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VEJA SÃO
PAULO RECOMENDA
EXPOSIÇÃO
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| Leirner:
religiosidade |
O
MAPA DO AGORA COLEÇÃO JOÃO SATTAMINI.
Em 1991, o empresário carioca João Leão
Sattamini decidiu doar 1.000 obras de
arte brasileira de sua coleção particular, todas criadas
a partir dos anos 50. A prefeitura de Niterói se interessou,
e Niemeyer desenhou o prédio à beira-mar do Museu
de Arte Contemporânea, que hoje abriga o lote. Uma parte desse
magnífico acervo se encontra em exposição no
Instituto Tomie Ohtake. São 120 peças, entre pinturas
e esculturas, de artistas de diferentes escolas, como José
Bechara, Sérgio Camargo, Jorge Guinle, Lygia Clark e Nelson
Leirner, representado por uma Nossa Senhora em serigrafia de 1967.
SHOW
NNENNA
FREELON. Esta cantora americana esteve em São Paulo há
dois anos, como uma das muitas atrações do evento
Suíça 2000. Nnenna retorna agora para duas noites
só dela, no Bourbon Street. Traz a voz sensual, um refinado
quinteto de instrumentistas incluindo duas mulheres
e o repertório de seu sétimo CD. O álbum em
questão, Tales of Wonder, contém versões
jazzísticas de gemas pop de Stevie Wonder, a exemplo de My
Cherie Amour e Superstition. Na manhã de quinta
(5), ela ministra um workshop para os jovens percussionistas da
ONG Meninos do Morumbi, seguido de breve apresentação
gratuita, às 12h30, no átrio do Centro Cultural Banco
do Brasil.
DANÇA
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| O
grupo belga Rosas: Rain no Municipal |
ROSAS.
Três forças confluem em Rain, coreografia
que a companhia belga Rosas apresenta no Municipal. Uma delas é
o livro homônimo da neozelandesa Kirsty Gunn, de 1994, sobre
uma jovem apaixonada por um homem mais velho, amante de sua mãe.
Outra, a composição minimalista Music for 18 Musicians
(1976), do americano Steve Reich. Há, por fim, o talento
da coreógrafa Anne Teresa De Keersmaeker. Ela fundou a trupe
em 1983, com a qual vem desenvolvendo alguns espetáculos
surpreendentes. Em Rain (2001), dez bailarinos exibem-se
em grupo, solos, duos e trios, ora sincrônicos à música,
ora propositadamente fora de tempo.
CONCERTOS
MARCELO
BRATKE E CONVIDADOS. O pianista paulistano
radicado em Londres construiu uma carreira bastante eclética.
Com o mesmo rigor que interpreta Bach, Berg e Webern, Bratke se
entrega a um chorinho de Ernesto Nazareth. Em três recitais
no Alfa, sua versatilidade estará em boa companhia. Na quinta
(5), ele divide os teclados com o pianista de jazz inglês
Julian Joseph. Tocam de Thelonious Monk a Stravinsky. A soprano
Rosana Lamosa e a pianista argentina Marcela Roggeri são
as convidadas das duas outras noites. Na sexta (6), os três
dedicam-se ao romantismo de Schubert. No sábado (7), aos
americanos Copland, Gershwin e Bernstein.
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