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8 de março de 2006
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MISTÉRIOS DA CIDADE

Sabe onde fica?

 

Mario Rodrigues

Foram necessárias 2 000 latinhas de refrigerante, 4 000 tampinhas de garrafa e 120 câmaras de pneus de bicicleta para a construção do Dom Quixote e do Sancho Pança da foto acima. Já o cavalo Rocinante foi feito com 200 metros de barras de ferro, 150 quilos de plástico duro e sucatas como carcaças de celular, vassouras e óculos. A obra, do artista Silvio Galvão, tomou forma depois de três meses de trabalho de artesãos da Cooperativa de Arte Alternativa e Coleta Seletiva. Está exposta no Conjunto Nacional (Avenida Paulista, 2073), em homenagem aos 400 anos do lançamento do clássico Dom Quixote, de Miguel de Cervantes, comemorados em 2005.

 

Como surgiu este nome?

Geraldo Mori


Desde 1981, essa praça no Itaim Bibi homenageia o cantor e compositor Luís Carlos Paraná. Nascido em Ribeirão Claro (PR), ele trabalhou como lavrador até os 19 anos. Aprendeu sozinho a tocar violão. Nos anos 50, quando morou em uma pensão no Rio de Janeiro, dividiu um quarto com João Gilberto. Na década seguinte, já estabelecido em São Paulo, criou a histórica boate Jogral, na Avenida São Luís. Chico Buarque, Gilberto Gil, Paulo Vanzolini, Jorge Ben e Noite Ilustrada eram alguns dos freqüentadores. Sua composição mais conhecida é Maria, Carnaval e Cinzas, defendida, em 1967, por Roberto Carlos no III Festival da Música Popular Brasileira, promovido pela TV Record. Paraná morreu em 1970, aos 38 anos.

 

Divulgação


"Asfalto de borracha"

São Paulo é a primeira cidade brasileira a ter o chamado "asfalto de borracha" em sua malha viária. O material, que leva em sua composição 15% de pó de pneu, foi utilizado em um trecho de 2 quilômetros da Avenida Olavo Fontoura, na Zona Norte. Trata-se de um asfalto mais caro – o metro quadrado sai por 26,28 reais, contra 24,41 do comum –, mas tem vida útil duas vezes maior e é capaz de reduzir o barulho causado pelo tráfego. Essa tecnologia já é utilizada em alguns trechos de rodovias (Anhangüera, Anchieta, Castello Branco e Imigrantes, entre outras).

 

Porta-ovos do passado

 

Fernando Moraes

No início do século XX, ovos eram vendidos em caixas quadradas como esta. Confeccionadas com tiras de madeira, tinham arames flexíveis de aço preto para segurar, individualmente, 72 unidades. Há quase setenta anos, uma dessas peças é o xodó da Pizzaria Castelões, no Brás. Raridade nos dias de hoje, ela desperta a curiosidade dos clientes. "Já tentaram comprar diversas vezes, mas não vendo de jeito nenhum", afirma o proprietário João Donato.

 

A gata de 5 000 reais

 

Rogério Barone

"Nikole", a bichana da foto acima, recebe de 1 000 a 5 000 reais de cachê para estrelar uma campanha publicitária. Além de ser a "garota-propaganda" de diversos produtos para bichos de estimação, como rações e cosméticos, ela tem em seu currículo mais de cinqüenta aparições em programas de TV. Aos 6 anos de idade, a gata recebe cuidados de celebridade: usa protetor solar, é perfumada diariamente, toma banhos quinzenais com xampus e condicionadores especiais e relaxa em um ofurô a cada fim de filmagem.

 

Memória paulistana

 

Acervo do Colégio Humboldt

Em 1916, um grupo de alemães reunidos na padaria Lindau, no Largo Treze de Maio, discutia a necessidade de que seus filhos fossem alfabetizados na língua germânica. Daí nasceu a Escola Allemã de Santo Amaro, com 41 alunos. Em 1933, data da foto acima, cerca de 100 alunos aprendiam português, matemática, geografia, história e, claro, alemão, em suas seis salas de aula. Quando o Brasil entrou na II Guerra Mundial, o colégio foi fechado e teve seu patrimônio confiscado pelo governo. Só reabriu em 1957, com o nome de Escola Barão do Rio Branco. Em 1966 passou a se chamar Colégio Humboldt e há sete anos está instalado no bairro de Interlagos.

Com reportagem de Edison Veiga e Regina Cazzamatta
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