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EVENTO
Clínica de gargalhadas Doutores da Alegria
comemoram catorze anos com festa no Sesc Marcela
Besson
Juan Esteves  |
| Os "besteirologistas", que já atenderam mais de 350 000
crianças em hospitais: sorriso como remédio |
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Veja também |
Trailer
de Doutores da Alegria | | | Injeções
de ânimo e doses generosas de bom humor. A prescrição dos
Doutores da Alegria é a mesma desde 1991, quando a organização
sem fins lucrativos foi fundada no Brasil e passou a levar diversão e arte
a crianças e adolescentes hospitalizados. Com jaleco branco, maquiagem
no rosto e nariz de palhaço, profissionais do palco percorrem os corredores
quase sempre frios e tristes de seis hospitais paulistanos. De leito em leito,
duplas de atores exibem suas performances cômicas e arrancam sorrisos dos
pequenos pacientes. Em catorze anos, os "besteirologistas" que atuam também
no Rio de Janeiro e no Recife já levaram esperança a cerca
de 350.000 crianças. Em São Paulo, o grupo é formado por
24 atores. Eles recebem salário e trabalham seis horas por dia, duas vezes
por semana. O aniversário
será comemorado com festa. Entre os dias 6 e 11, os Doutores da Alegria
espalham gargalhadas no evento Que Palhaçada É Essa?, no
Sesc Vila Mariana. Além de apresentações de espetáculos
adultos e infantis, a programação conta com exposição
de fotos, oficinas para profissionais da área de saúde e palestras.
O público pode ainda conferir nos cinemas, a partir do dia 23, o longa
Doutores da Alegria, de Mara Mourão, vencedor de dois prêmios
no Festival de Gramado deste ano. "O documentário é eficiente ao
mostrar o trabalho dos Doutores usando suas próprias armas: dispensa a
comoção para investir na alegria e no alto-astral", avalia o crítico
de cinema Miguel Barbieri, de Veja São Paulo. Palhaço fundador
do grupo, Wellington Nogueira decidiu visitar a ala infantil de hospitais após
conhecer o programa Clown Care Unit, lançado em 1986 pelo ator Michael
Christensen, em Nova York. "Conseguimos, aos poucos, humanizar o espaço
hospitalar", diz. "Nós, atores, pedimos licença para fazer teatro,
e as crianças, mesmo tocadas pela dor, despertam seu lado mais saudável
para viver um instante de felicidade." |