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NOITE
Com
jeito de vila
Novos
bares atraem gente jovem
e descolada para
os sobradinhos
antigos da Pompéia
Alessandro
Duarte
Fotos Heudes Regis
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| O
quintal cheio de árvores da Casa do
Espeto:
em dias quentes,
saem da
churrasqueira 1
500 petiscos |
Apesar
de estar a poucos quilômetros do centro da cidade e ter vizinhos
bem mais agitados, como Perdizes e Vila Madalena, a Vila Pompéia,
na Zona Oeste, sempre foi conhecida por sua relativa tranqüilidade.
À noite, esse sossego era ainda maior, já que o bairro
nunca contou salvo raras exceções com
opções de bares e restaurantes capazes de atrair os
moradores. Essa situação começou a mudar há
três anos, quando uma série de botecos tomou conta
de imóveis antes residenciais. Surgiram aí o Pompéia,
o O'Bar e o Botequim, que passaram a concorrer com o tradicional
Pé pra Fora. Agora, o número de opções
aumentou sensivelmente. Pelo menos uma dezena de estabelecimentos
abriu de lá para cá. Todos com perfil semelhante.
Ocupam casas térreas ou sobradinhos construídos em
meados do século passado, têm ar despojado e as inevitáveis
mesinhas na calçada. São bem parecidos com o que se
vê na Vila Madalena, por sinal.
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| Dos
mesmos donos do Dona Felicidade, o Tiro Liro atrai pelo chope
bem tirado: happy hour sem congestionamentos
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Rogério Albuquerque
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| Além
das paredes de tijolinho à vista,
um dos charmes do Olivo é o mezanino: imóveis
dos anos 50 |
"A região vem recebendo uma série de lançamentos
imobiliários", explica Francisco Castro Neves, diretor de
projetos da consultoria de geomarketing Escopo. "Esses prédios
atraem gente jovem e uma oferta maior de serviços e diversão."
Entre as novidades, as mais badaladas são Tiro Liro, Olivo,
A Lapinha, Vilassol, Ley Seca e a recém-inaugurada Casa do
Espeto. Essa última serve como exemplo do potencial do bairro.
Em um imóvel de 150 metros quadrados incrustado em um terreno
três vezes maior, dois casais de amigos resolveram investir
numa fórmula inusitada: servem exclusivamente espetinhos,
como aqueles que se preparam em um churrasco entre amigos. Há
os de carne, lingüiça, frango e queijo coalho, entre
outros. Os clientes pagam apenas o que consumirem. Não raro,
o amplo quintal fica lotado, e em dias mais quentes os proprietários
chegam a fazer 1.500 petiscos. "Em poucos lugares da cidade encontraríamos
um imóvel que servisse tão perfeitamente para nossas
intenções", afirma Roberto Arboleda, um dos sócios.
O público é formado basicamente por gente da redondeza,
que não suporta os congestionamentos nem as filas para deixar
o carro com manobristas de outros cantos. "O bairro é um
prato cheio para quem quer sair à noite mas é um pouco
avesso à badalação", diz o professor de gastronomia
Paulo Ferreti. Resta saber se, com tantas novidades, essa tranqüilidade
não está com os dias contados.
Heudes Regis
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| A
Lapinha surpreende pela
boa variedade de pratos
e caipirinhas: mesas trazem citações
a botecos tradicionais e novidades badaladas
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Casa do Espeto, Rua Cotoxó, 582,
3676-0436.
A Lapinha, Rua Coriolano, 336,
3672-7191.
Ley Seca, Rua Diana, 613,
3868-4270.
Olivo, Rua Tucuna, 381,
3872-8880.
Tiro Liro, Rua Cotoxó, 1185,
3868-3551.
Vilassol, Rua Miranda de Azevedo, 351,
3672-3061.
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