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VEJA SÃO PAULO RECOMENDA Editado
por Wanderley Sanches TEATRO
João Caldas  |
| O par romântico de Villela: marca circense |
  Leonce
e Lena, de Georg
Büchner.. As montagens do diretor mineiro Gabriel Villela têm
marca própria dentro da dramaturgia brasileira. De Shakespeare a Chico
Buarque, não importa, os autores que ele encena ganham um inconfundível
e coerente toque circense. É o caso da adaptação
da peça do alemão Georg Büchner (1813-1837) em cartaz no Sesc
Paulista. Numa arena revestida de papelão, o público acompanha o
encontro romântico dos príncipes Leonce (Luiz Päetow) e Lena
(Ana Carolina Godoy), em fuga de seus reinos. Cobertos por máscaras e um
figurino extravagante, os onze atores do elenco desfiam humor e sátira
política, até mesmo da atualidade brasileira.
Sesc Avenida Paulista
Espaço 10º Andar (100 lugares). Avenida Paulista, 119,
3179-3700, Metrô Brigadeiro.
Quinta, 17h; sexta a domingo, 20h. R$ 15,00 (qui.) e R$ 20,00 (sex. a dom.). Bilheteria:
9h/22h (ter. a sex.); a partir das 10h (sáb. e dom.). Ingressos também
no CineSesc e nas demais unidades do Sesc. Até 24 de setembro. A estréia
estava prometida para sexta (4). (90min).
14 anos. EXPOSIÇÃO
Divulgação  |
| Homem Bebê,
de Cristina Salgado: a arte feminina |
Manobras Radicais. Em 1917, quando era uma pintora estreante, Anita Malfatti
foi alvo de uma crítica raivosa do escritor Monteiro Lobato. Sua ousadia,
somada à de outra modernista, Tarsila do Amaral, abriria caminho para uma
renovação feminina na arte brasileira. Hoje, Adriana Varejão
e Beatriz Milhazes são nomes prestigiados e bem cotados no mercado. Uma
coletiva no Centro Cultural Banco do Brasil reúne a partir de terça
(8) 100 trabalhos de 61 mulheres que entenderam o recado daquelas pioneiras. Do
concretismo de Lygia Clark ao surrealismo atual da carioca Cristina Salgado, sobram
talento e versatilidade em telas, gravuras, objetos, instalações
e fotografias.
Centro Cultural
Banco do Brasil. Rua Álvares Penteado, 112, centro,
3113-3651, Metrô Sé.
Terça a domingo, 10h às 21h. Grátis. Até 15 de
outubro. A partir de terça (8). DANÇA
Divulgação  |
| Onqotô: "onde
é que eu estou?" |
Grupo Corpo. Após uma turnê que passou por Luxemburgo, Áustria,
Alemanha, Islândia, Estados Unidos e Canadá, os mineiros do Grupo
Corpo voltam ao Teatro Alfa para reapresentar duas peças. Ambas são
de Rodrigo Pederneiras e representam fases distintas do coreógrafo. Onqotô
(corruptela de "onde é que eu estou?"), sucesso da última temporada,
tem trilha composta por Caetano Veloso e José Miguel Wisnik. Do surpreendente
cenário de Paulo Pederneiras, feito de tiras de borracha que vão
do chão ao teto, surgem bailarinos em movimentos ora bruscos, ora delicados.
Para abrir o programa, a companhia recupera em seu farto baú a Missa
do Orfanato, criação de 1989 baseada na obra homônima
escrita por Mozart aos 12 anos. Fora do circuito paulistano há mais de
uma década, a dramática coreografia retorna ao palco em meio aos
festejos dos 250 anos de nascimento do compositor.
Teatro Alfa (1.134 lugares). Rua Bento Branco de Andrade Filho, 722, Santo
Amaro,
5693-4000.
Quarta a sábado, 21h; domingo, 18h. R$ 30,00 a R$ 70,00. Bilheteria: 11h/19h
(seg. e ter.); a partir das 11h (qua. a dom.). Cc.: todos. Venda antecipada,
0300 7893377. IC, ST. Estac. (R$ 7,00; c/manobr., R$ 14,00). www.teatroalfa.com.br.
Até dia 20. A partir de quarta (9). (90min,
com intervalo). Livre.
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Veja também |
Vídeo
da coreografia Onqotô | | | |