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ESPECIAL
Os
10 maiores
micos
da cidade
Mais
de 500 leitores de Vejinha
on-line escolheram as piores roubadas de São Paulo.
Confira o ranking das mais votadas
Lúcia
Monteiro
1º
Trafegar
pelas avenidas em obras,
cada vez mais cheias de desvios e com
mão trocada
Ilustrações Negreiros
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Desde o ano passado, a prefeitura começou a fazer obras e
mais obras em corredores de grande visibilidade. Se algum dia vão
mesmo melhorar o trânsito, não se sabe. Alguns especialistas
acreditam que a construção de duas passagens subterrâneas
na região das avenidas Cidade Jardim, Faria Lima, Rebouças
e Eusébio Matoso, por exemplo, só empurrará
o congestionamento para mais adiante. Orçada em 220 milhões
de reais, essa intervenção tem o objetivo de reduzir
o tempo gasto em cada cruzamento até 25%, segundo a prefeitura,
mas por enquanto tudo o que se conseguiu foi transformar o trânsito
da área de purgatório em inferno. Ruas como a Sampaio
Vidal e a Gabriel Monteiro da Silva tiveram a mão trocada
e, a cada dia, os motoristas descobrem novos desvios. A situação
se repete em outros bairros. Na Vila Olímpia, a dor de cabeça
é por causa do prolongamento da Avenida Hélio Pellegrino
até a Faria Lima e do alargamento da Rua Funchal. Na Zona
Leste, há o prolongamento da Radial Leste e da Avenida Jacu
Pêssego. A reforma ou construção de novos corredores
de ônibus está complicando 87 quilômetros de
vias (distância suficiente para chegar ao Guarujá).
Um mico completo.
2º
Ir
ao motel no Dia dos Namorados
Encontrar uma fila enorme na porta do motel no dia 12 de junho é
o tipo de programa micado totalmente previsível, mas que
se repete ano após ano. De acordo com os cálculos
da Associação Paulista de Motéis (Apam), a
procura dobra nessa romântica noite. O fenômeno é
generalizado: acontece tanto em estabelecimentos de alto padrão
como nos mais populares. "A fila chega a duas horas e muitos casais
acabam desistindo", diz Adriano Lopes, gerente de marketing do Lumini,
inaugurado no ano passado e eleito pela revista Playboy o
melhor da cidade. Lopes lembra que é possível driblar
o inconveniente. O Lumini, assim como outros motéis paulistanos,
aceita reservas, mas olha o pequeno símio aí
de novo as vagas para este ano já acabaram.
3º
Disputar
espaço com camelôs
na Rua 25 de Março
As calçadas até que não são tão
estreitas. Nos trechos principais, têm 3,20 metros de largura.
O problema são mesmo os ambulantes. Segundo a União
dos Lojistas da 25 de Março e Adjacências (Univinco),
a região concentra 442 bancas de camelôs e mais de
1.000 tabuleiros apenas 168 têm
autorização da prefeitura. Com os vendedores, sobram
menos de 2 metros para os pedestres. Nas esquinas, onde a concentração
de barracas é maior, o espaço de circulação
cai para apenas 1 metro. Como a área atrai 400.000
consumidores por dia (o número sobe para 1 milhão
na proximidade de datas como Natal e Dia das Mães), é
impossível caminhar por ali sem trombar com o popular macaquinho.
4º
Perder
a comanda de uma danceteria e ter de desembolsar
até 300 reais para ir embora
A bolsa, o cachecol e o casaco vão direto para a chapelaria.
Só assim, com as mãos livres, é possível
se esbaldar na pista. Aparece então uma dificuldade: onde
enfiar o cartão de consumação? No bolso, no
sapato ou por dentro da roupa? Daí para a comanda cair no
chão e desaparecer na muvuca é um pulo. As casas noturnas
avisam: quem perder terá de pagar até 300 reais. Mas
é possível negociar. Afinal, nenhum estabelecimento
tem o direito de cobrar essa multa. Não dá para fugir
é do chá-de-cadeira enquanto os funcionários
dizem que estão procurando a ficha. Para evitarem aborrecimentos,
algumas casas da Vila Olímpia, como Living Room, Lucky Disco
Lounge e Lemon, adotaram um sistema computadorizado que armazena
os pedidos. Em caso de perda, é possível verificar
os gastos e bloquear o cartão na hora.
