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7 de dezembro de 2005
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FESTAS

A bebida da hora

Símbolo das comemorações de Natal
e réveillon, espumante vende 50%
a mais nesta época do ano

Roberto Gerosa

 
Fotos Mario Rodrigues
Julia Petit, na Champanheria, nos Jardins: fã de cava rosé


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Trecho do livro Espumante, o prazer é todo seu
Os vários tipos de espumantes
Vídeo: Espumantes X Champanhe

Diz a lenda que, no século XVII, após experimentar pela primeira vez o vinho com borbulhas que havia produzido na abadia de Hautvillers, na região francesa de Champagne, o monge beneditino dom Pierre Pérignon exclamou: "Estou bebendo estrelas!". Desde então, o espumante virou sinônimo de celebração. Todo mundo quer incrementar os brindes de Natal e réveillon com uma taça da bebida (bem, em geral várias). As vendas nas lojas e nos supermercados costumam aumentar 50% nas últimas semanas do ano. Há desde ótimos rótulos nacionais até os tradicionais franceses. "Calculamos vender 2,1 milhões de garrafas de espumantes neste ano em São Paulo", afirma o especialista em vinhos Carlos Cabral, consultor do grupo Pão de Açúcar. "Metade delas entre novembro e dezembro." Nas nove lojas da Expand na capital, a maior importadora do país, ocorre o mesmo fenômeno. Cinqüenta por cento das 128.000 garrafas de prosecco e champanhe comercializadas durante o ano são consumidas nesse período.

Mas não é só nas celebrações de fim de ano que o espumante faz sucesso. A bebida é destaque também em festas descoladas, bares exclusivos e restaurantes. O espanhol Toro, no Jardim Paulistano, vai oferecer todas as terças-feiras de dezembro um menu degustação a preço fixo (85 reais por pessoa) no qual as porções de tapas, os tradicionais petiscos dessa culinária, serão acompanhados de três diferentes tipos de cavas selecionadas pelo sommelier Cássio Machado. Cava é o nome oficial dos espumantes produzidos na Espanha. No Café Journal, um bar de Moema com uma caprichada adega, a combinação é mais inusitada: feijoada com o espumante da casa. "A acidez da bebida limpa a boca e quebra o peso do prato", afirma o enófilo Sérgio Inglez de Sousa.

Na Champanheria, no Jardim Paulista, há eventos agendados quase todos os fins de semana. Como o nome da casa sugere, os espumantes são os principais protagonistas. "Fazemos uma média de catorze festas por mês", diz o empresário Fernando Autran, que planeja abrir um bar só com esse tipo de serviço. Na megaloja da Daslu já existe uma experiência assim para um público mais endinheirado. Trata-se da M&P Champagne Bar, um oásis das borbulhas encravado no piso térreo. Na carta, só champanhes franceses, como Moët & Chandon e Veuve Clicquot. "As clientes costumam tomar suas taças (41 reais, a mais barata) no fim da tarde, após as compras", conta uma das sócias, a chef Marisa Revoredo. As garrafas abertas são preservadas com rolhas especiais de pressão e trocadas a cada três dias. Neste mês, o Champagne Bar vai oferecer a versão rosada do fermentado, sucesso na última temporada européia. A produtora musical Julia Petit já entrou na onda. Na festa que organizou no mês passado para o pai, o publicitário Francesc Petit, ela escolheu uma cava rosé para o tintim com os convidados. "Eles adoraram, tem um sabor diferente e muito feminino", comenta Julia. "Acho que vai estourar no verão."

 

Veuve Clicquot Brut (200 reais): o champanhe francês mais vendido na cidade
Casa Valduga Estações Blush: rosé nacional (33 reais)
Divulgação
Excellence par Chandon Brut (70 reais): espumante brasileiro elogiado pelos críticos
Billecart-Salmon Brut Rosé (390 reais): francês artesanal
Divulgação
Codorníu Clasico Brut (42 reais): tradicional cava espanhola
Salton Brut Reserva Ouro (34 reais): boa relação custo-benefício
Fotos Mario Rodrigues
Marson Brut (48 reais): espumante gaúcho elaborado como champanhe
Rustico (69 reais): prosecco italiano mais procurado na Expand
Freixenet Rosado Brut (45 reais): cava mais exportada do mundo aposta no rosé
     
   
 
 
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