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A OPINIÃO DO LEITOR  | "É
espantoso constatar quanto uma minoria de brasileiros gasta com ostentação. Resta
saber se o luxo explícito gera felicidade e realização afetiva. "
Humberto Cavaliere |
Casamentos
milionários
Por 25.000 reais, haja massagem, manicure e cabeleireiro, antes e durante a festa
("As bodas de ouro", 30 de novembro). Ou será que nesse preço está
incluída alguma cirurgia plástica? Eloá Galpern Gruc
Como são discretos e elegantes, Athina
e Doda conseguem numa data tão importante manter a classe que vem de berço.
Eles deixam de lado o exibicionismo que está tanto em moda e mantêm
a discrição custe o que custar. Felicidades aos noivos. Vilma
N. Pinto A verdade é que todos
nós, simples mortais, adoraríamos poder fazer uma grande festa no
dia do casamento. Mas a situação do país é outra.
Quem pode, pode. Fernanda Nogueira
Não tiro o direito de cada um se casar da maneira que bem desejar. Estamos
numa competição do bolo mais alto e do bem-casado mais absurdamente
caro. Mas se todos esses figurões da sociedade seguissem o exemplo dos
senhores Athina e Doda, que pediram doações a uma instituição
de caridade em vez de presentes, tenho certeza de que suas bênçãos
matrimoniais seriam redobradas e seus futuros herdeiros cresceriam adultos mais
conscientes e respeitáveis. Christian Kuntz Charles
Cosac
Aconselho o editor Charles Cosac a visitar a Santa Casa de São Paulo, localizada
a cinco minutos de seu apartamento ("O dândi de Higienópolis", 30
de novembro). Lá, ele verificará o trabalho maravilhoso e humano
realizado por essa instituição. Acredito que jogará fora
todos os seus remédios para a depressão quando passar a conviver
com os pacientes do hospital e ajudá-los. Arciso Andreoni
Ioga
A respeito
da matéria "Concentração zen" (30 de novembro), eu gostaria
de saber por que uma aula semanal de ioga custa tão caro, quase 200 reais.
A prática prega exatamente a simplicidade e o desprendimento. Cristiane
Costa Ivan Angelo
A crônica
"Velha frase" (30 de novembro) conseguiu resumir com clareza o sentimento de milhões
de brasileiros que, como eu, todos os dias se sentem um pouco Rui Barbosa. Sou
leitor assíduo de Veja São Paulo há quase vinte anos
e confesso que nos últimos tempos estou profundamente desanimado com o
panorama de nosso país. Está difícil acreditar que o melhor
do Brasil seja o brasileiro. Raul Marinangelo
O que mais me tocou no texto foi a referência sobre o crescimento da mediocridade
no panorama das artes e no mundo das galerias. Isso se deve a um desejo de parte
do meio acadêmico e midiático que, embora faça pose de democrático,
teme que a população se aproxime da arte e possa exercer sua opinião
de forma sincera e livre. Dou como exemplo a CowParade. As vacas, desde a mais
ingênua em sua proposta estética até a mais elaborada, realizam
aquilo de que muitos pseudo-intelectuais têm medo: aproximam, com espontaneidade,
a arte do povo, principalmente das crianças. Oscar D'Ambrosio
Arrastão em prédio
Muito interessante
e oportuna a matéria "A última moda em arrastão" (30 de novembro).
Nós da ProSecurity criamos uma espécie de bolsão de segurança.
São procedimentos simples como dar ao porteiro de um prédio acesso
às imagens da guarita de outro. Em um arrastão, que dura várias
horas, o assalto seria muito provavelmente percebido e a polícia e a segurança,
acionadas. Alexandre Paranhos João
Carlos Cauduro
Parabéns a Vejinha por expressar tão bem os anseios paulistanos
como na reportagem "Refresco para os olhos" (30 de novembro). É inconcebível
o que fizeram com a nossa cidade. Temo que a única fórmula para
aplacar essa triste realidade seja o castigo por meio de multas pesadas, muito
bem fiscalizadas. Elizabeth Florido Oficina Cultural Amácio
Mazzaropi Casa de decorador
Em primeiro
lugar, agradeço mais uma vez a matéria "Lar, decorado lar" (23 de
novembro), que teve repercussão considerável. Mas gostaria de esclarecer
que a luminária com pé de bambu, que saiu em duas fotos, é
na verdade design de Simone Figueiredo. Débora Aguiar 
A
trajetória do porquinho pela cidade Alguns
leitores questionaram a localização antiga da obra Porco Ensebado,
publicada na coluna Mistérios da Cidade ("Sabe onde fica?", 30 de novembro).
"Nos anos 50, eu cursava o primário no antigo Colégio Independência,
próximo ao Largo da Pólvora, e quase que diariamente parava para
brincar na escultura", escreveu Vanderlei Marujo Prado. De acordo com o Departamento
de Patrimônio Histórico (DPH), a peça de Ricardo Cipicchia
foi instalada primeiramente na Praça da República, na década
de 50. Anos depois, foi removida para o Largo da Pólvora, na Liberdade.
Somente nos anos 70, como informa a nota publicada em Veja São Paulo,
é que a obra chegou ao Parque do Ibirapuera, onde permanece até
hoje. "Fiquei feliz em rever o porquinho. Na minha infância, muitas vezes
eu corria para subir nele", recorda-se a leitora Anna Maria Barboza. |
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