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8 de fevereiro de 2006
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A vez dos vices

Com Serra e Alckmin na disputa pela
Presidência, o engenheiro Gilberto Kassab
e o advogado Cláudio Lembo têm grandes
chances de assumir a prefeitura e o
governo do estado nos próximos meses

Rodrigo Brancatelli e Sandra Soares

 
Mario Rodrigues
Gilberto Kassab, vice-prefeito, e Cláudio Lembo, vice-governador: pefelistas em alta


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Cláudio Lembo,
vice-governador
Gilberto Kassab,
vice-prefeito
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Eles estão prestes a passar da condição de reservas a titulares. Com as eleições deste ano, em outubro, há grandes chances de que tanto o vice-governador, Cláudio Lembo, quanto o vice-prefeito, Gilberto Kassab, ambos do PFL, ocupem os cargos políticos mais importantes de São Paulo. Isso pode acontecer no máximo em sete semanas, pois o governador Geraldo Alckmin e o prefeito José Serra – um dos dois será quase certamente o candidato do PSDB à Presidência – têm até o dia 1º de abril para renunciar aos cargos. Alckmin já anunciou que vai se desincompatibilizar. Com a saída dele, Lembo ocuparia o Palácio dos Bandeirantes por nove meses. Serra, o favorito nas pesquisas, ainda não se pronunciou sobre sua possível candidatura, mas, segundo afirmou o presidente nacional do PSDB, Tasso Jereissati, ela "é clara como água de bica". Kassab herdaria o posto por 32 meses com o tucano fora da prefeitura.

Enquanto o PSDB discute que nome lançar na corrida presidencial – tem até julho para tomar a decisão –, o PFL comemora discretamente a herança política. O partido nunca conquistou pelo voto um posto no Executivo paulista. "É a primeira vez que faremos um governador em São Paulo, e fico feliz que seja com um político cuja trajetória é marcada pela honestidade e coerência", diz o senador Marco Maciel, um dos cardeais do PFL, sobre seu correligionário Cláudio Lembo, de 71 anos. Lembo, um conservador assumido que trabalhou como secretário dos prefeitos Olavo Setúbal e Jânio Quadros, tem experiência administrativa, mas Kassab, de 45 anos, é um mistério quase total para os paulistanos. Se Serra voltar atrás na promessa que fez na campanha – garantiu que cumpriria o mandato até o fim –, Kassab, que foi secretário do prefeito Celso Pitta, passará a governar a maior cidade do país, com um orçamento anual de 17 bilhões de reais. "De todos os políticos da nova geração, ele é o mais hábil na atuação nos bastidores", acredita o senador Jorge Bornhausen, presidente do PFL e padrinho político do pefelista.

Além da filiação partidária e do jeito recatado, o vice-governador e o vice-prefeito têm em comum o fato de serem quase desconhecidos e a pouca preocupação com a aparência. Por contingências da política e das leis eleitorais, esses dois homens que ainda conseguem andar incógnitos na Avenida Paulista encontram-se agora a um passo de ocupar duas das mais poderosas cadeiras do Brasil. Vamos conhecê-los melhor nas páginas seguintes.

 

     
   
 
 
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