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6 de setembro de 2006
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TERRAÇO PAULISTANO
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CRÔNICA
  

TERRAÇO PAULISTANO

Alvaro Leme e Marcella Centofanti

Queridinho dos Baumgart

Fotos Fernando Moraes
Rossi: patrocínio para estudar na Rússia


O pianista catarinense Pablo Rossi, de 17 anos, é um prodígio da música erudita. Além de talento, ele tem sorte. Há dois anos, sua carreira vem sendo patrocinada pelo casal Yara e Roberto Baumgart. Ricos e poderosos, donos de uma das mais imponentes mansões de São Paulo, eles se encantaram quando viram o rapaz tocar na Sala São Paulo. Na próxima semana, Pablo embarca para uma temporada de seis anos de estudos em Moscou, bancada por seus mecenas. "Quando estou na cidade fico hospedado na casa deles e sou tratado como um filho", diz ele. "O Pablo precisava dessa chance", derrete-se Yara.

 

Paz, amor e cogumelos


Ticiane: como uma hippie dos tempos da mamãe e do maridão

Atriz há mais de dez anos, Ticiane Pinheiro torce o narizinho quando associam sua carreira ao fato de ser filha de Helô Pinheiro, a Garota de Ipanema. Casada com o publicitário Roberto Justus, ela já se prepara para ouvir gracinhas com sua estréia na novela Cidadão Brasileiro, da Record, onde ele apresenta O Aprendiz. "Sei que vão me criticar por ser no mesmo canal", diz. Ticiane, 30 anos, mudou o look para fazer o papel de uma hippie dos tempos da mamãe e do maridão. Trocou os cabelos loiros por um castanho com franjinha. A primeira cena que gravou parece avançadinha para um canal comandado por evangélicos: ela serve um chá de cogumelos alucinógenos. "Tudo muito discreto", garante.

 

Do tum-tum-tum ao chá-chá-chá

Hortência, com o personal trainer de dança Philip Miha: "Virou minha terapia"

Inconformada com o quarto lugar que seus movimentos meio durinhos lhe renderam na competição Dança dos Famosos, no Domingão do Faustão, a ex-rainha do basquete Hortência Marcari quer deixar aflorar sua porção, digamos, malemolente. "Atleta não tem essa coisa de gingado", explica ela, no momento solteira. Contratou, então, um personal dancer (ou seja, um professor de dança para chamar de seu) que lhe dá duas lições semanais de salsa, tango e zouk, ritmo afro-caribenho semelhante à lambada. "Só me arriscava naquele tum-tum-tum de discoteca", diz. "Virou minha terapia."

 

O xerife da Sampaio Vidal

Mariutti: "Chega de desmoralização"

Que tal dar de cara com um marmanjo que faz da porta de sua casa um mictório? Diante dessa cena, o decorador Germano Mariutti percebeu que era preciso lutar contra a degradação da Rua Sampaio Vidal, no Jardim Paulistano, que vive um inferno astral desde as obras do túnel na vizinha Rebouças. "Chega de desmoralização", afirma Mariutti, morador de lá há sete décadas. Como novo presidente da associação de moradores da rua, pretende chegar a um acordo com os restaurantes próximos, que usam a via como estacionamento. "Se é para batalhar por algo em que acredito, viro um menino de 20 anos", diz ele, aos 83.

 

Depois do Sirena, a Pacha

Kalil: de olho nos vizinhos e na prefeitura

Volta e meia, espalha-se pela cidade o boato de que a Pacha, uma das mais badaladas redes internacionais de casas noturnas, abrirá uma filial por aqui. Ao que tudo indica, desta vez é para valer. "Vamos inaugurar entre outubro e novembro", afirma o empresário Carlinhos Kalil, que traz sua experiência como sócio do longevo clube Sirena, sucesso no Litoral Norte há mais de uma década. A Pacha paulistana será instalada num galpão na Vila Leopoldina, próximo ao Ceagesp. Ela seguirá os padrões arquitetônicos da original, com uma exceção: não vai reproduzir seu famoso terraço. "Teríamos problemas com a vizinhança e a prefeitura", diz Kalil.

     
   
 
 
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