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7 de janeiro de 2004
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MISTÉRIOS DA CIDADE
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MISTÉRIOS DA CIDADE

 

Sabe onde fica?

Heudes Régis


No inusitado ângulo desta foto, toras de madeira parecem brotar da parede de concreto. Na verdade, trata-se de passarelas que ligam duas torres de onze andares, vistas de baixo. Os círculos vermelhos são dutos de ventilação. Construídos em 1986, os prédios fazem parte de um complexo que abriga ginásios esportivos, salas de ginástica e piscinas, freqüentado diariamente por 3 000 pessoas. O projeto é da arquiteta Lina Bo Bardi, que restaurou uma antiga fábrica de tambores para acolher o Sesc Pompéia.

 

J. Miranda


Já provou a geléia de mate?

Se não bastassem as trinta opções de mate batido, a rede Rei do Mate agora vende uma geléia feita com a erva, produzida em Palmeira, no Paraná. O pote com 250 gramas custa 5 reais e por enquanto está disponível apenas na loja da Avenida São João, 582, centro.

 


Heudes Régis


• A bruxa da Gabriel Monteiro da Silva

No Halloween de 2002, o roqueiro Ray, que já tocou com o amigo de infância Supla, vestiu um manequim com roupas da mãe e acessórios da 25 de Março. Pendurou o resultado na árvore em frente à sua casa, na Alameda Gabriel Monteiro da Silva, perto da Marginal Pinheiros. A atração fez sucesso e a bruxa está lá até hoje. De vez em quando, a vassoura é trocada.

 

Heudes Régis


• A musicoteca do Teatro Municipal

Esta centenária litografia para a valsa Candinha pertencia ao fotógrafo Militão Augusto de Azevedo. Faz parte do acervo do Arquivo Histórico do Teatro Municipal, que reúne, em duas salas, álbuns de partituras raras, usadas nos saraus de antigamente. As 10 000 obras da musicoteca estão sendo informatizadas.

 

Alfredo Franco


• Quiosques para doação de livros

Quem tem livros velhos, repetidos ou esquecidos pode começar a desabarrotar a estante. Quiosques instalados em shoppings e museus recebem doações desde dezembro. A intenção do projeto, desenvolvido pela Faap, é criar bibliotecas em sete cidades do Estado até o fim do ano.

 

 

Memória paulistana

Reprodução Livro Automóvel no Brasil 1893-1966

Paulistano adora uma exposição de automóveis. Não é à toa que os salões realizados no Anhembi reúnem, a cada dois anos, cerca de 500 000 pessoas. O gosto pelos bólidos vem de longe. O primeiro evento do gênero ocorreu em 1923, no Palácio das Indústrias, atual sede do governo municipal. No ano seguinte, a Fordson inventou uma forma inusitada de divulgação: um trator trafegava pelas ruas da cidade com dois touros a reboque, mostrando que, graças aos novos veículos, animais não precisavam mais ser usados para puxar carroças.

 

Por onde anda...

Heudes Régis


Ao lado de sua irmã, a cantora Celly Campello, que morreu em março do ano passado, ele foi ídolo da primeira geração do rock brasileiro. Cantor entre 1958 e 1966, Tony Campello hoje mora com a mulher e a filha caçula em um apartamento na Rua Amaral Gurgel, na Vila Buarque. Aos 66 anos, o produtor musical Sérgio Benelli Campello (esse é seu nome de batismo) participa de um projeto de recuperação do acervo da gravadora BMG. "Também pesquiso gravações inéditas e imagens do programa Crush em Hi-Fi, que apresentamos na Record", diz.

 

Como surgiu este nome?

Regente, ministro e senador, o padre Diogo Antônio Feijó nasceu em São Paulo, em 1784. Viveu durante muitos anos perto de onde hoje fica a Catedral da Sé, na antiga Rua da Freira, que tinha esse nome por causa de uma moradora vinda do Convento de Santa Tereza. Quando Feijó morreu, em 1843, seu corpo foi embalsamado e ficou exposto à visitação pública por dias, dentro de casa. Dezoito anos depois, a rua recebeu seu nome. Além da Senador Feijó, no centro, a Avenida Regente Feijó, na Água Rasa, também o homenageia.

 

         
     
 
 
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