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A OPINIÃO DO LEITOR
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"Não
podemos exigir que nosso prefeito anteveja soluções
para todos os
problemas de uma das maiores
cidades do planeta. Mas, depois das
inúmeras dicas de Veja São Paulo,
abster-se seria vergonhoso."
Antonio Tozo
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Propostas
para a cidade
Eu me irrito profundamente quando
as pessoas param do lado esquerdo na escada rolante do metrô.
Morei em Londres e, no começo, quando ainda não conhecia
essa regra, levei muita bronca dos usuários. Que tal começarmos
a dar bronca também? Em Brasília, a regra das faixas
de pedestres é realmente seguida. Se aprendermos essas pequenas
coisas, tenho certeza de que viveremos em uma cidade mais civilizada
("Que tal copiar?", 30 de agosto).
Juliana Guerra
A idéia do cartão
tipo Zona Azul que serve para o dia inteiro no Rio de Janeiro é
de fato boa, mas na prática não funciona. Os flanelinhas
regulamentados pelo governo cobram antecipado por um cartão.
Se o motorista muda o carro de lugar, é pressionado a deixar
mais 1 real para "o café".
Anna Flavia Tudeia Oliveira
Como sete das quarenta idéias
da matéria se referem ao metrô, não posso deixar
de mencionar uma proposta que São Paulo exportou. Há
mais de três anos, a 24X7 Cultural Máquinas
de Livros incentiva o hábito da leitura vendendo livros em
máquinas automáticas no metrô. A maioria custa
menos de 5 reais. Existem máquinas temáticas, como
as orientadas para a literatura obrigatória para o vestibular,
com obras a partir de 2,99 reais. Após ser testado e aprovado
no Rio de Janeiro, o serviço começa a ser expandido
para cidades de pequeno e médio porte, como Maringá,
no Paraná.
Fabio Bueno Netto
Minha idéia é que
a prefeitura deixe de pintar de branco nossos postes e guias. Além
de economizar material e mão-de-obra, vamos deixar São
Paulo mais bonita e menos provinciana. Vi que alguns viadutos e
pontes estão sendo revestidos numa cor de concreto claro,
muito mais agradável do que aqueles tons berrantes que desbotam,
deixando a cidade com um ar decadente.
Guilherme Rodrigues Alves
Desde 2002, o governo do estado
tem um projeto de despoluição do Rio Pinheiros por
meio do sistema de flotação, que não pode ser
implantado porque o Ministério Público questiona o
teste. Com relação ao Rio Tietê, o governo pretende
conseguir recursos para a terceira etapa da obra. Muito já
foi feito até agora.
Zuleica Maria Lisboa Perez
Boas idéias devem ser
sempre copiadas e aperfeiçoadas. Não concordo, porém,
com os semáforos com contagem regressiva. Devemos considerar
que, em primeiro lugar, sinal de trânsito não é
largada de Fórmula 1. Em segundo, o Código Nacional
de Trânsito diz que os motoristas não podem movimentar
o carro imediatamente quando o sinal fica verde, mas apenas após
verificar que não há nenhum pedestre na faixa de segurança.
O sinal com aviso de tempo coloca ainda mais em risco o pedestre.
É claro que essa regra não é cumprida. A maioria
dos motoristas e motociclistas dispara com a mudança do sinal
para verde.
Ivo Sznelwar
Faltou uma proposta na reportagem,
talvez a mais importante: um prefeito como Rudolph Giuliani, que
governou Nova York.
João Luiz Pereira da Costa Dias
Cerca de 70% do ruído
do tráfego é proveniente do deslocamento de ar entre
o pneu e o pavimento. Hoje existem tecnologias de revestimento asfáltico
que reduzem drasticamente esse barulho.
Eduardo Samara
Com relação ao
item ar-condicionado no metrô, como no Rio de Janeiro, gostaria
de contribuir com a seguinte informação: em duas linhas
da CPTM, os trens possuem ar-condicionado. Com bastante esforço,
estamos mudando os trens de subúrbio em São Paulo.
São linhas de mais de 130 anos ganhando cara nova.
Nanci Moraes
As propostas apresentadas por
Veja São Paulo reforçam minha convicção
de que parte dos problemas do trânsito se resolveria com educação
e cidadania. Semáforos com cronômetro, para alguns
especialistas, são mais perigosos que os tradicionais. Há
motoristas que aceleram, ao invés de reduzir a velocidade,
quando percebem o tempo se esgotando. Nesse caso, os acidentes podem
ser ainda mais violentos. Quanto ao aviso sonoro para cegos, também
há dúvidas sobre sua eficácia. Lembro que,
em São Paulo, 49,7% das vítimas de trânsito
são pedestres. Assim, acredito que seja mais seguro para
os deficientes visuais, bem como para crianças e idosos com
alguma dificuldade de locomoção, contar sempre com
um braço solidário. Sugiro que, numa outra oportunidade,
seja avaliada também a criação de motovias
(faixas exclusivas para motos), já que a faixa cidadã
não surtiu o efeito desejado.
