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ESPETÁCULO
Só
falta a
lona
Um
circo a céu aberto armado
no
Parque da Independência
recebe
três
trupes da cidade
Mônica
Santos
Em
algumas cidades do interior, a chegada do circo ainda provoca euforia
em crianças e adultos. Não importa que as companhias
mais amadoras nem lona tenham. Bastam algumas estacas de madeira
e fitas para delimitar o espaço onde acontece o espetáculo.
Essa capacidade do artista de fazer seu número em qualquer
lugar e, por um momento, interferir na arquitetura local inspira
o projeto Pano de Roda um picadeiro a céu aberto
que será armado no próximo fim de semana no Parque
da Independência. Não se trata de uma idéia
mambembe. Dois caminhões transportam uma estrutura metálica
com 27 metros de diâmetro e arquibancadas almofadadas para
450 pessoas. Ilustrações gigantes e uma tela translúcida
dão um ar moderno. Há palhaços, sim. Mas os
de importantes companhias teatrais paulistanas: Parlapatões,
Patifes & Paspalhões, La Mínima e Pia Fraus.
Paquito
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As
Bailarinas, da
La Mínima: número
garantido
no Pano
de Roda
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Os três são grupos estáveis, formados por atores
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Os três são grupos estáveis, formados por atores
profissionais, que se exibem em palcos do país e do exterior.
Em comum, têm a afinidade com a estética circense e,
cada qual a sua maneira, a facilidade em fazer o público
rolar de rir. Os Parlapatões, por exemplo, dominam o improviso,
são irônicos e verborrágicos. Domingos Montagner
e Fernando Sampaio, da La Mínima, divertem com estripulias
no trapézio e números clássicos de palhaços.
Já a Pia Fraus sabe, como poucos, usar bonecos para contar
suas histórias. Com uma verba de 460.000 reais obtida junto
ao programa Petrobras Artes Cênicas, eles botaram o pé
na estrada encenando, de graça, as peças infantis
Nada de Novo (Parlapatões), La Mínima Companhia
de Ballet (La Mínima) e Bichos do Brasil (Pia
Fraus), além de um espetáculo conjunto. "Apresentar-se
em diferentes lugares não é novidade para nós.
Neste ano, levamos Bichos do Brasil para Los Angeles, Miami
e Bogotá", diz Beto Andretta, da Pia Fraus. "Mas o formato
do Pano de Roda, que remete a um circo mambembe, traz um
encantamento diferente ao público e aos atores."
Luiz Doro/divulgação
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| Raul
Barreto, dos Parlapatões: improviso, ironia e muito escracho
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A
aventura começou no Rio de Janeiro, ao lado dos Arcos da
Lapa, no dia 19 de outubro. Doze dias depois, eles foram a Brasília.
Depois, passaram por cidades de seis Estados. São Paulo é
a vigésima a receber o circo itinerante. "A partir do ano
que vem pretendemos ir para o Norte e o Nordeste, mas dependemos
de novos patrocínios", diz o parlapatão Hugo Possolo.
O paulistano poderá conferir uma seleção dos
melhores números do repertório das três companhias.
Isto é, se não chover. Elas continuam firmes no propósito
de não usar lona. "Temos uma estrutura excelente e confortável,
mas fazemos questão de manter a emoção do teatro
de rua, no melhor estilo tomara que não chova", brinca Montagner,
da La Mínima.
Renato Chauí
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| Pia
Fraus: habilidade para criar e manipular bonecos |
Pano de Roda (450 lugares). Parque da Independência.
Avenida Nazaré, s/nº, Ipiranga. Informações,
3083-6226.
Sábado (7) e domingo (8), 19h. Grátis. Ingressos
distribuídos uma hora antes do espetáculo.
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