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5 de julho de 2006
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Parque do Ibirapuera e shoppings
são os preferidos dos paulistanos

Rodrigo Brancatelli

 
Mario Rodrigues


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Todos os anos, 4 milhões de pessoas visitam a cidade de São Paulo. Um contingente que passa em média três dias na capital, movimenta mais de cinqüenta setores da economia – dos 50.000 apartamentos da rede hoteleira aos 33.000 motoristas de táxi – e deixa por aqui 2,6 bilhões de reais. Poucos desses turistas, no entanto, correspondem àquela figura clássica do sujeito com camisa florida e câmera fotográfica pendurada no pescoço. Segundo o São Paulo Convention & Visitors Bureau (fundação que reúne empresários ligados ao turismo), 73,5% dos viajantes estão aqui a negócios. Para traçar um plano de como aumentar a porcentagem dos visitantes que desembarcam nos aeroportos de Cumbica ou Congonhas atrás apenas de diversão, a São Paulo Turismo (SP Turis) fez uma pesquisa com 2.200 paulistanos a fim de saber o que há de melhor na cidade e o que precisaria ser aprimorado para atrair mais gente. "Nos próximos três anos, queremos que o número de turistas cresça 30%", afirma Caio Luiz de Carvalho, presidente da SP Turis. "São Paulo pode se transformar no centro cultural da América Latina, e os moradores precisam ajudar nesse processo."

As opções de lazer e os equipamentos culturais foram bem avaliados pela população. Para confirmar a fama de "praia dos paulistanos", os shopping centers receberam a maior nota da pesquisa: 9,1. Os 120 teatros da capital levaram 9, enquanto os museus – sendo o do Ipiranga e o Masp os mais lembrados – e os cinemas, 8,8. A média geral de São Paulo ficou em 7,1. A culpa foi da segurança e do trânsito, que puxaram a nota para baixo, com respectivos 3,1 e 2,7. Realizada entre 25 de maio e 3 de junho, a pesquisa reflete em parte o medo causado pela onda de ataques do Primeiro Comando da Capital (PCC), dias antes. A segurança foi criticada por 71% dos entrevistados. Bem atrás vêm o desemprego, com 25% das queixas, e o trânsito, com 22%. Mesmo assim, apenas 6% dos moradores afirmam não gostar de morar aqui.

 
Daniela Picoral

     
   
 
 
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