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LAZER
Lição radical
Divertidas
e cheias de adrenalina,
aulas de wakeboard movimentam
a Guarapiranga
Erika Sallum
Fotos Mario Rodrigues
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O
instrutor Marito faz manobras na represa: marolas emocionantes
e uma técnica que pode ser aprendida em poucas horas |
Em
dias sem ondas, surfistas dos Estados Unidos começaram a
matar o tempo brincando de ser rebocados por lanchas. Em cima das
pranchas e ligados ao barco por uma corda, divertiam-se com as marolas
provocadas pelo motor. Surgiu daí um dos esportes radicais
mais badalados dos últimos tempos: o wakeboard (wake significa
marola em inglês, e board é prancha). Com movimentos
inspirados no esqui aquático, no snowboard (uma espécie
de surfe na neve) e no skate, a modalidade chegou ao Brasil nos
anos 90 e já é praticada por cerca de 40.000 pessoas
no país entre elas, figuras conhecidas como o apresentador
Luciano Huck.
Bem menos complicado que a maioria dos esportes de ação,
que quase sempre exigem alto preparo físico e uma bela dose
de coragem, o bê-á-bá do wakeboard pode ser
aprendido em poucas aulas. Em São Paulo, os cursos geralmente
acontecem na Represa de Guarapiranga. "Para quem anda de skate,
por exemplo, ou tem bom equilíbrio, em quinze minutos é
possível ficar em pé sobre a prancha", afirma o instrutor
Mario Manzoli, o Marito, dono da escola e loja de equipamentos Wake
na Veia. "Quem tem medo ou é mais ansioso, em uma hora pode
se soltar e já entrar na brincadeira com as ondas." Dono
de uma lancha na Guarapiranga, o comerciante Franklin Buttler começou
a ter aulas em agosto. Acostumado ao slalom (tipo de esqui aquático),
não sentiu grandes dificuldades para pegar logo de início
os passos básicos. "Tomei gosto e hoje faço duas aulas
por semana", diz ele, que ainda arrastou a mulher para praticar
a seu lado.
Com duração de uma hora (a 120 reais, em média),
as aulas acontecem com o iniciante dentro da água e o professor
dando orientações enquanto dirige a lancha. Dali,
ele provoca as marolas ideais para cada tipo de manobra. No wakeboard,
há mais de 150 dessas manobras, divididas em três grupos:
os grabs (ou pegadas na prancha), as rotações (em
que o atleta dá uma série de voltas em torno de si
mesmo) e os invertidos (ou saltos). "O barato é misturar
grabs com giros de 180 graus, por exemplo, e depois acrescentar
invertidos bem loucos", conta o instrutor Dedé Figueiredo,
dono da escola 2D. Como toda modalidade radical, o wakeboard apresenta
riscos, pois as quedas ocorrem em velocidades que ultrapassam 35
quilômetros por hora. São comuns luxações
entre os praticantes, principalmente nos joelhos. "Todo mundo cai,
mas, tomando os devidos cuidados, está longe de ser um esporte
perigoso", explica Figueiredo.
Praticar o wakeboard sai caro. A prancha nacional custa cerca de
600 reais. As botas, de espuma, 550 reais. É preciso acrescentar
mais 100 reais pelo manete com corda e outros 300 reais pelo colete
salva-vidas, item obrigatório. Equipamento opcional, a roupa
de neoprene sai, em média, por 350 reais. Para os aficionados,
os gastos compensam porque o wakeboard, garantem, é diversão
garantida. Até fevereiro, a Wake na Veia vai dar aulas no
Guarujá e, junto com a 2D, promove clínicas (com aulas
intensivas durante toda a semana) na Represa de Igaratá,
a 92 quilômetros da capital.
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KIT
BÁSICO
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Manete
com corda:
100 reais |
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Botas
de espuma:
550
reais |
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Prancha
de fibra
de vidro: 600
reais |
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