| |
| |  | |
CIDADE
Tecnologia no asfalto Uso de máquinas mais modernas
melhora a qualidade do recapeamento Regina Cazzamatta Renata
Ursaia
 | | Manutenção
na Marginal Tietê: menos buracos |
Diariamente, 1,1 milhão de veículos
passam pelas marginais Pinheiros e Tietê, as vias mais movimentadas de São
Paulo. Acostumados a enfrentar o trânsito caótico dessas avenidas,
os motoristas ao menos receberam uma boa notícia. No ano passado, 17 de
seus 47 quilômetros que passam pelas zonas Norte, Sul, Leste e Oeste
da capital foram recapeados. Agora, o serviço está sendo
realizado em outros 15 quilômetros. A novidade é que a prefeitura
e a Dersa, responsáveis pela obra, trouxeram para a cidade quatro máquinas
de tecnologia alemã avaliadas em cerca de 500.000 reais cada uma
que antes eram usadas apenas no recapeamento de rodovias. O resultado é
um asfalto mais resistente e com menos imperfeições. "As marginais
são o portal da cidade", afirma Dario Rais Lopes, secretário estadual
dos Transportes e presidente da Dersa. "Precisam de um tratamento diferenciado."
Com o novo equipamento, que na semana passada podia
ser visto entre 10 da noite e 5 da manhã na Marginal Tietê, os operários
conseguem recapear 1 quilômetro de ruas em trinta minutos. Com as máquinas
antigas, levava-se o dobro do tempo. A maior diferença, no entanto, está
na qualidade do asfalto. Graças a um sistema de nivelamento eletrônico,
pode-se identificar a quantidade de massa necessária para os diferentes
pontos de uma superfície irregular, deixando-a plana. Esta etapa das obras
nas marginais irá custar 30 milhões de reais, bancados pela Dersa.
Um equipamento similar, fabricado por uma empresa
americana, está sendo usado pela prefeitura na segunda parte de seu programa
de recapeamento nos bairros, iniciado em maio. Até agosto devem ser reformados
50 quilômetros de ruas, em um total de 51 vias. "Investimos 2 milhões
de reais para melhorar o asfalto produzido no município", conta Valter
Rocha, superintendente das usinas de asfalto da prefeitura. "Dessa forma, conseguimos
exigir uma tecnologia mais avançada das empresas que fazem o trabalho de
recapeamento." Assim como o equipamento que está nas marginais, as máquinas
americanas interferem menos tempo no tráfego e deixam o asfalto sem ondulações.
Buracos também demoram mais para aparecer. Os motoristas agradecem. |