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ESPORTE
De
carona no vento
Híbrido
de windsurfe, parapente
e wakeboard, o
kitesurfe vira
mania entre a moçada
Ricardo
Moreno
Rogério Albuquerque
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| O
estudante Victor Adamo: kite nas águas da Guarapiranga
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Uma rajada de vento empurra a pipa para o alto. O atleta posiciona
os pés sobre a prancha e aproveita o embalo. Daí em
diante, a qualidade da performance só depende da ginga e
da experiência de quem pratica. O kitesurfe (pronuncia-se
caitsârf), atividade que mescla técnicas de
surfe, windsurfe, parapente e wakeboard, é o esporte radical
da vez. Desde que decolou no país, no fim de 1999, estima-se
que cerca de 2.000 pessoas já
tenham aderido à mania. "Em dois anos, vendemos mais de 600
kits", contabiliza Adriano Lavezzo, de 29 anos, proprietário
da loja WaterSportsBrazil.com, nas Perdizes. O instrutor Ricardo
Munhoz, de 38 anos, afirma que em poucas semanas qualquer iniciante
consegue divertir-se. "Com seis ou sete aulas, o aluno já
se sente à vontade e pronto para as primeiras manobras",
explica. O preço do equipamento, boa parte importado, é
salgado. O pacote, que inclui prancha, kite (a pipa), trapézio,
capacete e colete, não sai por menos de 2 800 reais. Apesar
de pouco difundido entre os atletas mais experientes, o capacete
é item fundamental. Ele protege contra eventuais pancadas
e dos fios do kite, que, esticados, são tão perigosos
quanto uma faca afiada.
André Nazareth/Strana
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| A
gatíssima Daniela Monteiro: "Já perdi muito
biquíni treinando" |
Em
São Paulo, os melhores pontos para a prática são
as represas de Guarapiranga e Avaré ou as praias de Perequê
e Ponta das Canas, em Ilhabela, no litoral norte. Para quem está
começando, o ideal é treinar em águas onde
não existam correntezas nem ondas. O paulistano Victor Adamo
Fredinelli, de 16 anos, costuma escapar para Guarapiranga sempre
que encontra um tempinho livre. Windsurfista desde os 10 anos, conheceu
o kite por meio de amigos. Agora, divide-se entre as duas modalidades.
"Além de ser mais fácil que o wind, qualquer brisa
já é suficiente para uma boa diversão", diz.
Embora os marmanjos predominem no esporte, algumas meninas já
se mostram craques. A paulistana Izabela Schunck, de 20 anos, é
uma das mais dedicadas. Nos meses de junho, julho e agosto, quando
sopram os melhores ventos, Iza, como é chamada, costuma cair
na água até cinco vezes por semana. "Virou um vício",
empolga-se. "O contato com a natureza é total." A gaúcha
Daniela Monteiro, de 22 anos, tricampeã brasileira de windsurfe
e apresentadora de um quadro sobre aventuras no Esporte Espetacular,
da Rede Globo, também se rendeu aos prazeres do kite. "No
começo comi areia e perdi muito biquíni, mas agora
já estou craque", lembra, com bom humor. Para julho, planeja-se
o primeiro campeonato paulista. O palco será Ilhabela. Só
é preciso torcer para que tenha vento.
Tempo
Wind Clube Represa de Guarapiranga. Rua Antônio
Segala, 102, Jardim São Luís,
5517-6039. Aula teórica, R$ 50,00 (duas horas); prática,
R$ 100,00 (por hora). |
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