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POLÍTICA A
vez dos vices Com Serra e Alckmin na disputa pela Presidência,
o engenheiro Gilberto Kassab e o advogado Cláudio Lembo têm grandes
chances de assumir a prefeitura e o governo do estado nos próximos
meses Rodrigo Brancatelli e Sandra Soares Mario
Rodrigues
 | | Gilberto
Kassab, vice-prefeito, e Cláudio Lembo, vice-governador: pefelistas em alta |
Eles estão prestes a
passar da condição de reservas a titulares. Com as eleições
deste ano, em outubro, há grandes chances de que tanto o vice-governador,
Cláudio Lembo, quanto o vice-prefeito, Gilberto Kassab, ambos do PFL, ocupem
os cargos políticos mais importantes de São Paulo. Isso pode acontecer
no máximo em sete semanas, pois o governador Geraldo Alckmin e o prefeito
José Serra um dos dois será quase certamente o candidato
do PSDB à Presidência têm até o dia 1º de
abril para renunciar aos cargos. Alckmin já anunciou que vai se desincompatibilizar.
Com a saída dele, Lembo ocuparia o Palácio dos Bandeirantes por
nove meses. Serra, o favorito nas pesquisas, ainda não se pronunciou sobre
sua possível candidatura, mas, segundo afirmou o presidente nacional do
PSDB, Tasso Jereissati, ela "é clara como água de bica". Kassab
herdaria o posto por 32 meses com o tucano fora da prefeitura.
Enquanto o PSDB discute que nome lançar na corrida presidencial
tem até julho para tomar a decisão , o PFL comemora discretamente
a herança política. O partido nunca conquistou pelo voto um posto
no Executivo paulista. "É a primeira vez que faremos um governador em São
Paulo, e fico feliz que seja com um político cuja trajetória é
marcada pela honestidade e coerência", diz o senador Marco Maciel, um dos
cardeais do PFL, sobre seu correligionário Cláudio Lembo, de 71
anos. Lembo, um conservador assumido que trabalhou como secretário dos
prefeitos Olavo Setúbal e Jânio Quadros, tem experiência administrativa,
mas Kassab, de 45 anos, é um mistério quase total para os paulistanos.
Se Serra voltar atrás na promessa que fez na campanha garantiu que
cumpriria o mandato até o fim , Kassab, que foi secretário
do prefeito Celso Pitta, passará a governar a maior cidade do país,
com um orçamento anual de 17 bilhões de reais. "De todos os políticos
da nova geração, ele é o mais hábil na atuação
nos bastidores", acredita o senador Jorge Bornhausen, presidente do PFL e padrinho
político do pefelista. Além da filiação
partidária e do jeito recatado, o vice-governador e o vice-prefeito têm
em comum o fato de serem quase desconhecidos e a pouca preocupação
com a aparência. Por contingências da política e das leis eleitorais,
esses dois homens que ainda conseguem andar incógnitos na Avenida Paulista
encontram-se agora a um passo de ocupar duas das mais poderosas cadeiras do Brasil.
Vamos conhecê-los melhor nas páginas seguintes. 
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