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5 de julho de 2006
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MISTÉRIOS DA CIDADE

Sabe onde fica?

 
Fernado Moraes

Em tons de verde, amarelo e azul, esta bandeira de 20 metros de altura tremula entre dois prédios na Rua Viaza, no Campo Belo. Quem passa pelo Viaduto Deputado Luís Eduardo Magalhães tem a impressão de que ela está voando solta. Na verdade, fica pendurada em uma corda de alpinismo – necessária para suportar a força do vento. Custou 700 reais e foi a maneira que os condôminos dos dois edifícios encontraram para homenagear a seleção brasileira. Deve continuar hasteada até o término da Copa. Se o Brasil chegar à finalíssima, os torcedores prometem comemorar aumentando a bandeira em 10 metros.

 

Quem foi?

O inventor do famoso Biotônico Fontoura foi um farmacêutico chamado Cândido Fontoura (1885-1974). Conhecido simplesmente como "tio Candinho", ele se formou, em 1905, pela Escola de Farmácia, Odontologia e Obstetrícia de São Paulo (depois incorporada pela USP). Como homenagem, um hospital infantil do bairro de Água Rasa leva seu nome. Quanto à fórmula famosa, foi batizada por seu amigo Monteiro Lobato, autor dos primeiros cartazes publicitários do produto. Essas curiosidades fazem parte de um levantamento da Secretaria de Estado de Saúde, com as biografias dos patronos de 36 hospitais públicos paulistas.

 

Veja também
Biografia de outros homenageados

 

Floriculturas remodeladas

 

As banquinhas de flores da Avenida Doutor Arnaldo, coladas à parede do Cemitério do Araçá, estão lá desde o começo da década de 1970. Para consolidar a florida calçada como um ponto turístico da cidade, o secretário de Subprefeituras, Andrea Matarazzo, quer construir ali três pequenas praças. Nenhum dos 23 floricultores terá de se mudar – apenas quatro boxes seriam remanejados para um espaço que hoje está vazio, na própria avenida.

 

Resultado do terror

Após os ataques do PCC, em maio, a Polícia Federal viu seu trabalho – pelo menos o burocrático – aumentar mais de vinte vezes. Isso porque o departamento é responsável por cadastrar todas as armas de fogo do país. Enquanto em abril o número de pedidos de registro por empresas (a grande maioria de segurança privada) foi de 118, no mês seguinte pulou para 2 510.

 

É proibido torcer

Uma estranha proibição atinge os freqüentadores da casa noturna Diquinta: nada de camisetas de futebol. Entra somente a da seleção. Motivo? Evitar brigas e discussões. A polêmica idéia foi do proprietário, Francisco Cândido. "Por mim, liberaria apenas as do Corinthians", brinca. Os desavisados não precisam voltar mais cedo para casa. Recebem uma camisa do bar e podem curtir a balada. Mas, claro, têm de devolvê-la na saída.

 

Memória paulistana

 

Cedida por RG Editores

No século XIX, a região da Vila Mariana era passagem de tropeiros que, nos lombos de seus cavalos e mulas, traziam mercadorias do Porto de Santos. Entre outras rotas, eles percorriam o local onde hoje são as ruas Domingos de Morais e Vergueiro. Esse tipo de transporte começou a se tornar mais raro a partir de 1867, com a chegada dos primeiros trens da São Paulo Railway à cidade. A foto acima, de 1904, já mostra a região um pouco mais urbanizada, com os habitantes aguardando o bonde na estação. Faz parte do livro São Paulo de Todos os Tempos, Volume II, do repórter aéreo Geraldo Nunes.

Com reportagem de Edison Veiga, Isabela Barros,
Regina Cazzamatta e Rodrigo Brancatelli
Mande suas sugestões para o e-mail misterios@abril.com.br

     
   
 
 
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