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9 de fevereiro de 2005
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MISTÉRIOS DA CIDADE


Golpe nas catracas

O passageiro chega a um dos 23 terminais de transferência do sistema de transporte público da cidade. Quando se prepara para embarcar, alguém o aborda e se oferece para liberar sua passagem por um valor menor do que o 1,70 real cobrado pela prefeitura. Se o passageiro aceitar, o golpista passa pela catraca o cartão do bilhete único, cuja validade é de duas horas após a primeira utilização. Com o mesmo cartão (e também com outros), repete a operação diversas vezes, sempre em roletas diferentes. O golpe foi descoberto em novembro do ano passado e, desde então, a São Paulo Transporte (SPTrans) já apreendeu mais de 1000 cartões usados de forma irregular.

 

Sabe onde fica?

Heudes Regis


Quando esse edifício foi inaugurado, em 1963, nem 10% das 450 lojas distribuídas por seus seis andares estavam ocupadas. Atualmente, o espaço é disputadíssimo e o metro quadrado ali pode custar até 4 200 reais. Todos os sábados, cerca de 20000 pessoas vão ao conjunto Grandes Galerias, na Rua 24 de Maio, no centro, mais conhecido como Galeria do Rock, à procura de CDs, discos de vinil, roupas, coturnos, instrumentos musicais e piercings. Um dos charmes do lugar é o vão central projetado pelo arquiteto Alfredo Mathias.

 

Memória paulistana

 
Museu Lasar Segall/divulgação

Empenhados na divulgação do modernismo, artistas e intelectuais como Gregori Warchavchik, Mário de Andrade e Menotti del Picchia fundaram, no fim de 1932, a Sociedade Pró-Arte Moderna (SPAM). Com o objetivo de arrecadar fundos para a recém-criada associação, eles organizaram em fevereiro do ano seguinte um grande baile de Carnaval no salão do Palacete Trocadero, atrás do Teatro Municipal. A decoração ficou por conta dos pintores Lasar Segall e Anita Malfatti, que transformaram o local na cidade imaginária de Spamolândia, com zoológico, cadeia e moeda própria, o spamote. Na foto acima, publicada no livro São Paulo – A Juventude do Centro, da editora Grifo, está um grupo de foliões que participaram da festa, entre eles o bibliófilo José Mindlin (o primeiro da direita para esquerda, sentado).

 

Morena e com brilho

Heudes Regis


Para que as foliãs paulistanas possam pular o Carnaval com a pele morena e brilhante, uma clínica de estética do Shopping Iguatemi lançou o bronzeamento artificial com glitter. O método deixa o corpo, além de queimado, como se estivesse coberto com purpurina dourada. Depois de se esbaldar na avenida ou no baile, basta tomar um banho para remover o brilho, preservando o bronzeado, que dura em torno de doze dias. Cada sessão leva cerca de quarenta minutos e custa 175 reais (45 reais a mais que o sistema a jato tradicional).

 

Campeões do Olympia

 
Fernanda Fernandes

Desde a sua inauguração, em 1988, a casa de shows Olympia recebeu em seu palco cerca de 400 artistas. Alguns deles são figurinhas carimbadas e costumam exibir-se ali com bastante freqüência, em várias sessões. Confira quantas vezes os músicos mais assíduos apresentaram-se no local

 

A mais ouvida da AM

Não é de Roberto Carlos, Skank ou Ivete Sangalo. A música que mais tocou na história da Rádio Jovem Pan AM é uma velha conhecida dos paulistanos. Quem nunca ouviu os acordes "Vam'bora, vam'bora, olha a hora, vam'bora"? O trecho faz parte de Amanhecendo, do compositor paraense Billy Blanco. A canção é ouvida há mais de trinta anos, de segunda a sábado, a partir das 7 horas, no Jornal da Manhã. Como é tocada em média dez vezes por programa, calcula-se que mais de 90000 execuções já foram ao ar.

 

Viagem no tempo

 
Roberto Loffel

Topo Gigio, Genius (foto à esq.), Autorama, o robô Arthur (foto à dir.), super-heróis e carrinhos da década de 60, entre outros brinquedos, podem ser vistos em doze vitrines da Galeria Itapetininga, no centro. No início da década de 90, alguns expositores da feira de antiguidades da Praça Benedito Calixto instalaram-se nesse corredor comercial, que liga as ruas 7 de Abril e Barão de Itapetininga, e criaram o que hoje é considerado o maior centro de relíquias infantis do Brasil. Ali estão à venda brinquedos que custam entre 5 e 400 reais.


Editado por Alessandro Duarte.
Com reportagem de Caio Quero, Otávio Canecchio e Luisa de Alcantara e Silva

     
   
 
 
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