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7 de dezembro de 2005
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A festa é onde?

Aniversário infantil, casamento,
chá-de-bebê... Bares e danceterias
viram palco de comemorações inusitadas

Gustavo Ferro


Divulgação
Os noivos Marcelo e Cristina Serigo, na pista de dança da Lov.e: o namoro começou ali

Comemorar aniversário ou reunir a turma em bares e danceterias no fim do ano já é um hábito comum para o paulistano. Mas alguns deles estão abrindo espaço para eventos, digamos, bem mais inusitados. A casa noturna Lov.e, na Vila Olímpia, foi palco dois meses atrás de um aniversário infantil. Sua pista de dança recebeu barracas de doces, e monitores faziam maquiagem nas crianças. Nos pick-ups, a música eletrônica deu lugar a sucessos de Xuxa, Balão Mágico e Kelly Key. Quando a festinha chegou ao fim, alguns convidados mirins espernearam por ter de ir embora. "Atendemos os clientes que nos conhecem e querem sair do lugar-comum", afirma a proprietária Flávia Ceccato. Não falta quem escolha tais cenários para realizar festas de casamento, batizados, chás-de-panela, chás-de-bebê...

Divulgação
Cláudia Alves, no O Bar BarO: chá-de-bebê para homens e mulheres


Os anfitriões aproveitam a ida a um local diferentão para inovar. "No meu chá-de-bebê, convidei homens e mulheres, o que geralmente não acontece", conta a engenheira Cláudia Alves, que reuniu os amigos em julho no O Bar BarO, na Vila Olímpia. "Penduramos bexigas nas paredes, brincamos, cantamos e dançamos." O empresário Fernando França, que marcou sua festa de casamento no bar A Marcenaria, na Vila Madalena, dispensou aquele tradicional vídeo com fotos da época do namoro. Substituiu-o por uma fita com pegadinhas do programa americano Jackass. "Se fosse em um bufê, não conseguiria quebrar o protocolo", diz.

Há desde encontros com os amigos mais chegados, como no caso dos bares, até festanças para mais de 700 convidados, se a escolha for uma casa noturna. O preço médio por pessoa é de 40 reais. "Quando nos pedem, oferecemos também seguranças, música ao vivo e DJs", afirma Maria Fernanda Bonacorso, proprietária do O Bar BarO. Muitos escolhem o espaço para relembrar algum momento que tenha a ver com a celebração. A administradora Cristina Serigo fez questão de que a festa de seu casamento, no ano passado, fosse na Lov.e. Ela havia conhecido seu então namorado Marcelo na pista de dança e freqüentou a casa por anos seguidos. "Nada é mais sugestivo que celebrar a data num lugar chamado Lov.e, inaugurado em pleno Dia dos Namorados", acredita Cristina. Como a danceteria não estava fechada para o evento, noivos e convidados tiveram de dançar a caráter em meio aos modernos que fazem ponto na casa.

     
   
 
 
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