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CULTURA
Arte
ao longo do rio
Bancos
e escritórios abrem
novos espaços para exposições
e concertos na Marginal Pinheiros
Maria
Rita Alonso
Leo Feltran

O
Tesouro dos Mapas,
no Banco Santos: montagem caprichada |
Destaques
da 25ª Bienal de Arte de São Paulo, que começa
a ser desmontada nesta semana, os cones de madeira esculpidos pelo
cearense Eduardo Frota já têm novo endereço:
o lobby do maior arranha-céu da Marginal Pinheiros. Isso
mesmo. Entre os balcões de recepção e os dezoito
elevadores high tech da Torre Norte do Centro Empresarial Nações
Unidas, por onde passam milhares de executivos, engravatados e secretárias
apressadas, há uma mostra permanente de arte contemporânea.
Não se trata de uma iniciativa isolada. Nos espigões
erguidos ao longo do Rio Pinheiros estão surgindo excelentes
espaços culturais. A recém-inaugurada sede do BankBoston
terá um teatro que abrigará uma série de concertos
de música erudita. O edifício em estilo neoclássico
onde está instalado o Banco Santos abriu, na última
terça-feira, a exposição O Tesouro dos Mapas.
"Investir em cultura é uma maneira de devolver à sociedade
um pouco do que recebemos dela", diz Edemar Cid Ferreira, presidente
da Associação BrasilConnects e do Banco Santos.
Fotos Mario Rodrigues

Torre
Norte: telas e esculturas no lobby |
Dono
de um dos maiores acervos particulares de São Paulo, com
3.000 obras, o banqueiro exibe 220 mapas
com uma sedutora montagem cenográfica de Paulo Pederneiras
e curadoria de Paulo Miceli, professor da Unicamp. Juntos, eles
transformaram o que poderia ser um programa maçante num evento
capaz de despertar a curiosidade de leigos. Entre as jóias
cartográficas estão o atlas veneziano de J. Roussin,
as cartas da Região Nordeste feitas por holandeses no século
XVII e os portulanos, roteiros de navegadores desenhados sobre pergaminho
produzido com couro animal nos séculos XVI e XVII. "O custo-benefício
de iniciativas como essa é sempre muito positivo", acredita
Daniel Citron, presidente da Tishman Speyer-Método, administradora
da Torre Norte do Centro Empresarial Nações Unidas.
"Os funcionários sentem-se prestigiados, e passamos uma boa
imagem para o público." No lobby de 2.000
metros quadrados do edifício foram espalhadas obras de artistas
como Artur Lescher, Tomie Ohtake e Arthur Omar, da Galeria Nara
Roesler. De dois em dois meses, as peças são trocadas.

Teatro
da nova sede do BankBoston: concertos gratuitos na hora do almoço
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No
espigão
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No
espigão de 28 andares do BankBoston, cuja construção
consumiu 370 milhões de reais, cinco telas de Cândido
Portinari decoram a entrada. No térreo, foi projetado o teatro
de 250 lugares. Ali acontecerão, uma vez por mês, concertos
gratuitos na hora do almoço. Também será apresentada
a temporada Noites Especiais. Até o fim do ano, estão
agendados oito espetáculos de astros internacionais da música
erudita. O primeiro, marcado para 11 e 12 de junho, é do
Quarteto Prazak, formado por dois violinos, viola e violoncelo.
Vindo da República Checa, o grupo completa trinta anos de
estrada com elogiados registros de Beethoven, Mozart e Schoenberg.
Os ingressos custam 30 reais e a assinatura para todas as apresentações
está à venda por 180 reais.
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Instituto Cultural Banco Santos. Rua Hungria, 1100, Jardim
Paulistano,
3818-9591. Terça a sexta, 10h às 18h; sábado
e domingo, 10h às 17h. Grátis.
Exposição Tishman Speyer-Método. Avenida
das Nações Unidas, 12901 (Torre Norte), Brooklin.
Segunda a sexta, 9h às 17h. Grátis.
Espaço Cultural BankBoston. Rua Chucri Zaidan,
246, Brooklin. Informações
3081-1911.
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