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MISTÉRIOS DA CIDADE
Sabe onde fica? Fernado
Moraes
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Em tons de verde, amarelo e azul, esta bandeira de 20 metros de altura tremula
entre dois prédios na Rua Viaza, no Campo Belo. Quem passa pelo Viaduto
Deputado Luís Eduardo Magalhães tem a impressão de que ela
está voando solta. Na verdade, fica pendurada em uma corda de alpinismo
necessária para suportar a força do vento. Custou 700 reais
e foi a maneira que os condôminos dos dois edifícios encontraram
para homenagear a seleção brasileira. Deve continuar hasteada até
o término da Copa. Se o Brasil chegar à finalíssima, os torcedores
prometem comemorar aumentando a bandeira em 10 metros. Quem
foi?
O
inventor do famoso Biotônico Fontoura foi um farmacêutico chamado
Cândido Fontoura (1885-1974). Conhecido simplesmente como "tio Candinho",
ele se formou, em 1905, pela Escola de Farmácia, Odontologia e Obstetrícia
de São Paulo (depois incorporada pela USP). Como homenagem, um hospital
infantil do bairro de Água Rasa leva seu nome. Quanto à fórmula
famosa, foi batizada por seu amigo Monteiro Lobato, autor dos primeiros cartazes
publicitários do produto. Essas curiosidades fazem parte de um levantamento
da Secretaria de Estado de Saúde, com as biografias dos patronos de 36
hospitais públicos paulistas. Floriculturas remodeladas As
banquinhas de flores da Avenida Doutor Arnaldo, coladas à parede do Cemitério
do Araçá, estão lá desde o começo da década
de 1970. Para consolidar a florida calçada como um ponto turístico
da cidade, o secretário de Subprefeituras, Andrea Matarazzo, quer construir
ali três pequenas praças. Nenhum dos 23 floricultores terá
de se mudar apenas quatro boxes seriam remanejados para um espaço
que hoje está vazio, na própria avenida.
Resultado do terror 
Após os ataques do PCC, em maio, a Polícia Federal viu seu trabalho
pelo menos o burocrático aumentar mais de vinte vezes. Isso
porque o departamento é responsável por cadastrar todas as armas
de fogo do país. Enquanto em abril o número de pedidos de registro
por empresas (a grande maioria de segurança privada) foi de 118, no mês
seguinte pulou para 2 510. É proibido
torcer Uma
estranha proibição atinge os freqüentadores da casa noturna
Diquinta: nada de camisetas de futebol. Entra somente a da seleção.
Motivo? Evitar brigas e discussões. A polêmica idéia foi do
proprietário, Francisco Cândido. "Por mim, liberaria apenas as do
Corinthians", brinca. Os desavisados não precisam voltar mais cedo para
casa. Recebem uma camisa do bar e podem curtir a balada. Mas, claro, têm
de devolvê-la na saída. Memória
paulistana Cedida
por RG Editores
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No século XIX, a região da Vila Mariana era passagem de tropeiros
que, nos lombos de seus cavalos e mulas, traziam mercadorias do Porto de Santos.
Entre outras rotas, eles percorriam o local onde hoje são as ruas Domingos
de Morais e Vergueiro. Esse tipo de transporte começou a se tornar mais
raro a partir de 1867, com a chegada dos primeiros trens da São Paulo Railway
à cidade. A foto acima, de 1904, já mostra a região um pouco
mais urbanizada, com os habitantes aguardando o bonde na estação.
Faz parte do livro São Paulo de Todos os Tempos, Volume II, do repórter
aéreo Geraldo Nunes. Com
reportagem de Edison Veiga, Isabela Barros, Regina Cazzamatta e Rodrigo Brancatelli
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