5º
Curtir
shows gratuitos ao ar livre
Parece um negócio da China: aproveitar o feriadão
ensolarado para ver em um show ao ar livre de graça
aquele seu cantor predileto. Bem, essa é uma daquelas
situações em que quase sempre o barato sai caro. Quando
a platéia supera as centenas de milhares de pessoas, como
nas comemorações do último 1º de Maio
ou do réveillon na Avenida Paulista, apenas quem madruga
em frente ao palco consegue enxergar os artistas. Só resta
acompanhar pelo telão ou sentar num canto e pensar se não
teria sido melhor ficar em casa e ver tudo pela TV. Chuva, sol,
frio ou vento podem micar ainda mais o dia de folga. Se vão
com os filhos, os pais morrem de medo de que eles se percam no meio
da multidão. Mesmo para ir embora é necessário
ter paciência. Quem já esteve num programão
desses sabe que sair do meio da aglomeração está
longe de ser moleza.
6º
Ir
de carro ao centro e pagar
10 reais para estacionar
O centro é o local mais bem servido de linhas de ônibus,
metrô e trem da cidade. Mesmo assim, tem gente que ainda insiste
em ir para lá de carro. Tudo bem que bancos macios e ar-condicionado
ainda são raridade no transporte público. Mas paga-se
caro por esse aparente conforto. A maioria dos estacionamentos da
região cobra 10 reais pela primeira hora. Quando há
apresentação no Teatro Municipal, o serviço
de manobristas custa 15 reais. Na saída, a espera pelo carro
é de até vinte minutos. Quem prefere deixá-lo
sob os cuidados dos zelosos flanelinhas da Rua Xavier de Toledo
não economiza muito a facada é de 10 reais.
7º
Ficar
um tempão na fila do
restaurante Famiglia Mancini
Essa
roubada já se tornou um clássico. Afinal, a longa
espera por uma mesa no Famiglia Mancini faz parte do folclore paulistano.
Quem passa pela sinuosa Rua Avanhandava, no centro, sabe que é
sempre assim. Mesmo em dias de semana, perdem-se entre trinta e
quarenta minutos para conseguir sentar. Aos sábados e domingos,
a provação é de Jó: chega a ser de no
mínimo uma agradabilíssima hora. Para tornarem a fila
menos penosa, os garçons costumam servir queijos e azeitonas.
Sem cobrar nada. A partir de sábado (12), os fãs do
tempero da casa vão contar com mais uma opção:
uma pizzaria com 200 lugares que o dono, Walter Mancini, inaugura
no mesmo quarteirão, onde ele é proprietário
também de um restaurante italiano mais sofisticado, batizado
com seu nome.
8º
Transitar
pela Marginal Tietê.
A qualquer hora
Pelo
menos 700.000 pessoas enfrentam esse
padecimento diariamente. É o número de veículos
que cruzam a Marginal Tietê de segunda a sexta. Por isso,
toda hora é hora de trânsito nos mais de 20 quilômetros
que ligam a Rodovia Ayrton Senna ao Cebolão. Tanto que vendedores
de amendoim, água, pipoca doce, biju e outros alimentos de
procedência duvidosa estão sempre a postos. Para eles,
quanto mais congestionamento, melhor. Buracos, caminhões
soltando fumaça e barulho de buzinas contribuem para tornar
o percurso ainda mais angustiante. Isso sem falar do risco que é
trafegar por ali. Um estudo realizado pela CET em 2001 indicou que
a Marginal Tietê é a via paulistana com maior número
de acidentes.
9º
Ser
chamado para "interagir"
em uma
peça do Zé Celso
Não
dá para ir a um espetáculo do já histórico
diretor José Celso Martinez Corrêa sem correr ameaças
terríveis. Festejadíssimo no mundinho do teatro, ele
pode traumatizar os mais desavisados. Afinal, a duração
de suas peças é de até sete horas e os bancos
do Teatro Oficina são duros e sem encosto. O mais constrangedor,
no entanto, é ser chamado para as cenas interativas. A cada
sessão de As Bacantes, em 1996, adoradoras de Dioniso
levavam alguém da platéia para a frente do palco e
tiravam toda sua roupa. Nem Caetano Veloso escapou dessa. Desde
2002, quando iniciou sua epopéia teatral baseada em Os
Sertões, Zé Celso está um pouquinho menos
agressivo. Num dos espetáculos, os atores contentam-se em
arrastar a platéia para deitar e rolar no chão de
terra; noutro, limitam-se a distribuir aleatoriamente beijos na
boca. A solução é acomodar-se nas fileiras
mais altas, o que dificulta um pouquinho a aproximação
dos atores.
10º
Descer
a Imigrantes em véspera de feriado
A nova pista da Rodovia dos Imigrantes, inaugurada no fim de 2002,
resolveu parte do problema de quem vai ao litoral nos fins de semana.
Mas, quando é véspera de feriado e o céu está
azul, não há santo que ajude a chegar à Baixada
Santista em menos de duas horas. Na última semana do ano
passado, mais de 1 milhão de veículos desceram a serra
e o congestionamento foi inevitável. "Nenhuma rodovia no
mundo é feita para esses dias de pico", afirma Irineu Meirelles,
vice-presidente executivo da Ecorodovi
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