| |
| |  | |
MISTÉRIOS
DA CIDADE Golpe nas catracas
O
passageiro chega a um dos 23 terminais de transferência do sistema de transporte
público da cidade. Quando se prepara para embarcar, alguém o aborda
e se oferece para liberar sua passagem por um valor menor do que o 1,70 real cobrado
pela prefeitura. Se o passageiro aceitar, o golpista passa pela catraca o cartão
do bilhete único, cuja validade é de duas horas após a primeira
utilização. Com o mesmo cartão (e também com outros),
repete a operação diversas vezes, sempre em roletas diferentes.
O golpe foi descoberto em novembro do ano passado e, desde então, a
São Paulo Transporte (SPTrans) já apreendeu mais de 1000 cartões
usados de forma irregular. Sabe
onde fica?
Heudes
Regis  |
Quando
esse edifício foi inaugurado, em 1963, nem 10% das 450 lojas distribuídas
por seus seis andares estavam ocupadas. Atualmente, o espaço é disputadíssimo
e o metro quadrado ali pode custar até 4 200 reais. Todos os sábados,
cerca de 20000 pessoas vão ao conjunto Grandes Galerias, na Rua 24 de Maio,
no centro, mais conhecido como Galeria do Rock, à procura de CDs, discos
de vinil, roupas, coturnos, instrumentos musicais e piercings. Um dos charmes
do lugar é o vão central projetado pelo arquiteto Alfredo Mathias.
Memória paulistana
Museu
Lasar Segall/divulgação  |
Empenhados na divulgação do modernismo, artistas
e intelectuais como Gregori Warchavchik, Mário de Andrade e Menotti del
Picchia fundaram, no fim de 1932, a Sociedade Pró-Arte Moderna (SPAM).
Com o objetivo de arrecadar fundos para a recém-criada associação,
eles organizaram em fevereiro do ano seguinte um grande baile de Carnaval no salão
do Palacete Trocadero, atrás do Teatro Municipal. A decoração
ficou por conta dos pintores Lasar Segall e Anita Malfatti, que transformaram
o local na cidade imaginária de Spamolândia, com zoológico,
cadeia e moeda própria, o spamote. Na foto acima, publicada no livro São
Paulo A Juventude do Centro, da editora Grifo, está um grupo
de foliões que participaram da festa, entre eles o bibliófilo José
Mindlin (o primeiro da direita para esquerda, sentado). Morena
e com brilho
Heudes
Regis
 |
Para
que as foliãs paulistanas possam pular o Carnaval com a pele morena e brilhante,
uma clínica de estética do Shopping Iguatemi lançou o bronzeamento
artificial com glitter. O método deixa o corpo, além de queimado,
como se estivesse coberto com purpurina dourada. Depois de se esbaldar na avenida
ou no baile, basta tomar um banho para remover o brilho, preservando o bronzeado,
que dura em torno de doze dias. Cada sessão leva cerca de quarenta minutos
e custa 175 reais (45 reais a mais que o sistema a jato tradicional).
Campeões
do Olympia Fernanda
Fernandes  |
Desde
a sua inauguração, em 1988, a casa de shows Olympia recebeu em seu
palco cerca de 400 artistas. Alguns deles são figurinhas carimbadas e costumam
exibir-se ali com bastante freqüência, em várias sessões.
Confira quantas vezes os músicos mais assíduos apresentaram-se no
local A mais ouvida da AM
Não é de Roberto Carlos, Skank
ou Ivete Sangalo. A música que mais tocou na história da Rádio
Jovem Pan AM é uma velha conhecida dos paulistanos. Quem nunca ouviu os
acordes "Vam'bora, vam'bora, olha a hora, vam'bora"? O trecho faz parte de Amanhecendo,
do compositor paraense Billy Blanco. A canção é ouvida
há mais de trinta anos, de segunda a sábado, a partir das 7 horas,
no Jornal da Manhã. Como é tocada em média dez vezes
por programa, calcula-se que mais de 90000 execuções já foram
ao ar. Viagem no tempo
 | Roberto
Loffel  |
Topo
Gigio, Genius (foto à esq.), Autorama, o robô Arthur (foto
à dir.), super-heróis e carrinhos da década de 60, entre
outros brinquedos, podem ser vistos em doze vitrines da Galeria Itapetininga,
no centro. No início da década de 90, alguns expositores da feira
de antiguidades da Praça Benedito Calixto instalaram-se nesse corredor
comercial, que liga as ruas 7 de Abril e Barão de Itapetininga, e criaram
o que hoje é considerado o maior centro de relíquias infantis do
Brasil. Ali estão à venda brinquedos que custam entre 5 e 400 reais.
Editado por Alessandro
Duarte. Com reportagem de Caio Quero, Otávio Canecchio e Luisa de Alcantara
e Silva
|