| |
| |  | |
MISTÉRIOS DA CIDADE
Sabe onde fica? Mario
Rodrigues
 |
Foram
necessárias 2 000 latinhas de refrigerante, 4 000 tampinhas de garrafa
e 120 câmaras de pneus de bicicleta para a construção do Dom
Quixote e do Sancho Pança da foto acima. Já o cavalo Rocinante foi
feito com 200 metros de barras de ferro, 150 quilos de plástico duro e
sucatas como carcaças de celular, vassouras e óculos. A obra, do
artista Silvio Galvão, tomou forma depois de três meses de trabalho
de artesãos da Cooperativa de Arte Alternativa e Coleta Seletiva. Está
exposta no Conjunto Nacional (Avenida Paulista, 2073), em homenagem aos 400 anos
do lançamento do clássico Dom Quixote, de Miguel de Cervantes,
comemorados em 2005. Como surgiu
este nome?
Geraldo
Mori
 |
Desde
1981, essa praça no Itaim Bibi homenageia o cantor e compositor Luís
Carlos Paraná. Nascido em Ribeirão Claro (PR), ele trabalhou como
lavrador até os 19 anos. Aprendeu sozinho a tocar violão. Nos anos
50, quando morou em uma pensão no Rio de Janeiro, dividiu um quarto com
João Gilberto. Na década seguinte, já estabelecido em São
Paulo, criou a histórica boate Jogral, na Avenida São Luís.
Chico Buarque, Gilberto Gil, Paulo Vanzolini, Jorge Ben e Noite Ilustrada eram
alguns dos freqüentadores. Sua composição mais conhecida é
Maria, Carnaval e Cinzas, defendida, em 1967, por Roberto Carlos no III
Festival da Música Popular Brasileira, promovido pela TV Record. Paraná
morreu em 1970, aos 38 anos.
Divulgação
 |
"Asfalto
de borracha"
São Paulo é a primeira cidade
brasileira a ter o chamado "asfalto de borracha" em sua malha viária. O
material, que leva em sua composição 15% de pó de pneu, foi
utilizado em um trecho de 2 quilômetros da Avenida Olavo Fontoura, na Zona
Norte. Trata-se de um asfalto mais caro o metro quadrado sai por 26,28
reais, contra 24,41 do comum , mas tem vida útil duas vezes maior
e é capaz de reduzir o barulho causado pelo tráfego. Essa tecnologia
já é utilizada em alguns trechos de rodovias (Anhangüera, Anchieta,
Castello Branco e Imigrantes, entre outras). Porta-ovos
do passado Fernando
Moraes
 |
No início do século XX, ovos eram vendidos em caixas quadradas como
esta. Confeccionadas com tiras de madeira, tinham arames flexíveis de aço
preto para segurar, individualmente, 72 unidades. Há quase setenta anos,
uma dessas peças é o xodó da Pizzaria Castelões, no
Brás. Raridade nos dias de hoje, ela desperta a curiosidade dos clientes.
"Já tentaram comprar diversas vezes, mas não vendo de jeito nenhum",
afirma o proprietário João Donato. A
gata de 5 000 reais Rogério
Barone
 |
"Nikole", a bichana da foto acima, recebe de 1 000 a 5 000
reais de cachê para estrelar uma campanha publicitária. Além
de ser a "garota-propaganda" de diversos produtos para bichos de estimação,
como rações e cosméticos, ela tem em seu currículo
mais de cinqüenta aparições em programas de TV. Aos 6 anos
de idade, a gata recebe cuidados de celebridade: usa protetor solar, é
perfumada diariamente, toma banhos quinzenais com xampus e condicionadores especiais
e relaxa em um ofurô a cada fim de filmagem. Memória
paulistana Acervo
do Colégio Humboldt
 |
Em 1916, um grupo de alemães reunidos na padaria Lindau, no Largo Treze
de Maio, discutia a necessidade de que seus filhos fossem alfabetizados na língua
germânica. Daí nasceu a Escola Allemã de Santo Amaro, com
41 alunos. Em 1933, data da foto acima, cerca de 100 alunos aprendiam português,
matemática, geografia, história e, claro, alemão, em suas
seis salas de aula. Quando o Brasil entrou na II Guerra Mundial, o colégio
foi fechado e teve seu patrimônio confiscado pelo governo. Só reabriu
em 1957, com o nome de Escola Barão do Rio Branco. Em 1966 passou a se
chamar Colégio Humboldt e há sete anos está instalado no
bairro de Interlagos. Com reportagem
de Edison Veiga e Regina Cazzamatta Mande suas sugestões para o e-mail
misterios@abril.com.br
|