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BEBIDA O teste
do chocolate quente La Vie en Douce foi a campeã
entre dez casas Nana Caetano No princípio,
todo chocolate era chocolate quente. Explica-se: foi na forma de bebida que, no
século XIV, o cacau originário da América Central chegou
à Europa e se tornou um dos alimentos mais apreciados do mundo. Em São
Paulo, a moda atualmente é o submarino. Trata-se da combinação
de chocolate em barra e leite quase fervendo. Mas por aqui há espaço
também para o tipo tradicional, aquela clássica fusão de
leite e pó, e para o tipo europeu, que lembra um mingau (algumas casas
o chamam de italiano; outras, de espanhol; outras ainda, de chocon'up).
Veja São Paulo testou anonimamente
as versões produzidas por dez docerias e lanchonetes da cidade. O submarino
criado pela chef Carole Crema, da La Vie en Douce, levou a melhor. Inspirada em
receitas americanas, Carole combinou o blend de chocolates de sua doceria (que
leva matéria-prima belga e brasileira) com uma pasta de avelã importada.
"Como a avelã tem gordura, ela faz com que o chocolate se derreta todo
quando misturado ao leite", diz. O resultado é um líquido cremoso
e saboroso. Na Chocolat du Jour, que ficou em segundo lugar, a perdição
atende pelo nome de choco chaud. É uma mistura que combina leite em pó
com chocolate em lascas. São tão bons que podem ser provados até
nos dias de temperatura elevada deste imprevisível inverno. |