Adilson Amadeu
Presidente da Comissão de Trânsito e Transporte
da Câmara Municipal de São Paulo
Tampas de bueiros decoradas?
São Paulo não é Tóquio. A não
ser que lá também roubem grades de bocas-de-lobo,
placas de trânsito, fios telefônicos...
Carlos Bruni Fernandes
A idéia dos pontos de
ônibus circulares é fantástica. Perto do túnel
da São Gabriel, na Avenida Santo Amaro, os ônibus às
vezes chegam a ficar parados dez minutos para o embarque dos passageiros.
Os que estacionam atrás bloqueiam o acesso às avenidas
São Gabriel e Brigadeiro Luís Antônio. Quanto
ao display que mostra o intervalo entre os trens de metrô,
ele foi instalado na reforma dos corredores de ônibus, mas
funcionou só por três meses.
Guilhermino Pinheiro
Uma idéia de fácil
aplicação seria transformar a CET numa empresa que
deixasse de gastar dinheiro com equipamentos que têm por objetivo
apenas multar, e não disciplinar o trânsito. Quem sabe
assim ela deixaria de ter o apelido de Companhia de Engarrafamento
de Tráfego.
José Renato Nascimento
O metrô de Londres orienta
as pessoas a usar o lado direito porque as estações
têm somente escadas rolantes. É diferente das nossas,
que possuem escadas normais para os apressadinhos.
João José Augusto Mendes
Ivan
Angelo
Nem todos resolvem um problema
comum do mesmo jeito... Certa vez, na minha infância, um amiguinho
da rua apareceu com uma orelha que jorrava sangue. Dizia ter sido
picado por uma abelha-africana. Sua mãe o levou imediatamente
ao Instituto Butantan. Quando o menino voltou, descobrimos que ele
havia sentido uma coceira na orelha, mas não tinha sido picado.
Ele se machucou com uma tampa de latinha que estava em sua mão
por acaso ("Mínimas coisas", 30 de agosto).
Gil Ribeiro
Muito me admira que um cronista
de Veja São Paulo descreva o povo de Minas Gerais
como gente esquisita. Foi uma tirada infeliz.
Wagner Brandão
Concordo com a crônica
de Ivan Angelo. Nada mais gostoso do que um adeus, principalmente
das mãos de uma criança. Outro dia conversava com
meu marido sobre os pequenos gestos que o homem aprendeu em algum
ponto da evolução. Ficamos curiosos em saber quando
teria sido descoberto o prazer de um beijo.
Christina Stankovic
Crime
de Alphaville
Peço perdão pelo
gesto politicamente incorreto, mas preciso me manifestar sobre a
reportagem "A tragédia de Alphaville" (30 de agosto). Eu
me pergunto por que aquele pai não se matou antes de atirar
nos filhos. Ele não deveria ter matado pessoas inocentes
por conta de seu desespero.
Hilpert Zamith
"Até
agora não consigo entender o que leva um pai a tirar a vida
de seus três filhos. Fiquei estarrecida com o crime e com
a entrevista da mãe."
Rosemeire Aparecida dos Reis
Shoppings
Com relação à
matéria "Tudo por um consumidor" (23 de agosto), gostaria
de expressar minha frustração pelo fato de a reportagem
não ter citado a construção do Shopping Metrô
Tatuapé 2. O shopping vai criar empregos e contribuirá
para o crescimento da economia paulistana.
Cecilia Felippe Nery
Um detalhe importante não
foi incluído na reportagem: o conforto acústico. É
lamentável sermos torturados com o som alto de algumas lojas,
quando não do próprio shopping, como no caso do Villa-Lobos.
Marcus Bastos
Cozinhas
do mundo
A reportagem "Uma deliciosa disputa"
(9 de agosto) está muito boa. Achei as idéias de ambos
os tipos de culinária muito interessantes. Seria legal se
a revista comparasse a culinária antiga com a culinária
atual de um mesmo país. Essa é a minha sugestão
para uma nova matéria.
Camila Bernardi
12 anos
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Agora nos Mistérios
da Cidade
Ilustração Negreiros
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As reportagens de capa "Mentiras
ou verdades?" (9 de agosto) e "Que tal copiar?" (30 de agosto)
estão entre as mais comentadas pelos leitores de Veja
São Paulo em 2006. Com isso, os temas serão
novamente explorados pela revista. A partir da próxima
edição, a coluna Mistérios da Cidade
vai desvendar, periodicamente, outros mitos paulistanos e
apontar novas idéias de fora que podem ser adotadas
em São Paulo. Mande suas sugestões para o endereço
eletrônico misterios@abril.com.br.
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