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9 de agosto de 2006
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VEJA SÃO PAULO RECOMENDA

Editado por Wanderley Sanches

TEATRO


João Caldas
O par romântico de Villela: marca circense

Leonce e Lena, de Georg Büchner.. As montagens do diretor mineiro Gabriel Villela têm marca própria dentro da dramaturgia brasileira. De Shakespeare a Chico Buarque, não importa, os autores que ele encena ganham um inconfundível – e coerente – toque circense. É o caso da adaptação da peça do alemão Georg Büchner (1813-1837) em cartaz no Sesc Paulista. Numa arena revestida de papelão, o público acompanha o encontro romântico dos príncipes Leonce (Luiz Päetow) e Lena (Ana Carolina Godoy), em fuga de seus reinos. Cobertos por máscaras e um figurino extravagante, os onze atores do elenco desfiam humor e sátira política, até mesmo da atualidade brasileira.

Sesc Avenida Paulista – Espaço 10º Andar (100 lugares). Avenida Paulista, 119, 3179-3700, Metrô Brigadeiro. Quinta, 17h; sexta a domingo, 20h. R$ 15,00 (qui.) e R$ 20,00 (sex. a dom.). Bilheteria: 9h/22h (ter. a sex.); a partir das 10h (sáb. e dom.). Ingressos também no CineSesc e nas demais unidades do Sesc. Até 24 de setembro. A estréia estava prometida para sexta (4). (90min). 14 anos.

 

EXPOSIÇÃO

Divulgação
Homem Bebê, de Cristina Salgado: a arte feminina


Manobras Radicais.
Em 1917, quando era uma pintora estreante, Anita Malfatti foi alvo de uma crítica raivosa do escritor Monteiro Lobato. Sua ousadia, somada à de outra modernista, Tarsila do Amaral, abriria caminho para uma renovação feminina na arte brasileira. Hoje, Adriana Varejão e Beatriz Milhazes são nomes prestigiados e bem cotados no mercado. Uma coletiva no Centro Cultural Banco do Brasil reúne a partir de terça (8) 100 trabalhos de 61 mulheres que entenderam o recado daquelas pioneiras. Do concretismo de Lygia Clark ao surrealismo atual da carioca Cristina Salgado, sobram talento e versatilidade em telas, gravuras, objetos, instalações e fotografias.

Centro Cultural Banco do Brasil. Rua Álvares Penteado, 112, centro, 3113-3651, Metrô Sé. Terça a domingo, 10h às 21h. Grátis. Até 15 de outubro. A partir de terça (8).

 

Veja também
Galeria de imagens

 

DANÇA

Divulgação
Onqotô: "onde é que eu estou?"


Grupo Corpo.
Após uma turnê que passou por Luxemburgo, Áustria, Alemanha, Islândia, Estados Unidos e Canadá, os mineiros do Grupo Corpo voltam ao Teatro Alfa para reapresentar duas peças. Ambas são de Rodrigo Pederneiras e representam fases distintas do coreógrafo. Onqotô (corruptela de "onde é que eu estou?"), sucesso da última temporada, tem trilha composta por Caetano Veloso e José Miguel Wisnik. Do surpreendente cenário de Paulo Pederneiras, feito de tiras de borracha que vão do chão ao teto, surgem bailarinos em movimentos ora bruscos, ora delicados. Para abrir o programa, a companhia recupera em seu farto baú a Missa do Orfanato, criação de 1989 baseada na obra homônima escrita por Mozart aos 12 anos. Fora do circuito paulistano há mais de uma década, a dramática coreografia retorna ao palco em meio aos festejos dos 250 anos de nascimento do compositor.

Teatro Alfa (1.134 lugares). Rua Bento Branco de Andrade Filho, 722, Santo Amaro, 5693-4000. Quarta a sábado, 21h; domingo, 18h. R$ 30,00 a R$ 70,00. Bilheteria: 11h/19h (seg. e ter.); a partir das 11h (qua. a dom.). Cc.: todos. Venda antecipada, 0300 7893377. IC, ST. Estac. (R$ 7,00; c/manobr., R$ 14,00). www.teatroalfa.com.br. Até dia 20. A partir de quarta (9). (90min, com intervalo). Livre.

 

Veja também
Vídeo da coreografia Onqotô
 

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