Publicidade
 
 

 
 


7 de setembro de 2005
COMPORTAMENTO
GASTRONOMIA
CIDADE
EVENTO
HISTÓRIA
CULTURA
Portal Veja São Paulo
DEZ MOTIVOS PARA...
AS BOAS COMPRAS
MISTÉRIOS DA CIDADE
TERRAÇO PAULISTANO
A OPINIÃO DO LEITOR
CRÔNICA
  

EVENTO

Clínica de gargalhadas

Doutores da Alegria comemoram
catorze anos com festa no Sesc

Marcela Besson


Juan Esteves
Os "besteirologistas", que já atenderam mais de 350 000 crianças em hospitais: sorriso como remédio


Veja também
Programação completa
Trailer de Doutores da Alegria

56K | 100K | 200K

Injeções de ânimo e doses generosas de bom humor. A prescrição dos Doutores da Alegria é a mesma desde 1991, quando a organização sem fins lucrativos foi fundada no Brasil e passou a levar diversão e arte a crianças e adolescentes hospitalizados. Com jaleco branco, maquiagem no rosto e nariz de palhaço, profissionais do palco percorrem os corredores quase sempre frios e tristes de seis hospitais paulistanos. De leito em leito, duplas de atores exibem suas performances cômicas e arrancam sorrisos dos pequenos pacientes. Em catorze anos, os "besteirologistas" – que atuam também no Rio de Janeiro e no Recife – já levaram esperança a cerca de 350.000 crianças. Em São Paulo, o grupo é formado por 24 atores. Eles recebem salário e trabalham seis horas por dia, duas vezes por semana.

O aniversário será comemorado com festa. Entre os dias 6 e 11, os Doutores da Alegria espalham gargalhadas no evento Que Palhaçada É Essa?, no Sesc Vila Mariana. Além de apresentações de espetáculos adultos e infantis, a programação conta com exposição de fotos, oficinas para profissionais da área de saúde e palestras. O público pode ainda conferir nos cinemas, a partir do dia 23, o longa Doutores da Alegria, de Mara Mourão, vencedor de dois prêmios no Festival de Gramado deste ano. "O documentário é eficiente ao mostrar o trabalho dos Doutores usando suas próprias armas: dispensa a comoção para investir na alegria e no alto-astral", avalia o crítico de cinema Miguel Barbieri, de Veja São Paulo. Palhaço fundador do grupo, Wellington Nogueira decidiu visitar a ala infantil de hospitais após conhecer o programa Clown Care Unit, lançado em 1986 pelo ator Michael Christensen, em Nova York. "Conseguimos, aos poucos, humanizar o espaço hospitalar", diz. "Nós, atores, pedimos licença para fazer teatro, e as crianças, mesmo tocadas pela dor, despertam seu lado mais saudável para viver um instante de felicidade."

     
   
 
 
VEJA on-line | Veja São Paulo
copyright © Editora Abril S.A. . todos os direitos reservados