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VALE
A VIAGEM
Um
dia no campo
Produtores
de Jundiaí e região
abrem as porteiras
de seus sítios
para o turismo rural
Alice
Granato
Fotos Mario Rodrigues
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| Sítio
São Roque: visitantes podem acompanhar a colheita e se deleitar
com doces |
A calmaria
do campo e o canto de passarinhos substituem a agitação
da cidade grande. Não há stress que resista ao aroma
das plantações e ao tratamento hospitaleiro nas propriedades
rurais. Afinal, nada melhor para esquecer as atribulações
do dia-a-dia que um passeio no meio do mato. Esse é o principal
atrativo do Circuito das Frutas, um roteiro turístico por
sítios localizados em oito municípios próximos
à capital. Apesar do nome, ele oferece mais do que idas a
pomares. Os visitantes podem igualmente conhecer criações
de avestruzes, cultivo de orquídeas e plantações
de cana-de-açúcar. Recém-implantado, o circuito
surgiu da necessidade de os pequenos proprietários de Jundiaí
e região ampliarem sua receita. Os pacotes de um dia no campo
custam 35 reais e incluem café da manhã, almoço,
transporte a partir de Jundiaí (a 60 quilômetros de
São Paulo) e acompanhamento de guias.
A
programação é bastante variada. No Sítio
São Roque, em Jundiaí, por exemplo, a família
Marquezin recebe os turistas em suas plantações de
pêssego, nectarina e uva. Quem quiser pode pegar uma cestinha
e colher as frutas no pé. "O que para a gente é trabalho
para outros é pura diversão", conta Vagner Marquezin,
23 anos, um dos responsáveis pelo acompanhamento das visitas.
Na saída, o turista pode comprar e levar as frutas que colheu
(o quilo do pêssego e da nectarina custa 3,50 reais). Há
ainda a opção de adquirir compotas de doces feitas
pela matriarca Maria Cristina. "As pessoas que procuram o turismo
rural querem tudo bem caseiro, como não encontram em sua
cidade", diz José Luiz Rizzato, presidente da Associação
de Turismo Rural do Circuito das Frutas e dono de uma agência
que organiza a viagem.
Fotos Mario Rodrigues
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ues
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| Museu
do Vinho: aulas sobre o processo de produção da bebida e loja
de suvenires |
Alguns
proprietários montaram atrações extras para
deixar os passeios mais prazerosos. No sítio da família
Brunholi, também em Jundiaí, além de visitar
as plantações de uva, os turistas acompanham o processo
de produção dos rústicos vinhos locais. Os
Brunholi inauguraram no mês passado o Museu do Vinho, uma
construção na forma de um imenso tonel com equipamentos
antigos de produção artesanal e uma lojinha de suvenires.
Um monitor treinado conta histórias curiosas sobre a fabricação
da bebida. O almoço é servido em um restaurante de
estilo italiano. Outro atrativo são os pés de pitanga
e jabuticaba localizados no quintal da casa. "As crianças
ficam enlouquecidas", conta o proprietário Marcos Brunholi,
que aos sábados e domingos costuma receber até 300
pessoas. Em Indaiatuba, os visitantes têm a oportunidade de
se divertir observando uma criação de avestruzes e
se deliciar com acerolas orgânicas, que se transformam em
apetitosos doces, geléias e licores. No Alambique Ferrara,
em Jarinu, dá para acompanhar a produção das
conhecidas cachaças da região. "Há passeios
para todos os gostos", diz José Luiz Rizzato. "É só
escolher o roteiro e preparar-se para entrar em outro ritmo."
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