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FESTAS
A bebida da hora Símbolo das comemorações
de Natal e réveillon, espumante vende 50% a mais nesta época
do ano Roberto Gerosa Fotos
Mario Rodrigues
 | | Julia
Petit, na Champanheria, nos Jardins: fã de cava rosé
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Diz a lenda que, no século XVII, após
experimentar pela primeira vez o vinho com borbulhas que havia produzido na abadia
de Hautvillers, na região francesa de Champagne, o monge beneditino dom
Pierre Pérignon exclamou: "Estou bebendo estrelas!". Desde então,
o espumante virou sinônimo de celebração. Todo mundo quer
incrementar os brindes de Natal e réveillon com uma taça da bebida
(bem, em geral várias). As vendas nas lojas e nos supermercados costumam
aumentar 50% nas últimas semanas do ano. Há desde ótimos
rótulos nacionais até os tradicionais franceses. "Calculamos vender
2,1 milhões de garrafas de espumantes neste ano em São Paulo", afirma
o especialista em vinhos Carlos Cabral, consultor do grupo Pão de Açúcar.
"Metade delas entre novembro e dezembro." Nas nove lojas da Expand na capital,
a maior importadora do país, ocorre o mesmo fenômeno. Cinqüenta
por cento das 128.000 garrafas de prosecco e champanhe comercializadas durante
o ano são consumidas nesse período.
Mas não é só nas celebrações de fim de ano
que o espumante faz sucesso. A bebida é destaque também em festas
descoladas, bares exclusivos e restaurantes. O espanhol Toro, no Jardim Paulistano,
vai oferecer todas as terças-feiras de dezembro um menu degustação
a preço fixo (85 reais por pessoa) no qual as porções de
tapas, os tradicionais petiscos dessa culinária, serão acompanhados
de três diferentes tipos de cavas selecionadas pelo sommelier Cássio
Machado. Cava é o nome oficial dos espumantes produzidos na Espanha. No
Café Journal, um bar de Moema com uma caprichada adega, a combinação
é mais inusitada: feijoada com o espumante da casa. "A acidez da bebida
limpa a boca e quebra o peso do prato", afirma o enófilo Sérgio
Inglez de Sousa. Na Champanheria, no Jardim Paulista,
há eventos agendados quase todos os fins de semana. Como o nome da casa
sugere, os espumantes são os principais protagonistas. "Fazemos uma média
de catorze festas por mês", diz o empresário Fernando Autran, que
planeja abrir um bar só com esse tipo de serviço. Na megaloja da
Daslu já existe uma experiência assim para um público mais
endinheirado. Trata-se da M&P Champagne Bar, um oásis das borbulhas
encravado no piso térreo. Na carta, só champanhes franceses, como
Moët & Chandon e Veuve Clicquot. "As clientes costumam tomar suas taças
(41 reais, a mais barata) no fim da tarde, após as compras", conta uma
das sócias, a chef Marisa Revoredo. As garrafas abertas são preservadas
com rolhas especiais de pressão e trocadas a cada três dias. Neste
mês, o Champagne Bar vai oferecer a versão rosada do fermentado,
sucesso na última temporada européia. A produtora musical Julia
Petit já entrou na onda. Na festa que organizou no mês passado para
o pai, o publicitário Francesc Petit, ela escolheu uma cava rosé
para o tintim com os convidados. "Eles adoraram, tem um sabor diferente e muito
feminino", comenta Julia. "Acho que vai estourar no verão."  | Veuve
Clicquot Brut (200 reais): o champanhe francês mais vendido na cidade
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| Casa
Valduga Estações Blush: rosé nacional (33 reais) |
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Divulgação | Excellence
par Chandon Brut (70 reais): espumante brasileiro elogiado pelos críticos
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| Billecart-Salmon
Brut Rosé (390 reais): francês artesanal | Divulgação |
 | Codorníu
Clasico Brut (42 reais): tradicional cava espanhola |
| Salton
Brut Reserva Ouro (34 reais): boa relação custo-benefício
| Fotos
Mario Rodrigues |
 | Marson
Brut (48 reais): espumante gaúcho elaborado como champanhe
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| Rustico
(69 reais): prosecco italiano mais procurado na Expand |  |
 | Freixenet
Rosado Brut (45 reais): cava mais exportada do mundo aposta no rosé
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