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8 de junho de 2005
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MISTÉRIOS DA CIDADE

Sabe onde fica?

 

Nelson Kon

De aparência futurista, com pilares de concreto e telhas metálicas, este prédio foi inaugurado há quase dois anos. É o Terminal Lapa, na praça Miguel Dell'Erba, com 6 500 metros quadrados e capacidade para receber 200 ônibus por hora. O traçado do projeto faz referência aos galpões de fábricas da vizinhança, como o ocupado pela Estação Ciência, bem pertinho dali. A foto, originalmente colorida, foi reproduzida em preto-e-branco no livro São Paulo – Guia de Arquitetura Contemporânea, de Fernando Serapião, com lançamento previsto para quinta-feira (9).

 

Campeões de quilometragem

Heudes Régis


Quais são as linhas de ônibus mais longas de São Paulo

Terminal Amaral Gurgel–Guaianases
102,8 quilômetros*

Praça da República–São Mateus
70,1 quilômetros*

Terminal Amaral Gurgel–Itaquera
66,4 quilômetros*

Metrô Paraíso–Cidade Tiradentes
58,9 quilômetros

Cachoeira–Metrô Santana
53,5 quilômetros

* Linhas circulares

 

Painéis em restauro

 
Fotos divulgação

A recuperação simultânea de dois murais na cidade permite ao público acompanhar de perto o processo de restauro. Pintado pelo alemão de origem judaica Yohanan Simon, em 1954, o painel Juventude no Kibutz (à direita) encontra-se no Colégio Renascença ( 3824-0788). Quem se interessar pode observar os últimos retoques dos artesãos, nesta semana. Serão necessários três meses para que o trabalho Os Bandeirantes, criado por Clóvis Graciano em 1953, fique em ordem novamente. Elaborada para a então sede do jornal O Estado de S. Paulo, a obra ocupa hoje o lobby do Hotel Jaraguá, no centro ( 3120-8000).

 

Vitral de grife

 

Hiroto Yoshioka

A figura bíblica do Bom Samaritano, da parábola que prega a caridade desinteressada, ilustra este vitral. É a principal imagem da recepção do Hospital Samaritano, inaugurado em 1894 em Higienópolis. O trabalho foi feito pelo artista Conrado Sorgenicht Filho, responsável pela maioria dos vitrais produzidos na época em São Paulo. Também são da autoria de Sorgenicht os da Estação Júlio Prestes, do Mercado Municipal e da Faap.

 

Memória paulistana

 

Fundação Patrimônio Histórico da Energia de São Paulo

Homens de terno, chapéu e guarda-chuva saíram às ruas para ver a novidade: bondes elétricos chegavam à cidade. Os veículos movidos por burros, que entraram em circulação em 1872, estavam fadados à extinção. Esta foto foi feita na Alameda Barão de Limeira, em 7 de maio de 1900, dia da inauguração da primeira linha, que ia do Largo de São Bento à Barra Funda. Paulistanos mais imprudentes começaram então a praticar um esporte arriscado: pegar o bonde ou saltar dele em movimento (pongar e despongar, como se dizia). A história está no livro São Paulo – A Juventude do Centro, da editora Grifo.

 

Como surgiu este nome?

Não se trata de médico, advogado ou político. Essa rua homenageia um antigo empregado da Chácara Itaim, área de 3 quilômetros quadrados que deu origem ao Itaim Bibi. Aquelas terras, freqüentemente inundadas, pertenciam à família Couto de Magalhães. Um marco no desenvolvimento da região foi o ano de 1929, quando a Câmara Municipal oficializou as primeiras ruas abertas, a João Cachoeira inclusive. Um dos herdeiros, Leopoldo Couto de Magalhães Júnior, batizou outra via das redondezas. Seu apelido, Bibi (o motivo, acredita-se, era o chapéu de bico que costumava usar), entrou no nome do bairro para diferenciá-lo do Itaim Paulista, na Zona Leste.

 

Editado por Lúcia Monteiro. Com reportagem de Orlando Margarido

     
   
 
 
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