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PESQUISA
O melhor de São Paulo Parque do Ibirapuera
e shoppings são os preferidos dos paulistanos Rodrigo
Brancatelli Mario
Rodrigues
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Todos os anos, 4 milhões de
pessoas visitam a cidade de São Paulo. Um contingente que passa em média
três dias na capital, movimenta mais de cinqüenta setores da economia
dos 50.000 apartamentos da rede hoteleira aos 33.000 motoristas de táxi
e deixa por aqui 2,6 bilhões de reais. Poucos desses turistas, no
entanto, correspondem àquela figura clássica do sujeito com camisa
florida e câmera fotográfica pendurada no pescoço. Segundo
o São Paulo Convention & Visitors Bureau (fundação que
reúne empresários ligados ao turismo), 73,5% dos viajantes estão
aqui a negócios. Para traçar um plano de como aumentar a porcentagem
dos visitantes que desembarcam nos aeroportos de Cumbica ou Congonhas atrás
apenas de diversão, a São Paulo Turismo (SP Turis) fez uma pesquisa
com 2.200 paulistanos a fim de saber o que há de melhor na cidade e o que
precisaria ser aprimorado para atrair mais gente. "Nos próximos três
anos, queremos que o número de turistas cresça 30%", afirma Caio
Luiz de Carvalho, presidente da SP Turis. "São Paulo pode se transformar
no centro cultural da América Latina, e os moradores precisam ajudar nesse
processo." As opções
de lazer e os equipamentos culturais foram bem avaliados pela população.
Para confirmar a fama de "praia dos paulistanos", os shopping centers receberam
a maior nota da pesquisa: 9,1. Os 120 teatros da capital levaram 9, enquanto os
museus sendo o do Ipiranga e o Masp os mais lembrados e os cinemas,
8,8. A média geral de São Paulo ficou em 7,1. A culpa foi da segurança
e do trânsito, que puxaram a nota para baixo, com respectivos 3,1 e 2,7.
Realizada entre 25 de maio e 3 de junho, a pesquisa reflete em parte o medo causado
pela onda de ataques do Primeiro Comando da Capital (PCC), dias antes. A segurança
foi criticada por 71% dos entrevistados. Bem atrás vêm o desemprego,
com 25% das queixas, e o trânsito, com 22%. Mesmo assim, apenas 6% dos moradores
afirmam não gostar de morar aqui.  | Daniela
Picoral
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