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5 de julho de 2006
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A embaixatriz da Record

Bianca Rinaldi faz sucesso fora do país
com a exportação de A Escrava Isaura

Isabela Barros

Mario Rodrigues
Bianca: contrato até 2010 e salário de
50 000 reais na emissora da Barra Funda
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Nos corredores da Record, na Barra Funda, nenhum artista faz tanto sucesso quanto ela. Entre um estúdio e outro, a atriz Bianca Rinaldi, 31 anos, não consegue caminhar mais que 5 metros sem ser abordada por algum funcionário. Justificando a fama de boazinha, ela agradece os elogios e não se cansa de distribuir beijinhos. Dentro ou fora da emissora do bispo Edir Macedo, a ex-paquita do Show da Xuxa tem mesmo motivos para estar de bem com a vida. Protagonista da novela Prova de Amor, a maior audiência obtida pelo canal até hoje (média de 16 pontos no ibope), ela ainda comemora o sucesso de uma outra trama: A Escrava Isaura. Ao interpretar a mocinha romântica criada por Bernardo Guimarães no fim do século XIX, Bianca ficou conhecida também no exterior. Tanto que seguirá nesta quarta para Santiago, no Chile, onde participará de uma exibição fechada do último capítulo de A Escrava Isaura numa sala de cinema. Na platéia, a presidente Michelle Bachelet.

A atriz paulistana colhe os frutos da decisão acertada de ter trocado a Globo pelo SBT – em que protagonizou Pícara Sonhadora – e, em seguida, pela Record, na qual trabalha desde 2004. Bianca não diz quanto ganha, mas a estimativa do mercado é que seu salário gire em torno de 50.000 reais, o equivalente ao de atores de primeiro time da Globo. "Bianca acertou na loteria ao ir para a Record", afirma Ricardo Feltrin, crítico de TV e colunista do portal UOL. "As chances dela seriam ridículas na Globo. Lá, a lista de espera pelos melhores papéis é imensa." Para conquistar o contrato polpudo assinado até 2010, Bianca enviou seu portfólio ao departamento de comunicação da emissora paulistana. A iniciativa deu certo. Depois de analisar o material, o diretor Herval Rossano a convidou para viver a heroína que fez de Lucélia Santos uma celebridade mundial com a primeira versão da novela, lançada pela Globo em 1976. No rastro da trama global, exportada para 79 países, A Escrava Isaura da Record já foi vendida para dezoito emissoras estrangeiras.

 

Flavio Torres
Em cena como Isaura: a trama foi vendida para dezoito países

Loira natural, Bianca pintou as madeixas de negro como as asas da graúna para viver a escrava. Manteve um tom castanho em Prova de Amor. Além de ser considerada uma profissional dedicada, a principal atriz da Record faz sucesso por um outro motivo: a atenção dedicada aos fãs. Sem tempo para responder aos cerca de 500 e-mails que recebe por dia, ela avisa, em sua página na internet, que anda atarefada, mas que "nunca se esquece" de seus admiradores. Abre uma exceção aos pedidos de ligações para crianças doentes. Nesses casos, ela faz questão de retornar. "Não custa nada dar um telefonema. O mínimo que posso fazer é retribuir o carinho que recebo", afirma. A imagem de mocinha atenciosa é reforçada por ações como um jantar oferecido para quarenta aficionados no bar Pequi, em Cerqueira César, no ano passado. "Quando tiver tempo, quero organizar outro", conta.

 
João Passos
Nos tempos de paquita: loirice reforçada Com Petrônio Gontijo: Pícara Sonhadora

Nascida e criada no bairro da Vila Sônia, na Zona Oeste, onde vive até hoje sua mãe, Maria da Glória, ex-copeira do hospital Albert Einstein, Bianca mantém alguns dos hábitos da infância de classe média baixa. Controla as finanças pessoalmente e é um tanto pão-duro. Na semana passada, desistiu de comprar uma blusa de seda quando descobriu que custava 400 reais. "Acho o preço muito alto para uma peça tão comum", disse. Perguntada sobre as suas compras mais caras até hoje, ela não cita jóias ou carros, mas os dois imóveis que tem na capital: o loft em que mora, em Pinheiros, e um apartamento de quatro quartos na Chácara Santo Antônio, a ser entregue em 2008. O novo endereço servirá de residência para Bianca e o marido, o empresário Eduardo Menga, 22 anos mais velho que ela. "Bianca é generosa e observadora, sempre consegue enxergar virtudes nas pessoas", derrete-se Menga. Em seu pouco tempo livre em São Paulo (atualmente, grava no Rio de Janeiro), a atriz gosta de jantar em restaurantes como o Virô Bistrô, na Vila Madalena, ou a pizzaria Estação Vila Moema. Idas ao teatro e às salas do Frei Caneca Unibanco Arteplex também estão entre seus programas prediletos. Tudo no melhor estilo vida simples que a transformou na estrela boazinha da Record.

 

Divulgação
No teatro em A Vida Íntima de Laura: sete peças e seis novelas
     
   
 
 
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