois volto", diz. "Acho deselegante ocupar uma mesa do restaurante."
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Mancini começa o trabalho às 7h30 no segundo domingo de maio: compra
200 quilos a mais de tomate para incrementar o molho dos pratos de massa que serve
no Famiglia Mancini |
Arri Coser é
outro que esbanja otimismo. Só nas três unidades paulistanas de sua
churrascaria, a Fogo de Chão, espera receber 4 000 pessoas 1 000
a mais do que o normal. Por isso, já decretou: não há folga
na escala do segundo domingo deste mês. Todos os 360 funcionários
vão trabalhar. A previsão é que sejam consumidas 5 toneladas
de carne. Na Casa da Fazenda do Morumbi haverá reforço na brigada.
"Precisaremos de quase 40% a mais de mão-de-obra", diz o proprietário,
Roberto Oropallo. "Uns cinco ou seis na cozinha e outros seis garçons."
À frente de sua cantina em Pinheiros, com o marido Nello De Rossi, a mamma
Rina espera cozinhar para 600 fregueses no domingo da semana que vem o
dobro do número usual. Mãe de três filhos, que trabalham com
os pais no restaurante, ela acostumou-se a passar a data mexendo na panela. "Em
casa, festejamos na segunda", explica, com seu carregado sotaque italiano. "No
domingo, sou a mãe de todas as mães que vêm aqui."
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Coser e os garçons da unidade da Vila Olímpia da churrascaria Fogo
de Chão: para atender a clientela, 30% maior, todas as folgas do dia 14
estão suspensas |
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proprietário, Roberto Oropallo (ao centro), e funcionários
da Casa da Fazenda do Morumbi: além das 77 mesas do salão, serão
instaladas mais quarenta no jardim |
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